terça-feira, 30 junho 2026

Guiné-Bissau: Oposição acusa CEDEAO de ingerência na revisão da Constituição

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A possibilidade de a nova Constituição da Guiné-Bissau ser submetida a referendo está a gerar controvérsia política. O anúncio foi feito pelo chefe da missão política da CEDEAO, Timothy Kabba, após encontros com as autoridades de transição em Bissau. A oposição acusa a organização regional de ingerência num processo que considera da exclusiva competência do povo guineense e afirma que a posição contraria decisões anteriormente adoptadas pela própria CEDEAO. Está instalada a polémica em torno do processo de revisão da Constituição da Guiné-Bissau, depois de a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) ter anunciado que o novo texto constitucional será submetido a referendo popular. A informação foi tornada pública pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Serra Leoa, Timothy Kabba, que liderou, no final da semana passada, uma missão política da CEDEAO a Bissau. Segundo o governante, durante os encontros com as autoridades de transição, a missão foi informada de que a nova Constituição será levada a referendo. As declarações provocaram de imediato críticas por parte de sectores da oposição guineense. A candidatura de Fernando Dias da Costa, político que se declara vencedor das eleições presidenciais de Novembro passado, interrompidas pelo tomada à força do poder por militares, repudiou as afirmações de Timothy Kabba. Num comunicado, a direcção da candidatura considera ser "politicamente inaceitável que um representante de um Estado irmão da sub-região se tenha arrogado a iniciativa de anunciar a realização de um referendo para a aprovação de uma Constituição promovida pelas actuais autoridades de transição".   A mesma estrutura política sustenta que o chefe da diplomacia da Serra Leoa, ao falar em nome da CEDEAO, assumiu um papel que não lhe compete, classificando a sua intervenção como uma "inadmissível ingerência" num assunto que diz respeito exclusivamente ao povo guineense. No comunicado, a candidatura de Fernando Dias da Costa afirma ainda que o pronunciamento do emissário da CEDEAO contraria as decisões adoptadas na cimeira de chefes de Estado e de Governo da organização, realizada em Dezembro passado, na sequência na tomada de poder na Guiné-Bissau. Nessa reunião, a CEDEAO apelou ao regresso dos militares aos quartéis, à libertação dos responsáveis políticos detidos após o golpe e à constituição de um Governo inclusivo, composto exclusivamente por civis. Entretanto, na passada sexta-feira, 26 de Junho, o Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão que substitui o Parlamento, aprovou a proposta de Lei do Referendo, diploma que segue agora para promulgação pelo Presidente de transição, o general Horta Inta-a. Após a promulgação da lei, caberá ao chefe de Estado de transição anunciar a data da realização do referendo sobre a nova Constituição.   A Semana com RFI África

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Colunistas

Opiniões e Feedback

Miranda
7 days 22 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

jmn
10 days 8 hours

Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

Terra
14 days 12 hours

A nossa terra a muito que fazer sobre descriminação sobre essas matérias os nossos políticos estão a usar memórias d ...

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