sexta-feira, 14 junho 2024

Cimeira na Suíça será "primeiro passo" para paz na Ucrânia

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Suíça afirmou hoje que a cimeira para a paz na Ucrânia, que terá a participação de 90 países e organizações, é um "primeiro passo" para um processo que terá de incluir a Rússia.

"A cimeira [que vai decorrer sábado e domingo na Suiça] é um primeiro passo, mas não haverá processo de paz sem a Rússia. A questão não é saber se a Rússia vai aderir, mas sim quando", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros suiço, Ignazio Cassis.

A Suíça acolhe, sábado e domingo, uma cimeira que servirá como um "primeiro passo" para encontrar um caminho para a paz na Ucrânia, com a presença de dezenas de altos líderes, mas sem a Rússia ou, a priori, a China.

"Atrevamo-nos a falar de paz", desafiou Ignazio Cassis, na apresentação do programa à comunicação social, hoje.

O objetivo da cimeira, solicitada por Kiev, é "inspirar um futuro processo de paz", mas o resultado da reunião permanece incerto, tendo uma fonte do Governo alemão alertado que "e muito importante evitar expectativas exageradas".

A Ucrânia espera obter um amplo apoio internacional, estabelecendo as condições que considera necessárias para acabar com a guerra.

A cimeira baseia-se no plano de paz de dez pontos do presidente ucraniano, com o objetivo de estabelecer os meios para alcançar "uma paz justa e duradoura".

"Teremos discussões aprofundadas sobre temas essenciais para a Ucrânia e para o mundo: situação dos prisioneiros de guerra, ameaça nuclear e segurança alimentar", disse Cassis.

Estes temas "não são os mais delicados, mas são, no entanto, importantes", disse à agência France Presse o diretor do instituto de investigação Swisspeace, Laurent Goetschel.

"Se for possível abordar estes temas em conjunto com os participantes russos poderá facilitar o estabelecimento de uma base de confiança para futuras negociações de paz", acrescentou.

A Presidente suíça, Viola Amherd, adiantou que gostaria "de desenvolver (...) um roteiro sobre a forma como as partes se podem juntar no âmbito de um futuro processo de paz", apelando à adoção de "medidas de confiança".

Dos membros do grupo BRICS (economias emergentes), que inclui a Rússia, apenas a Índia confirmou publicamente a sua participação. A China e o Brasil têm dificuldade em participar sem Moscovo e a participação da África do Sul continua incerta.

A "Cimeira de Alto Nível sobre a Paz na Ucrânia", como é oficialmente conhecida, realizar-se-á paralelamente à reunião do G7 no sul de Itália, que decorrerá de quinta-feira a sábado, com a participação do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em ambas as reuniões.

Os líderes do G7 esperam chegar a um acordo sobre a utilização dos juros dos ativos russos congelados para ajudar a Ucrânia, que tem sido alvo de uma ofensiva russa mortal desde fevereiro de 2022.

Zelensky juntar-se-á na Suíça a representantes de mais de 90 países e organizações, incluindo o Presidente francês, Emmanuel Macron, a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, o chanceler alemão, Olaf Scholz, e o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida.

Berna não convidou a Rússia, que fez saber que não está interessada, porque considera que a Suíça perdeu a sua neutralidade ao alinhar-se com as sanções europeias.

O Kremlin tem afirmado repetidamente que não participará em quaisquer negociações, a menos que Kiev aceite a anexação pela Rússia dos cerca de 20% do território ucraniano que ocupa atualmente.

A conferência realiza-se numa altura em que as forças russas obtiveram as maiores conquistas territoriais dos últimos 18 meses na Ucrânia, com o grande assalto terrestre à região de Kharkiv, lançado a 10 de maio, quando se apoderaram de várias aldeias fronteiriças, o que obrigou milhares de pessoas a fugir.

O exército ucraniano, com falta de munições e de homens, está a debater-se com dificuldades, alegando, nomeadamente, atraso na entrega da ajuda militar ocidental.

A Semaa com Lusa

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Colunistas

Opiniões e Feedback

Antonio
17 days 10 hours

Que grande reflexão do Água Lusa!!! Bem enquadrado. Até os nascidos na era portuguesa não são valorizados.

Daniel Dias
21 days 15 hours

Coitado do Leão Vulcão. Perdeu o emprego.

liketerra
23 days 8 hours

A criminalidade Murdeira já é de muito tempo e inclui os proprios admnistradores condominio que mandam os guardas agridi

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