Emmanuel Macron anunciou que não voltará a fazer política após deixar a presidência em 2027. "Não fiz política antes e não farei depois", disse, durante um encontro com estudantes no Chipre.
O presidente de França, Emmanuel Macron, garantiu esta quinta-feira que não voltará a "fazer política" quando deixar o Palácio do Eliseu, em 2027, após dez anos de presidência.
"Não fiz política antes e não farei depois", disse, durante um encontro com jovens da escola franco-cipriota de Nicósia, no Chipre, transmitido pelo Palácio do Eliseu no canal X.
Questionado sobre as razões pela qual quis candidatar-se à presidência francesa, Macron sublinhou que não se tratou "de um plano de carreira". Contou que, depois de trabalhar na função pública e, posteriormente, no setor privado, tinha-se "interessado cada vez mais pelo que o Estado fazia" e queria que as suas "ideias se concretizassem".
"Primeiro, aconselhei outros presidentes e cheguei mesmo a ser ministro, e depois disse a mim mesmo que se podia mudar as coisas de forma mais forte, mais rápida", disse.
Para tal, explicou aos estudantes, a melhor maneira seria tornar-se ele próprio presidente: "Sempre amei o meu país e sempre me interessei pela vida do meu país, mas isso, por si só, não faz de ti um presidente. Queria que as minhas ideias se concretizassem (..) Disse a mim mesmo: ‘Podemos mudar as coisas de forma mais forte e mais rápida’ e, por isso, lancei um movimento político e depois cheguei à presidência".
No encontro, Emmanuel Macron aconselhou os estudantes a terem as suas próprias "convicções e a defendê-las com sinceridade", mas sublinhou que nem sempre é fácil.
"Há coisas que quiseste e não conseguiste, ou porque não as explicaste bem, ou porque não era a coisa certa a fazer, ou porque não as fizeste com a rapidez necessária", referiu.
Emmanuel Macron encontra-se no Chipre, juntamente com outros líderes europeus, até esta sexta-feira, para debater a guerra no Médio Oriente, prevendo-se um encontro com parceiros na região, os líderes do Líbano, do Egito e da Síria, da Jordânia e do secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo.
Nesse encontro, deverá ser discutida a necessidade de reforço das relações bilaterais, mas também a situação no estreito de Ormuz e as negociações de paz que estão em curso entre Israel e o Líbano.
A Semana com Notícias ao Minuto







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