segunda-feira, 06 julho 2026

Abuso sexual de crianças continua a ser um dos maiores desafios na ilha do Fogo

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Na ilha do Fogo, em Cabo Verde, o abuso sexual de crianças continua a ser um dos maiores desafios. As declarações são do ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, que se encontra de visita à ilha, onde, em 2025, foram registados 31 casos de violência sexual.

A ilha do Fogo é a ilha que regista o maior número de casos de abuso sexual de crianças em Cabo Verde. Os dados do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente indicam que, em 2023, foram denunciados 55 casos, número que desceu para 41 em 2024 e para 31 em 2025.

Apesar da redução, o ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, afirma que é importante continuar a reforçar o trabalho de protecção das crianças contra o abuso sexual, um trabalho que deve começar no seio familiar, onde ocorrem muitos casos que acabam por ser omitidos.

“Infelizmente, muita da omissão ocorre dentro da família. É preciso que todos denunciem. O Estado não consegue estar dentro de casa de cada um, a polícia não consegue estar dentro de casa de cada um e é por isso que é fundamental que toda a sensibilização que fazemos na sociedade, junto das famílias e nas escolas, leve também as famílias a proteger as suas crianças e a denunciar ao primeiro sinal, em qualquer caso. O que assumimos aqui é que a estatística não conta: não queremos saber se hoje estamos melhores do que no ano passado. Desde que haja um único caso, é uma tragédia. Temos de estar tristes e trabalhar para que tenhamos zero casos de violência sexual de crianças no nosso país”, disse o governante.

O ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, que está de visita à ilha do Fogo, reuniu-se com parceiros da área da protecção da criança, na cidade de São Filipe, num encontro dedicado ao reforço da articulação institucional e à definição de estratégias conjuntas.

 

A sessão permitiu fazer um balanço dos avanços registados, nomeadamente a redução do abandono escolar, o aumento do aproveitamento académico e a criação de mais alternativas para a ocupação saudável das crianças

A Semana com RFI

Enfermeira São
Entre tradição e trauma: até onde vai o “uso intensivo” antes de virar mutilação?
Olha, vou ser directo: ao ler isto fico a pensar — se mutilação é danificar o corpo sem necessidade médica, então o pessoal que anda a abusar de certas “rotinas intensivas” todos os dias ainda está só no hobby… ou já entrou na categoria de auto-mutilação? 🤡

Sim, estou a gozar, mas a cena é séria: há práticas que são vendidas como tradição quando na verdade deixam marcas para a vida inteira. E aí não há romantização que salve — dor, trauma e risco não são cultura, são problema mesmo.

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Opiniões e Feedback

Miranda
14 days

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

jmn
16 days 9 hours

Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

Terra
20 days 13 hours

A nossa terra a muito que fazer sobre descriminação sobre essas matérias os nossos políticos estão a usar memórias d ...

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