A Casa Branca criticou esta sexta-feira a atribuição do Prémio Nobel da Paz à líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado, defendendo que deveria ter ido para o Presidente norte-americano, Donald Trump.
O diretor de comunicação da Casa Branca, Steven Cheung, afirmou que o comité norueguês do Nobel “colocou a política à frente da paz” ao ignorar o trabalho de Trump, a quem atribuiu “o coração de um humanitário”.
“Nunca haverá outra pessoa como ele, capaz de mover montanhas com pura força de vontade”, escreveu Cheung num comunicado, acrescentando que Trump “continuará a negociar acordos de paz, a acabar com guerras e a salvar vidas”.
O Presidente dos Estados Unidos passou os últimos meses a reivindicar publicamente o Nobel da Paz, alegando mérito pelo seu papel em negociações que levaram ao fim de vários conflitos internacionais, incluindo o acordo recente entre Israel e o Hamas, que começou esta sexta-feira a ser aplicado.
Em resposta, o comité norueguês do Nobel da Paz evitou comentar diretamente as declarações de Trump, sublinhando que os seus elementos permanecem “alheios a campanhas mediáticas” em torno da escolha dos laureados.
“Baseamos a nossa decisão exclusivamente no trabalho e na vontade de Alfred Nobel”, afirmou o presidente do comité, Jorgen Watne Frydnes, numa conferência de imprensa em Oslo, após anunciar o prémio para Maria Corina Machado.
O Comité norueguês do Nobel anunciou esta sexta-feira a atribuição do Prémio Nobel da Paz 2025 a María Corina Machado “pelo seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo da Venezuela e pela sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.
“Enquanto líder do movimento pela democracia na Venezuela, María Corina Machado é um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina nos últimos tempos”, sublinhou o Comité.
A Semana com Observador/Lusa







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