A central dessalinizadora do Palmarejo opera actualmente com três das quatro linhas de produção, correspondente a 75% da capacidade instalada, mas a empresa tinha prevista a reposição da capacidade total até segunda-feira, 10, informou a Electra.
De acordo com a empresa, a actual situação resulta de uma sequência de ocorrências que condicionaram temporariamente a produção e a transferência de água dessalinizada, não correspondendo a uma avaria generalizada da central.
Os constrangimentos ocorreram na quinta-feira, 06, com uma rotura na conduta de transferência de água produzida entre Palmarejo e Monte Babosa, “provocada pela intervenção de equipamento pesado durante obras realizadas por terceiros” no local.
Na sequência da rotura, a bombagem de água foi suspensa, a pedido da Águas de Santiago (AdS), tendo sido necessário interromper preventivamente o funcionamento de uma das duas centrais de produção, para evitar o transbordo dos reservatórios.
Após a reparação da conduta e a confirmação, pela AdS, da reposição das condições necessárias à retoma da bombagem, as equipas técnicas da Electra iniciaram o processo de reactivação da central que se encontrava parada.
Entretanto, no final da manhã de sexta-feira, 07, ainda de acordo com a mesma fonte, foi registada uma avaria num dos poços de captação de água do mar, impedindo o arranque de uma das duas linhas de produção da central.
Esta linha permanece indisponível, mantendo a Central Dessalinizadora do Palmarejo a operar com três das quatro linhas, cerca de 75% da capacidade instalada.
A Electra informou que as equipas técnicas estão mobilizadas para solucionar a avaria e restabelecer a capacidade total de produção, prevendo concluir os trabalhos até ao final do dia de hoje, caso as condições operacionais o permitam.
A empresa assegurou ainda que continuará a acompanhar a situação de forma permanente e a manter a AdS e as demais entidades responsáveis pelo abastecimento de água informadas sobre a evolução dos trabalhos.
Em comunicado separado, a Águas de Santiago (AdS), por seu lado, informou também que o abastecimento de água na cidade da Praia se encontra condicionado devido a uma avaria técnica registada no sistema de produção da entidade responsável pelo fornecimento de água em alta.
De acordo com a AdS, a ocorrência está a afectar o fornecimento à rede de distribuição, podendo provocar reduções de pressão e interrupções temporárias no abastecimento em algumas zonas da cidade.
A situação está a ser acompanhada pelas equipas técnicas da AdS, em articulação com a entidade produtora e fornecedora de água em alta, estando a ser desenvolvidos esforços para o restabelecimento da normalidade no abastecimento.
A empresa reforçou igualmente a necessidade de valorização e utilização responsável da água dessalinizada, tendo em conta os elevados custos associados à sua produção.
O pólo de formação profissional do Porto Novo, em Santo Antão, anunciou hoje o arranque a partir de Setembro de três cursos profissionais "com alta procura” no mercado de trabalho e “com saída imediata".
Trata-se dos cursos Operações Básicas de Soldadura (nível 2), Serviços de Andares e Lavandaria (nível 2) e Canalização e Instalação Predial (nível 3), áreas que com “alta procura no mercado de trabalho e com saída imediata”, de acordo com pólo de formação profissional.
Estas formações inserem-se no âmbito da oferta formativa do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) para a ilha de Santo Antão neste ano de 2026, que prevê a realização de mais de três dezenas de cursos profissionais.
A oferta formativa, a que a Inforpress teve acesso, indica que o IEFP apresenta opções variadas, com diferentes níveis e acessíveis a perfis de entrada com baixa, média e alta escolaridade, de modo a possibilitar a formação a todos que tenham interesse na construção do seu percurso profissional.
As formações são acessíveis a todos, sendo isento de propinas, de custos de transporte e de qualquer outro custo inerente ao processo formativo, facilitando o acesso e permanência durante a sua realização.
Os agricultores da localidade agrícola de Dominguinhas, no concelho do Porto Novo, Santo Antão, voltaram hoje a apelar à construção de uma estrada de acesso, defendendo que o desencravamento do vale deve ser uma prioridade.
O porta-voz dos agricultores, Saturnino Rodrigues, exortou a câmara municipal e o Governo a tomarem a estrada para Dominguinhas com uma prioridade no que tange aos investimentos rodoviários no município do Porto Novo.
“Entendemos que a estrada para Dominguinhas deveria ser uma prioridade para câmara municipal e Governo. Esta zona está a perder população por causa do isolamento. Por isso, pedimos que seja dada prioridade a esta estrada”, notou Saturnino Rodrigues.
Por causa do isolamento, os produtores de Dominguinhas têm registado perdas avultadas por vão conseguir aceder ao mercado por causa de dificuldades de transporte, avançou a mesma fonte, segundo a qual esta zona agrícola está a perder a sua população.
A Associação de Desenvolvimento de Dominguinhas tem vindo a alertar para o facto de esta zona agrícola estar a perder a sua população devido à situação de encravamento.
O líder associativo lembrou que a construção da estrada para Dominguinhas tem sido uma promessa de sucessivos governos.
O novo presidente do conselho de administração do Laboratório de Engenharia Civil (LEC) prometeu hoje, na Praia, cumprir e implementar a missão estatutária centrada em empreender, coordenar e promover a investigação científica, necessários ao progresso da empresa.
Manuel Fernandes, que assume a presidência para um período de três anos, no seu discurso de tomada de posse, disse que a visão do conselho de administração é transformar o LEC numa empresa “moderna, eficiente e económica”, através da aposta no “fortalecimento do nível de prontidão” e no alargamento do leque de serviços.
O Governo, na ocasião, conferiu posse, igualmente, ao novo presidente novo inspector-geral do Ordenamento do Território, da Construção e da Imobiliária.
A acção visa a promoção da qualidade das infraestruturas, do ordenamento do território e do desenvolvimento sustentável de Cabo Verde.
Por seu lado, o recém-empossado inspetor-geral do Ordenamento do Território, da Construção e da Imobiliária Jordão Borges, asseverou exercer as funções com “rigor e imparcialidade” com enfoque no interesse público.
Prometeu uma actuação que deve pautar-se pelo “profissionalismo, transparência e respeito pelos cidadãos”.
“Assumo igualmente reforçar a fiscalização em todas as ilhas, promovendo a cultura de qualidade no sector da construção”, assegurou o inspector-geral.
Concluiu que a pretensão é contribuir para a construção mais segura e sustentável em conformidade com a legislação.
Quase metade dos guineenses e cabo-verdianos inquiridos considera emigrar por razões económicas, revela-se no relatório do Afrobarometer divulgado hoje, que aponta a mesma tendência em Angola (38%), São Tomé e Príncipe (31%) e Moçambique (21%).
A maioria dos inquiridos em São Tomé e Príncipe (68%), Cabo Verde (65%) e Guiné-Bissau (54%) acredita que os estrangeiros que se mudam para o país para trabalhar têm uma influência "muito boa" na economia.
Uma das principais razões que levam os entrevistados a considerarem emigrar são económicas, sendo que "a intenção de migrar aumentou substancial", segundo o relatório “Beyond Borders: Citizen Perspectives on a Shifting Global Order” (Além das Fronteiras: Perspetivas dos Cidadãos sobre uma Ordem Global em Transformação), tornado público em Acra, Gana, e que se baseia em dados de inquéritos representativos a nível nacional de 38 países africanos.
Entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), São Tomé e Príncipe destaca-se por ser o único a registar um declínio significativo na intenção de emigrar, descendo de 35% no período de 2016/2018 para 31% em 2024/2025.
No documento avalia-se também a perceção sobre o impacto económico dos imigrantes nos países de acolhimento.
A maioria dos inquiridos em São Tomé e Príncipe (68%), Cabo Verde (65%) e Guiné-Bissau (54%) acredita que os estrangeiros que se mudam para o país para trabalhar têm uma influência "muito boa" na economia.
A Guiné-Bissau surge como um dos países mais acolhedores do continente, com cerca de 40% dos cidadãos entrevistados a defenderem que o país deveria receber mais trabalhadores.
Moçambique e Angola mantém opiniões mais divididas relativamente ao impacto positivo ou negativo dos imigrantes na economia.
No estudo analisa-se ainda as opiniões dos cidadãos dos países africanos sobre a abertura do comércio e a consciencialização do Acordo de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA, na sigla inglesa).
O conhecimento sobre o AfCFTA varia entre os PALOP, mas permanece reduzido em termos gerais.
A Guiné-Bissau destaca-se com a maior taxa de conhecimento (27%), seguida por Cabo Verde (24%).
Em contrapartida, os níveis de conhecimento são reduzidos em Angola (13%), São Tomé e Príncipe (12%) e Moçambique (11%), revelando uma escassez de informação sobre a integração comercial do continente.
Em todos os PAlOP, a maioria dos inquiridos prefere priorizar parcerias comerciais com todos os países a nível global, em vez de um comércio exclusivo intra-africano ou sub-regional.
Cabo Verde (79%) e São Tomé e Príncipe (77%) lideram a preferência pelo comércio global, seguidos pela Guiné-Bissau (70%), Angola (63%) e Moçambique (61%).
Por fim, ao nível do livre comércio, os entrevistados dos PALOP expressaram uma posição favorável, à exceção de Angola, onde o apoio à abertura transfronteiriça é maioritariamente rejeitado - apenas 45% apoiam -, evidenciando uma tendência protecionista considerável, na qual 40% prefere proteger os produtores nacionais.
No relatório apresentam-se novas conclusões sobre as opiniões dos cidadãos relativamente ao comércio transfronteiriço e à integração económica, à migração, ao papel e à influência de África na governação global e às perceções sobre a influência das principais potências globais no continente.
O jurista Júlio Martins, proposto pelo primeiro-ministro para procurador-geral da República, considera que qualquer tentativa de influenciar uma decisão política constitui uma entrada no campo da política, defendendo o respeito pelo princípio da separação de poderes.
A partir de Timor-Leste, onde exerce funções de assessor principal do ministro da Justiça e de professor de Direito Penal e Direito Processual Penal no Centro de Formação Jurídica e Judiciária, Júlio Martins reagiu, em declarações ao jornal A Nação, às reservas manifestadas sobre a sua indicação, nomeadamente devido ao processo de expulsão instaurado pelo Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) por alegado abandono de lugar.
O jurista esclareceu que a decisão do CSMP é alvo de um recurso contencioso ainda não julgado e sublinhou que mesmo que tivesse sido condenado por um tribunal de primeira instância o acesso a cargos públicos constitui um direito fundamental de qualquer cidadão em pleno gozo dos seus direitos civis e políticos.
Júlio Martins criticou, por isso, a utilização do seu afastamento pelo CSMP como argumento para questionar a sua eventual nomeação para procurador-geral da República, considerando que tal posição revela um entendimento limitado dos direitos fundamentais consagrados na Constituição e nas leis do país.
O jurista interpretou igualmente a deslocação de uma delegação da comissão administrativa da Associação Sindical dos Magistrados do Ministério Público (Assimp) ao Palácio do Platô como uma tentativa de interferência numa decisão política.
“Há limites que os magistrados não podem ultrapassar. Quem quer influenciar uma decisão política está a entrar no campo da política”, afirmou, defendendo que os magistrados devem zelar pelo princípio da separação entre a justiça e a política.
Questionado sobre os receios de que a sua nomeação pudesse influenciar o processo judicial em curso contra o primeiro-ministro, Francisco Carvalho, Júlio Martins rejeitou qualquer possibilidade de interferência.
“Quem coloca este tipo de dúvidas é porque desconhece o processo penal cabo-verdiano”, sustentou, explicando que, uma vez encaminhado o processo pelo Ministério Público para o tribunal, já não se encontra sob a esfera de decisão daquele órgão.
Para o jurista, a possibilidade de interferência no processo seria, nesta fase, “uma impossibilidade absoluta”, uma vez que o caso já se encontra na instância judicial.
Júlio Martins lembrou ainda o seu percurso como procurador-geral da República, cargo que exerceu entre 2008 e 2017, afirmando que os cabo-verdianos conhecem a forma como desempenhou essas funções.
“Se não fiz jeitos políticos no passado eu os faria agora? A que preço?”, questionou, ao concluir a sua reacção às críticas e reservas suscitadas pela sua indicação para o cargo de procurador-geral da República.
A presidente do conselho diretivo da Associação de Relações Públicas de Cabo Verde (ARP-CV), Yara Cardoso, afirmou hoje que o novo mandato será orientado pela responsabilidade, pela valorização da profissão e pelo fortalecimento da comunicação estratégica no país.
Durante a cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais da associação, Yara Cardoso destacou que o momento representa, “mais do que uma escolha”, uma responsabilidade assumida perante os associados e a sociedade para reforçar o compromisso de trabalhar para o crescimento da área.
A mesma fonte considerou que as Relações Públicas têm atualmente “uma importância estratégica” nas organizações, deixando de estar associadas apenas à divulgação de informação.
“Comunicar já não significa apenas transmitir informação, significa criar entendimento, construir confiança, aproximar pessoas, fortalecer relações e inspirar credibilidade”, afirmou.
Segundo Yara Cardoso, a profissão evoluiu para uma área essencial na gestão da reputação institucional, comunicação de crise, responsabilidade social e construção de relações de confiança entre organizações e cidadãos.
Para o mandato 2026-2028, a nova direção definiu quatro prioridades, nomedamente reativar a dinâmica associativa da ARP-CV, criar mais valor para os associados através da formação e capacitação profissional, trabalhar pela valorização e regulamentação da profissão e afirmar as Relações Públicas como uma área fundamental para a comunicação pública e privada.
A presidente apelou ao envolvimento dos associados, universidades, empresas e instituições públicas e privadas, defendendo que o fortalecimento da associação depende da participação de todos os que reconhecem o papel da comunicação no desenvolvimento do país.
Yara Cardoso dirigiu ainda uma mensagem aos jovens profissionais e estudantes, assegurando que a associação pretende ser um espaço de aprendizagem e preparação das novas gerações para os desafios da profissão.
A presidente da ARP-CV reiterou que a nova direção irá trabalhar “com competência, ética, visão e sentido de missão”, com o objetivo de fortalecer as Relações Públicas e contribuir para uma comunicação mais qualificada em Cabo Verde.
Os novos órgãos sociais para o mandato 2026–2028, são constituídos pela Mesa da Assembleia Geral, presidida por Nancy Cardoso, tendo como vice-presidente Oldemiro Moreira.
O Conselho Diretivo será liderado por Yara dos Santos, que assume a presidência, com Karine Freire como vice-presidente, Jani de Pina, como secretária, Celmira Mendes, como tesoureira, e Elsa Rosário, como vogal.
O Conselho Fiscal será presidido por Dulcelina Martins, contando com Artur Correia e Neidina Moniz como membros.
A representação da associação na ilha de São Vicente ficará a cargo de Suzel Cruz.
O Governo nomeou Carlos Alberto Tavares Moniz para presidir ao conselho de administração do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG), segundo a Resolução n.º 48/2026 publicada no Boletim Oficial.
De acordo com o documento oficial, datado de 05 de Agosto, foram igualmente nomeados para os cargos de administradores Anete dos Santos Almeida de Brito e Nemias Moniz dos Reis Tavares Gonçalves, que passam a exercer funções em regime de comissão de serviço.
A resolução foi aprovada em Conselho de Ministros a 29 de Julho pelo primeiro-ministro, Francisco Carvalho, tendo entrado em vigor no dia seguinte ao da sua publicação, com efeitos retroactivos a 03 de Agosto de 2026.
A nova composição do órgão executivo fundamenta-se nos Estatutos do INMG, aprovados pelo Decreto-Regulamentar n.º 13/2009, de 20 de Julho, em articulação com o regime jurídico das instituições públicas e com a Constituição da República.
O Instituto Confúcio da Uni-CV, com uma década de existência, promove o ensino da língua e cultura chinesas em Cabo Verde, já formou cerca de 11 mil estudantes e fortalece o intercâmbio entre os dois países.
Após um protocolo assinado com o Ministério da Educação, em 2017, o Instituto Confúcio passou a disponibilizar aulas em escolas secundárias, contando atualmente com turmas na Praia, São Domingos, Assomada e Santa Cruz.Embora o ensino do mandarim seja a sua principal missão, a instituição procura proporcionar aos estudantes uma experiência “muito para além da sala de aula”.
Há mais de 2.500 anos, um filósofo chamado Confúcio, chinês, defendia que a educação era o caminho mais seguro para transformar indivíduos e sociedades.
As suas ideias sobre ética, respeito, aprendizagem contínua e valorização do conhecimento atravessaram séculos e continuam a influenciar milhões de pessoas em diferentes partes do mundo.
Em Cabo Verde, o Instituto Confúcio, instalado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), conta com uma década marcada pela expansão do ensino do mandarim, pelo reforço dos laços culturais entre os dois países e pela abertura de novas oportunidades académicas e profissionais para centenas de jovens cabo-verdianos.
Criado com o propósito de promover a língua e a cultura chinesas no país, o Instituto Confúcio passou de uma estrutura com cerca de 400 alunos em 2016 para 1.235 estudantes em 2026, acumulando mais de 11 mil alunos que estudaram o mandarim segundo a diretora nacional da instituição, Ermelinda Tavares.
“Eu faço um balanço positivo do instituto nestes 10 anos da sua existência, crescemos muito”, reforçou a mesma fonte.
Ao longo destes dez anos, aprender mandarim deixou de ser uma curiosidade reservada a um pequeno grupo de estudantes para se tornar uma possibilidade concreta em escolas secundárias, na universidade e através de programas de intercâmbio que levam estudantes cabo-verdianos até à China.
A responsável considerou que o crescimento do Instituto Confúcio demonstra o aumento do interesse dos cabo-verdianos pela língua chinesa, destacando também a expansão do corpo docente e das escolas onde o mandarim passou a ser ensinado.
Quando iniciou as atividades, a instituição contava com três professoras chinesas voluntárias e uma professora pública cabo-verdiana.
Atualmente, dispõe de 15 professores chineses, entre voluntários e docentes públicos, além de professores cabo-verdianos.
A expansão do ensino do mandarim também alcançou o sistema educativo nacional.
Após um protocolo assinado com o Ministério da Educação, em 2017, o Instituto Confúcio passou a disponibilizar aulas em escolas secundárias, contando atualmente com turmas na Praia, São Domingos, Assomada e Santa Cruz.
Embora o ensino do mandarim seja a sua principal missão, a instituição procura proporcionar aos estudantes uma experiência “muito para além da sala de aula”.
Todos os anos são organizados concursos, semanas culturais, programas de Verão, exames internacionais de proficiência linguística e intercâmbios académicos.
Um dos exemplos mais conhecidos é o concurso Ponte Chinesa, considerado a maior competição internacional de língua chinesa para estudantes estrangeiros.
Os vencedores têm acesso a bolsas e viagens de estudo totalmente financiadas, permitindo-lhes conhecer a China, frequentar universidades e contactar diretamente com a cultura do país asiático.
Segundo Ermelinda Tavares, estas oportunidades têm mudado o percurso de muitos jovens cabo-verdianos.
Além do ensino da língua e cultura chinesas, a instituição aposta na formação superior através da licenciatura em mandarim, que está atualmente na sua segunda edição.
Na primeira edição, quatro estudantes concluíram o curso e dois defenderam o trabalho final.
Entre os formados, um é atualmente professor de mandarim e outra trabalha na Embaixada da China em Cabo Verde, exemplos das novas oportunidades profissionais criadas pelo ensino da língua chinesa no país.
Um dos exemplos do impacto do Instituto Confúcio é a trajetória de Edson Semedo, antigo estudante da instituição e atualmente professor de mandarim na Escola Secundária Manuel Lopes, na Calabaceira, e que vai ainda este ano fazer o seu mestrado na China.
Edson Semedo iniciou os estudos da língua chinesa em 2018, após concluir o ensino secundário, motivado pelo desejo de estudar na China.
Através do Instituto Confúcio, teve acesso a oportunidades de intercâmbio e conseguiu participar em programas promovidos pelo Governo chinês.
“O Instituto Confúcio dá muitas oportunidades, desde bolsas para estudar na China, intercâmbios e também a Ponte Chinesa, que permite conhecer a China e descobrir o que o país tem para oferecer”, contou.
Para o professor, aprender mandarim representa uma porta de entrada para conhecer uma nova cultura e criar novas oportunidades académicas e profissionais.
“Não basta apenas estudar nos livros. É preciso conhecer a China, compreender a cultura e conviver com os chineses”, afirmou.
Para a professora chinesa Chen Yu Fei, que vive em Cabo Verde há quatro anos, o trabalho da instituição vai além do ensino da língua, assumindo um papel de aproximação entre os dois povos.
“O Instituto Confúcio não se limita ao ensino da língua. Também organiza atividades culturais, concursos como a Ponte Chinesa, programas de verão e bolsas de estudo, proporcionando aos estudantes experiências diretas com a China”, afirmou.
Segundo a docente, a maior contribuição da instituição é criar pessoas capazes de compreender as duas culturas e fortalecer a relação entre Cabo Verde e China.
“O que realmente aproxima dois países não são apenas o comércio ou os investimentos, mas sim o número crescente de pessoas que se compreendem e confiam umas nas outras”, destacou.
Apesar dos avanços, a diretora nacional do Instituto Confúcio reconhece que ainda existem desafios, sobretudo na adesão dos estudantes.
“A nossa maior dificuldade é ter o número de alunos que desejávamos. Gostaríamos de abrir turmas com 15 ou 20 alunos, mas muitas vezes temos turmas pequenas, principalmente na licenciatura”, explicou Tavares.
Segundo Ermelinda Tavares, outro desafio está relacionado com o facto de o mandarim ainda ser uma disciplina opcional no ensino secundário, o que influencia o compromisso dos estudantes.
Mesmo assim, a instituição continua a apostar na divulgação da língua chinesa através de concursos, bolsas e actividades culturais.
A professora de mandarim Nara Vaz, que acompanha o crescimento do ensino da língua em Cabo Verde, por sua vez, considera que o trabalho desenvolvido pelo Instituto Confúcio representa uma oportunidade que as novas gerações não tinham anteriormente.
“Quando eu estava no ensino secundário não tive oportunidade de aprender mandarim, e hoje os alunos têm essa possibilidade. O Instituto Confúcio está dando aos estudantes uma oportunidade importante”, afirmou.
Para os próximos anos, o Instituto Confúcio pretende continuar a ampliar o ensino da língua chinesa e reforçar os programas de intercâmbio, mantendo o objetivo inicial de aproximar Cabo Verde e China através da educação e da cultura.
O número de assinaturas de Internet em Cabo Verde diminuiu 4% no primeiro trimestre deste ano face ao mesmo período de 2025, enquanto o total de cartões móveis ativos aumentou 0,2%, segundo estatísticas divulgadas hoje pela agência reguladora.
O arquipélago contabilizava no final de março 511.702 assinaturas de acesso à Internet, incluindo serviços móveis e fixos, e 588.603 cartões "SIM" ativos, segundo o Relatório de Indicadores Estatísticos do Mercado das Comunicações Eletrónicas da Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME), consultado hoje pela Lusa.
A redução das assinaturas de Internet em relação ao ano anterior deve-se sobretudo à queda de 16,4% nos acessos através da rede móvel, apesar do aumento de 12,9% nos serviços de Internet fixa.
Face ao último trimestre de 2025, o número total de assinaturas aumentou 1%.
A Internet através de telemóveis continua a ser a principal forma de acesso, representando 86% das assinaturas.
No mercado das comunicações eletrónicas, a operadora cabo-verdiana CVTelecom mantém a maior fatia dos serviços.
A empresa concentra 72% das assinaturas de Internet, 68% dos cartões móveis ativos e 99,3% dos clientes de telefone fixo.
A Unitel T+, outra operadora presente no país, representa 27,3% das assinaturas de Internet, 32% dos cartões móveis e 0,7% dos clientes de telefone fixo.
A Starlink, serviço de Internet por satélite, tem uma participação residual no mercado de Internet, com 0,64%.
O serviço de telefonia fixa contabiliza 62.490 assinantes no final de março, mais 1,55% do que no mesmo período de 2025, enquanto o mercado móvel regista uma taxa de penetração de 113,9 cartões por cada 100 habitantes.
O relatório indica ainda que o tráfego de voz na rede fixa atingiu cerca de 3,28 milhões de minutos no primeiro trimestre, aumentando 4,8% face ao trimestre anterior, mas diminuindo 15% em comparação com o mesmo período de 2025.
O boletim estatístico da ARME baseia-se na informação recolhida junto das operadoras de comunicações eletrónicas que atuam em Cabo Verde.
A Escola Universitária Católica de Cabo Verde (EU Católica) realiza de 06 a 10 de Agosto, a primeira edição da “EU Católica Discover” na ilha do Fogo, reunindo cerca de 50 estudantes e docentes.
A caravana académica chega hoje na ilha para dar início a uma agenda de cinco dias que integra actividades de âmbito académico, cultural, comunitário e espiritual por várias localidades do Fogo.
O programa do primeiro dia arranca com uma sessão oficial de abertura, seguindo-se uma recepção institucional promovida pela Câmara Municipal de São Filipe na Biblioteca Municipal e uma visita guiada à Casa da Memória.
Segundo nota de imprensa da instituição, acompanhados por professores, colaboradores e pela equipa de coordenação, os estudantes vão vivenciar uma experiência de aprendizagem no terreno, articulando a vertente académica com a realidade social, cultural e ambiental da ilha.
A programação dos próximos dias contempla encontros institucionais com as câmaras municipais de São Filipe e de Santa Catarina do Fogo, conversas abertas sobre literatura, arquitectura e história local, além de visitas de estudo a Chã das Caldeiras, à cratera vulcânica e às cooperativas vinícolas.
A agenda contempla recepções oficiais nas câmaras municipais de São Filipe e de Santa Catarina do Fogo, conversas abertas sobre a história, cultura, arquitectura e literatura da ilha, visitas de estudo à Chã das Caldeiras, ao vulcão, às cooperativas de vinho e às comunidades locais.
O programa inclui ainda uma intervenção comunitária, uma visita à Ponta da Salina e um circuito por vários pontos de interesse turístico, histórico e cultural da ilha, permitindo aos participantes conhecer e valorizar o património natural e cultural do Fogo.
A organização sublinha que, mais do que uma viagem, a “EU Católica Discover” visa reforçar o espírito de missão, a responsabilidade social, o sentido de comunidade e a convivência académica através do serviço e do contacto directo com a população.
O secretário de Estado da Saúde, Artur Veiga, destacou hoje o “trabalho dedicado” da equipa do Banco de Leite Humano para garantir “o melhor começo de vida” que se pode oferecer a uma criança.
“O leite materno não é apenas alimento, é proteção, vínculo afetivo, desenvolvimento saudável, prevenção de doenças e investimento no capital humano do nosso país. Cada criança amamentada representa uma oportunidade reforçada de crescer com mais saúde”, disse o governante.
As declarações foram feitas durante o discurso de celebração dos 15 anos de existência do Banco de Leite Humano e na abertura do primeiro seminário sobre aleitamento materno em Cabo Verde.
A mesma fonte sublinhou, igualmente, a importância estratégica deste serviço público para a redução da mortalidade infantil.
Segundo o governante, a evidência científica demonstra de forma inequívoca os benefícios do aleitamento para a criança, para a mãe, para a família e para a sociedade, sustentando que promover o aleitamento materno é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes e com maior impacto na redução da morbilidade e mortalidade infantil.
Neste âmbito, realçou o compromisso governamental em investir continuamente em políticas que promovam a saúde materna e infantil, no reforço dos serviços de saúde, na qualificação profissional e na sensibilização da população.
“Nenhuma estratégia de desenvolvimento será verdadeiramente sustentável se não colocarmos as crianças no centro das nossas prioridades”, acrescentou, sublinhando que este cuidado deve começar logo nos primeiros dias de vida.
Por sua vez, a representante da Unicef, Paula Maximiano, elogiou os avanços de Cabo Verde no aleitamento materno.
Esta responsável destacou que mais de 70% das crianças iniciam a amamentação na primeira hora de vida, reforçando a importância do investimento nos primeiros mil dias de vida.
Apesar do sucesso, a organização alertou que o país ainda enfrenta o desafio de expandir a taxa de amamentação exclusiva, que se fixa atualmente em cerca de 42%.
A Unicef sublinhou que os números contam apenas parte da história e que, por trás de cada indicador, há uma rede de mães, profissionais de saúde e decisões políticas.
Paula Maximiano apontou ainda quatro prioridades essenciais: a proteção dos direitos das mães trabalhadoras, a capacitação contínua dos profissionais de saúde, a mobilização das comunidades locais e a garantia da segurança alimentar e dos direitos das crianças.
A instituição concluiu reiterando o seu compromisso de parceria contínua com Cabo Verde, realçando que o foco central será o fortalecimento dos sistemas de saúde e a promoção da saúde materna para que cada criança atinja o seu pleno potencial.
O ministro da Administração Interna, Carlos Sena, garantiu hoje que o Governo vai avaliar “com calma” as preocupações de segurança identificadas no município de São Domingos e implementar as medidas adequadas a cada situação.
A garantia foi dada no final de uma visita de cortesia ao presidente da Câmara Municipal de São Domingos, Isaías Varela, deslocação que incluiu também visitas técnicas ao Posto Policial de Milho Branco, à Esquadra da Polícia Nacional de São Domingos e às instalações dos Bombeiros Municipais.
A iniciativa enquadra-se no programa de contactos institucionais promovido pelo governante para conhecer a realidade no terreno, avaliar o funcionamento das estruturas de protecção e segurança e auscultar os responsáveis locais.
Na ocasião, Carlos Sena defendeu que as câmaras municipais são parceiras essenciais na implementação da política nacional de segurança, sustentando que não é possível garantir uma segurança eficaz sem o envolvimento das autarquias.
“Se queremos executar os eixos da política nacional de segurança e concretizar os seus pilares, temos de contar com as câmaras municipais. São parceiros essenciais nesse processo”, afirmou o governante.
Segundo o ministro, durante o encontro com o presidente da câmara foram apresentadas várias preocupações relacionadas com a segurança e a protecção civil, que reflectem as necessidades sentidas pelas populações.
“Se pretendemos ter uma polícia mais próxima, uma segurança que sirva a população, amiga, inteligente e colaborativa, as câmaras municipais têm de estar presentes”, reforçou.
Entre as questões também abordadas destacou a situação da polícia municipal, indicando que o Governo está a trabalhar em articulação com a autarquia para ultrapassar as dificuldades relacionadas com a formação do contingente do município.
Em relação à protecção civil, o ministro realçou a elevada taxa de intervenção dos Bombeiros de São Domingos decorrente da sinistralidade rodoviária no concelho, e manifestou atenção ao aumento da criminalidade em zonas mais periféricas.
“Há um conjunto de preocupações muito grandes aqui em São Domingos. Há também alguma criminalidade a crescer em zonas mais afastadas. Vamos avaliar com calma e ver as melhores medidas a implementar em cada momento”, assegurou.
Concluída a agenda no município de São Domingos, a comitiva governamental seguiu para o concelho da Ribeira Grande de Santiago, com visitas programadas à Esquadra da Polícia Nacional na Cidade Velha e um encontro com o presidente da edilidade.
O presidente do Sindicato da Indústria, Agricultura, Comércio e Serviços Afins (SIACSA) afirmou esta quarta-feira que a situação dos bombeiros de São Domingos “é grave e com as instalações em estado de degradação”.
Em conferência de imprensa, Gilberto Lima disse que o espaço da corporação dos bombeiros de São Domingos está em estado de degradação, impróprio para os trabalhadores permanecerem no local.
“O Inspector-geral do Trabalho já foi ao local e pediu que os trabalhadores abandonassem o espaço porque apresenta perigo eminente”, reforçou Gilberto Lima.
Avançou ainda que os constrangimentos dos bombeiros estendem ainda aos subsídios, com trabalhadores “sem receber subsídio e nem estão incluídos na Previdência Social”.
Para o presidente da Câmara Municipal de São Domingos, Isaías Varela, estas situações “não são novidade para a autarquia” já que são situações que vêm se estendendo “há muito tempo”.
Em relação aos subsídios disse que os trabalhadores devem conhecer a realidade e a situação do próprio município.
“Reconhecemos preocupações, principalmente com as infraestruturas e, com a presença do Governo, procurar soluções”, frisou, apelando aos trabalhadores para terem paciência até se alcançar uma solução.
No entanto, desmentiu o SIACSA, afirmando que todos os 20 bombeiros recebem subsídio e que se isso não está a acontecer, quer que os mesmos sejam identificados para se esclarecer as razões de não estarem a receber o subsídio.
As centrais de produção de oxigénio medicinal instaladas nos hospitais da Praia e de São Vicente entram em funcionamento em Setembro, produzindo oxigénio de qualidade conforme as normas da Farmacopeia Europeia, garantiu hoje a empresa portuguesa Ultra Controlo.
Em entrevista à Inforpress, o presidente executivo (CEO) da Ultra Controlo, Sabino Pompeia, afirmou que o oxigénio produzido pelas centrais PSA (Pressure Swing Adsorption) cumpre integralmente os parâmetros de qualidade estipulados pela Farmacopeia Europeia (Ph.Eur.) para o oxigénio medicinal a 93 por cento (%).
A garantia surge para esclarecer dúvidas levantadas por empresas do sector em Cabo Verde quanto à qualidade do produto a ser gerado nas unidades de saúde locais.
"O oxigénio produzido pelas nossas centrais cumpre na íntegra os parâmetros de qualidade definidos pela Farmacopeia Europeia para o oxigénio medicinal de 93%", assegurou.
Segundo explicou, a Farmacopeia Europeia reconhece oficialmente o oxigénio medicinal a 93% ± 3%, produzido por centrais PSA, através da Monografia 2455, considerando-o um medicamento para uso humano, desde que respeite os requisitos de qualidade, pureza e limites de impurezas previstos na legislação.
O responsável indicou que a diferença entre o oxigénio com pureza de 99,5% e o de 93% reside apenas no método de produção e na concentração do gás.
"O oxigénio a 99,5% é produzido por destilação criogénica do ar e distribuído normalmente em forma líquida ou em cilindros. O oxigénio a 93% ± 3% é produzido localmente por centrais PSA instaladas nos hospitais. Ambos são gases medicinais reconhecidos pelas respectivas monografias farmacopéicas e podem ser utilizados na terapêutica dos doentes, desde que cumpram os requisitos de qualidade e sejam produzidos e distribuídos em conformidade com a legislação e as normas aplicáveis”, precisou.
Sabino Pompeia acrescentou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) também reconhece as centrais PSA como uma solução segura e adequada para o abastecimento hospitalar, sendo esta tecnologia amplamente utilizada em todo mundo, especialmente para aumentar a autonomia das unidades de saúde e reduzir a dependência da importação de cilindros ou de oxigénio líquido.
Neste sentido, considerou "tecnicamente e regulamentarmente incorrecta" a tese de que apenas o oxigénio com 99,5% de pureza pode ser considerado oxigénio medicinal, como alegam as empresas cabo-verdianas do ramo.
O CEO da Ultra Controlo adiantou ainda que a empresa, com mais de 40 anos e com projectos em mais de 80 países, concebeu para as centrais instaladas no Hospital Universitário Agostinho Neto, na Praia, e no Hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, produtos de topo e preparadas para trabalhar pelo menos 20 anos.
As duas centrais deverão entrar em funcionamento em Setembro, permitindo a produção local de oxigénio medicinal e reduzindo a dependência das importações.
A unidade instalada em São Vicente terá ainda capacidade para encher garrafas e abastecer pelo menos três a quatro ilhas do arquipélago.
O projecto foi financiado pelo Fundo Global e pela i+solutions, em parceria com o Ministério da Saúde de Cabo Verde, e inclui igualmente sistemas de vácuo medicinal, ar medicinal, evacuação de gases anestésicos, protóxido de azoto e redes de distribuição de gases medicinais, além de painéis solares para alimentar parte da infraestrutura.
A Delegacia de Saúde do Porto Novo, Santo Antão, anunciou hoje a realização de uma série de actividades no âmbito da Semana Mundial do Aleitamento Materno, destacando-se uma sessão de sensibilização e de promoção do aleitamento materno.
Esta actividade, informou a Delegacia de Saúde do Porto Novo, foi dirigida a gestantes e lactantes e teve como propósito reforçar a importância do aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida.
A iniciativa visou ainda, avançou a mesma fonte, esclarecer dúvidas, incentivar boas práticas de amamentação e destacar os benefícios do leite materno para a saúde e o desenvolvimento da criança, bem como para o bem-estar da mãe.
Com este evento, a delegacia de saúde reafirmou o “compromisso com a promoção da saúde materno-infantil, incentivando a amamentação como um gesto de amor, cuidado e proteção à vida”.
A Inforpress apurou que o Centro de Saúde da Ribeira das Patas, no interior do Porto Novo, está também a desenvolver actividades no quadro da Semana Mundial do Aleitamento Materno, tendo reunido hoje os profissionais de saúde e alguns líderes comunitários para um momento de partilha, capacitação e reflexão sobre a importância do aleitamento materno.
A Semana Mundial de Aleitamento Materno decorre de 01 a 07 de Agosto, sob o lema "Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona”, tendo como foco o monitoramento do progresso e a avaliação do impacto do aleitamento materno na nutrição, segurança alimentar e redução da pobreza.
O Banco de Leite Humano (BLH) assinalou esta quarta-feira 15 anos de existência em Cabo Verde, destacando o seu impacto vital na sobrevivência de recém-nascidos prematuros e no reforço do aleitamento materno no país.
A efeméride foi assinalada no âmbito do primeiro Seminário do Aleitamento Materno do BLH, sob o lema “Amamentação para um começo de vida sustentável: Fortaleça o que funciona”, evento no qual a directora do Programa Nacional de Nutrição e Escolas Promotoras de Saúde, Irina Spencer, apresentou a comunicação “Políticas de Promoção, Protecção e Apoio da amamentação em Cabo Verde”.
Em declarações à imprensa, a responsável salientou que o leite doado reduz substancialmente o tempo de internamento dos bebés na neonatologia, apelando à continuidade das doações de leite e de frascos de vidro por parte da comunidade.
Referindo-se ao tema em análise, Irina Spencer afirmou que a disseminação activa de informação educativa para sensibilizar grávidas, mães e a sociedade sobre os benefícios da amamentação deve ser responsabilidade de todos, particularmente da comunicação social.
“O grande desafio reside na sustentabilidade e expansão destas acções. É fundamental dar continuidade ao trabalho árduo dos profissionais de saúde e ao envolvimento comunitário para manter as doações activas, assegurando que nenhum recém-nascido vulnerável fique sem acesso ao melhor alimento possível”, reforçou.
Irina Spencer destacou os avanços legislativos no país, com destaque para a revisão do Código Laboral, que alargou a licença de maternidade para 90 dias e a de paternidade para 10 dias, além de garantir duas horas diárias para amamentação no regresso ao trabalho.
“O panorama legal do aleitamento materno em Cabo Verde registou avanços significativos com a revisão laboral implementada em 2023. A mãe pode acumular as horas para sair mais cedo, dividir em dois períodos (uma hora de manhã e outra à tarde) ou amamentar no próprio posto de trabalho”, explicou.
Apontou também como ganhos, em termos de legislação, a abertura dos bancos de leite materno, que já beneficiaram mais de cinco mil recém-nascidos no país, o Código de Comercialização dos Substitutos do Leite Materno (em vigor desde 2009) e a Iniciativa Hospitais Amigos da Criança (implementada desde a década de 90).
No país, o Hospital Baptista de Sousa (São Vicente) foi pioneiro, sendo acreditado em 1996. Seguiu-se o Hospital de Santo Antão, que renovou a sua acreditação em 2025, o Hospital da ilha do Sal, que recebeu o selo em 2024, e o Hospital de Santiago Norte, reavaliado em junho de 2026. Até ao momento, foram processados cerca de seis mil litros de leite materno no país e mais de 40 mil mães receberam atendimento individualizado ou em grupo.
Apesar de o stock actual gerido pela equipa do Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN) ser estável e ser suficiente para responder às necessidades imediatas, as autoridades de saúde reforçam o apelo de que a “doação contínua é vital”.
As comemorações do 15.º aniversário do BLH e da Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) decorreram sob o lema “Amamentação para um começo de vida sustentável: Fortaleça o que funciona”.
Os agentes culturais no município do Porto Novo, em Santo Antão, apontaram hoje a falta de uma sala de espectáculos como “um dos maiores desafios” do sector cultural, no concelho.
Segundo a Inforpress, o actor e realizador teatral Jorge Martins avançou que a falta de uma sala de espectáculo constitui uma preocupação dos agentes culturais, considerando que a construção do anfiteatro representa um antigo sonho da classe.
Jorge Martins disse ter esperança que o novo Governo leve em conta esta preocupação, se associando à Câmara Municipal do Porto Novo na criação desta infra-estrutura.
O coreógrafo Ildo Rodrigues entende que a cultura no município do Porto Novo enfrenta muitos desafios, destacando a ausência de um anfiteatro para ensaios e espectáculos.
Ildo Rodrigues, que está nas lides da dança há cerca de 30 anos, é líder do grupo de dança Maravilha Tropical, que realiza os seus ensaios no terraço de uma habitação pertencente a um elemento deste grupo, fundado há 25 anos.
Os agentes culturais neste município realizam os seus eventos no Recinto 05 de Julho ou no espaço da aldeia cultural, mas consideram que Porto Novo carece de uma sala de espectáculos para servir a comunidade artística.
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