O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, anunciou esta terça-feira, 14, à Rádio de Cabo Verde (RCV) citada pela Inforpress, a intenção de convidar o guarda-redes da selecção cabo-verdiana, Vozinha, e o seleccionador nacional, Bubista, para uma visita oficial ao seu país.
O Chefe de Estado timorense assegurou que todas as despesas serão suportadas pelo seu país. Ramos Horta afirmou que pretende formalizar o convite por considerar que a presença das duas figuras do futebol cabo-verdiano seria motivo de grande satisfação para o povo de Timor-Leste.
"Vou fazer um convite. Seria tudo por nossa conta", afirmou Ramos-Horta, acrescentando que gostaria de receber tanto o guarda-redes como o treinador dos Tubarões Azuis.
O Presidente revelou ainda que existe uma proposta apresentada por amigos argentinos para que, na mesma ocasião, o internacional argentino Lionel Messi também visite Timor-Leste juntamente com Vozinha.
Segundo a mesma fonte, para o PR trata-se de uma ideia que não partiu de si e cuja concretização ainda é incerta.
"Estão também a propor uma ideia interessante que não sei se é exequível. Portanto, a ideia não é minha. É de amigos na Argentina que querem trazer o Messi e o Vozinha a Timor juntos. Para mim, tudo bem", declarou.
Apesar dessa possibilidade, Ramos-Horta considerou que será mais realista concretizar a deslocação de Vozinha, tendo em conta as relações de proximidade entre Timor-Leste e Cabo Verde.
"Como temos mais afinidades com Cabo Verde, talvez seja mais realista que o Vozinha possa encontrar tempo, seja convencido a vir até Timor-Leste. Seria uma grande alegria para todos nós em Timor-Leste", afirmou.
O projecto Desenvolvimento Ecológico e Sustentável do Turismo, Inovação na Oferta em Fogo "Destino Fogo" apresenta, quinta-feira, quatro novos pacotes turísticos no quadro das actividades da V edição da Festa do Queijo de Monte Grande.
Os novos pacotes turísticos foram desenvolvidos no âmbito do projecto "Destino Fogo", uma iniciativa implementada pela Cooperação para o Desenvolvimento dos Países Emergentes (Cospe).
A apresentação dos novos pacotes turísticos inclui uma visita às cooperativas locais, nomeadamente das Mulheres Empreendedoras de Lomba, Sabor da Terra de Campanas de Cima, Mulheres Pé do Burcam de Tchanzinho (Monte Grande) e a Cooperativa de Produtos Agrícolas e Pecuários (Coopap) de Cutelo Capado, seguida de uma mesa de diálogo dedicada à apresentação dos novos roteiros turísticos, concebidos com base nos princípios do agroturismo e do ecoturismo sustentável.
Os quatro pacotes a serem socializados quinta-feira são a “Rota das Cooperativas”, “Rota das Lavas”, “Rota das Baías” e a “Rota de Luzia Nunes” voltada para o turismo religioso.
Segundo o coordenador local do projecto, José Silva Araújo, os roteiros pretendem proporcionar experiências autênticas aos visitantes, valorizando o património natural, cultural, histórico e produtivo da Ilha do Fogo, através da integração de cooperativas, produtores locais, comunidades, gastronomia e paisagens emblemáticas.
Para os promotores, os novos produtos turísticos representam um passo importante para fortalecer a cadeia de valor do turismo na ilha, através de promoção de geração de rendimento, a criação de oportunidades para os produtores locais, a preservação dos saberes tradicionais e a valorização dos recursos endógenos como factores de competitividade do destino Fogo.
A iniciativa visa ainda reforçar a articulação entre operadores turísticos, guias de turismo, cooperativas, instituições públicas, organizações da sociedade civil e comunidades locais, criando um espaço de diálogo e concertação para o desenvolvimento de parcerias estratégicas e para o fortalecimento do sector turístico, e constitui uma oportunidade privilegiada para promover o destino Fogo e consolidar a visão integrada de desenvolvimento turístico.
Ao promover o contacto directo dos participantes com as experiências produtivas locais, o projecto "Destino Fogo" reafirma o compromisso com um modelo de turismo participativo, inclusivo e sustentável, capaz de conciliar a conservação do património natural e cultural com o desenvolvimento económico e social das comunidades da Ilha do Fogo.
Esta actividade é promovida pela Cospe em parceria com a Associação Ka Djidja, entidade organizadora da Festa do Queijo, e as duas instituições consideram que esta apresentação de novos pacotes constitui mais um marco na afirmação da Ilha do Fogo como um destino turístico sustentável, inovador e competitivo.
As novas rotas a serem apresentadas juntas a outras já existentes como as rotas do vinho, do queijo, do café e dos sobrados.
De menino prodígio do violino na Alemanha a representante residente da ONU no país, David Matern reflecte a determinação do seu signo de Touro na vida e faz de Cabo Verde o seu refúgio e o seu lar.
Numa entrevista sem gravata, sentado descontraidamente no ambiente silencioso do seu gabinete nas Nações Unidas, na Praia, David Matern abre o livro da sua vida de forma descomplexada.
Numa tonalidade de voz calma e serena, pontuada por algumas gargalhadas, o diplomata revela as marcas de uma infância feliz, as provações de uma juventude difícil, além das suas alegrias, aspirações e uma paixão genuína pela cultura cabo-verdiana.
Sob o nome completo de David Georg Walter Matern, que carrega como orgulhosa homenagem aos seus avós, o diplomata revela na postura a serenidade típica de quem encontrou o seu refúgio a caminhar pelas montanhas de Santiago.
Longe dos holofotes diplomáticos, dos discursos oficiais e dos relatórios das Nações Unidas, o Representante Residente da ONU em Cabo Verde, que lidera o PNUD, a UNICEF e o UNFPA, rege as suas acções sob a integridade como palavra de ordem e assume um lema de vida também tão simples quanto poderoso que assenta na confiança em si próprio.
Quem o vê de fato e gravata nas reuniões oficiais talvez não imagine que o seu momento favorito do dia começa bem cedo, às 05:30, quando o mundo ainda desperta.
É no silêncio dessa hora que o David diplomata dá lugar ao David homem, o mesmo que desfruta da paz matinal e encontra poesia no pedaço de terra que cultiva no jardim da sua casa.
Nascido a 10 de Maio de 1975, no emblemático ano em que Cabo Verde proclamou a sua independência, David é um taurino que espelha claramente as características do seu signo, determinação e confiança na forma de fazer as coisas.
Cresceu no centro da Alemanha, perto de Frankfurt, numa infância que evoca como um período “cheio de amor”, muito ligado à natureza e à música.
“Toco violino e, durante alguns anos, toquei o majestoso órgão de igreja”, recorda com nostalgia, comentando que embora não toque o instrumento há décadas, encontrou no arquipélago o ambiente perfeito para o resgatar.
“Em Cabo Verde, a música faz parte da cultura familiar. Ouvir os amigos cantar e tocar é um convite para redescobrir o meu passado musical”, exteriorizou.
Contudo, a juventude trouxe-lhe um teste precoce de maturidade, quando uma doença grave e prolongada da mãe, que a manteve hospitalizada por mais de um ano e meio, o forçou, aos 13 anos, a assumir o papel de cuidador da irmã, dois anos mais nova do que ele.
“Foi um período que me ensinou a importância da independência e da responsabilidade”, recordou, lembrando que, logo aos 15 anos, a sua vida mudou radicalmente e abriram-se-lhe os horizontes ao receber uma bolsa de estudo para Itália.
Ali, convivendo com 200 jovens de 60 nacionalidades, plantou-se a semente do diplomata poliglota, que aprendeu português do zero com a “professora Mónica cabo-verdiana”, e que abomina a injustiça e a arrogância do poder sem limites.
Esta repulsa é profundamente influenciada pelo peso histórico do passado ditatorial da sua Alemanha natal (1933–1945), o que reforça o valor que dá a Mahatma Gandhi como uma das suas grandes referências de vida.
David Matern é um homem de afectos profundos, mas a carreira diplomática exige renúncias, tanto que se divorciou há cerca de um ano aqui em Cabo Verde, após duas décadas de casamento.
A ex-mulher, uma nova-iorquina habituada à efervescência da metrópole onde viveram durante sete anos, não se adaptou à pacatez e à dimensão do arquipélago, enquanto David via em Cabo Verde a grande oportunidade da sua vida profissional.
O casamento terminou, mas a ligação às ilhas estreitou-se.
E se o coração está pronto para um novo amor, talvez cabo-verdiano, o diplomata dá gargalhadas: “Veremos. Não vou especular sobre o futuro, mas a possibilidade existe certamente”.
Se a agenda oficial está sempre cheia de visitas e encontros formais, David protege com zelo os seus momentos íntimos e descontraídos no meio dos amigos mais próximos.
Nesses encontros privados, longe do protocolo rigoroso, ele revela o seu verdadeiro “hobby secreto” ao soltar a voz a cantar mornas, arriscar alguns passos de dança, porque acredita ser essencial permitir ao corpo a livre expressão do que sente, e contar histórias num ambiente onde pode falar francamente sobre as suas esperanças e desafios.
Se no escritório a abordagem tem de ser sistemática, na cozinha de David Matern impera uma deliciosa e caótica improvisação.
“Quando eu cozinho é um momento de grande, grande caos, e deve ser”, conta, entre risos, sobre a sua abordagem não sistemática com o que encontra no frigorífico, transformando esse espaço de descoberta no cenário ideal para preparar os seus pratos favoritos.
De Itália, trouxe o amor eterno pelas massas, de Cabo Verde adotou a paixão pelo peixe fresco local, fazendo do esmoregal e do atum verdadeiros momentos de emoção gastronómica, sem esquecer a preparação de saladas frescas enriquecidas com as frutas locais, como a manga e a papaia.
A sua rotina de desconexão passa por rituais de paz, que incluem falar ao telefone todos os dias com a mãe, de 85 anos, que vive na Alemanha, a quem liga sempre para ouvir a voz antes de entrar no escritório, mitigando a saudade e a dor recente da perda do pai, falecido no início do ano, e sair ao quintal todas as manhãs para momentos de pura contemplação.
“Tenho um pequeno jardim onde cultivo quatro tipos de bananas cabo-verdianas diferentes, uma mangueira e tomates. Cuidar de uma planta significa cuidar do futuro. Ver a flor da banana abrir e ver nascer doze pequenas bananas a cada dia dá-me uma grande alegria”, manifestou.
Praticante de caminhadas longas, com percursos de 10 a 15 quilómetros aos fins de semana, David Matern já palmilhou o interior de Santiago, do Fogo e de Santo Antão.
Nessas andanças, muitas vezes acompanhado por amigos da comunidade diplomática, como o embaixador da Índia, com quem já partilhou 35 caminhadas, aproveita para chegar a pé às comunidades mais isoladas, como as da Serra Malagueta.
Conta que as montanhas do interior de Santiago se tornaram o seu refúgio favorito, um cenário onde ler, caminhar e ouvir as Sinfonias de Beethoven lhe restabelecem o equilíbrio interno.
“Conversar com as pessoas sobre o seu dia a dia ensina-me muito e faz-me reflectir sobre o que os nossos programas da ONU precisam de fazer de diferente”, explicou.
Foi nas vésperas do dia em que ia de férias para a Alemanha, onde planeou visitar a família e assistir a um festival de música clássica na floresta da Baviera, que o diplomata admitiu que, após duas semanas longe, o corpo costuma pedir-lhe para regressar para Cabo Verde, o seu aconchego.
Perspectivando o futuro da sua própria vida e do país que o acolhe, o homem que sorri sem esforço com as brincadeiras das crianças e que guarda saudades dos tempos em que brincava nas florestas alemãs na infância, deixa claro o seu compromisso.
Para David, Cabo Verde já é “a sua casa”, e o seu maior desejo para o arquipélago que sopra as mesmas 50 velas que ele é claro: “Um país onde cada criança, cada mulher e cada jovem tenham as mesmas oportunidades”.
Quase a terminar, o diplomata fez questão de sublinhar que o PNUD, a UNICEF e o UNFPA continuarão firmes ao lado de Cabo Verde, lembrando com convicção, com um carinhoso sotaque em crioulo, que na caminhada rumo ao desenvolvimento sustentável, “nu sta djunto” (estamos juntos, em português).
O ministro dos Transportes e Mar defendeu hoje, no Mindelo, a urgência de investimentos na Cabnave, considerando que a recuperação do estaleiro naval “é essencial para apoiar os armadores nacionais e impulsionar a economia marítima” do país.
João do Carmo falava à imprensa após a sua primeira visita oficial aos Estaleiros Navais de Cabo Verde (Cabnave), escolhidos como a primeira deslocação ao terreno, com disse, devido à “importância estratégica da empresa” para o sector marítimo.
Segundo a mesma fonte, a principal preocupação prende-se com a rampa do estaleiro, que, conforme afirmou, está actualmente a funcionar com menos de 50 por cento (%) da capacidade para que foi projectada.
“Há navios em Cabo Verde que estão acima da capacidade que neste momento a rampa consegue receber, o que constitui uma urgência de investimento na Cabnave principalmente nesta infraestrutura, mesmo que esse investimento seja faseado”, declarou.
O ministro assegurou que o Governo vai mobilizar esforços, juntamente com os seus parceiros, para iniciar as obras de recuperação da rampa, pois, sintetizou, a empresa deve recuperar a capacidade que possuía aquando da sua construção.
“O Governo vai fazer um grande esforço para que este estaleiro recupere a sua força. Sabemos da sua importância para a ilha, para a economia marítima e para os armadores”, afirmou.
O governante sublinhou ainda que os armadores nacionais enfrentam dificuldades para recorrer a estaleiros no estrangeiro, nomeadamente nas Canárias ou no Senegal, pelo que considerou ser “obrigação do Estado garantir condições para que a Cabnave responda às necessidades do mercado nacional”.
Durante a visita, o governante acusou ainda o anterior executivo de ter descurado o estaleiro durante a última década.
“Nós vimos claramente que esta empresa foi esquecida durante dez anos. Foi um esquecimento resultante de sonhos de outros investimentos na zona de Saragaça, enquanto a realidade está aqui, numa empresa que presta serviços diariamente aos armadores nacionais e internacionais”, sustentou.
Para o ministro, a recuperação da Cabnave faz parte da estratégia do Governo para transformar São Vicente num dos principais polos da economia marítima de Cabo Verde e da sub-região.
“Vamos impulsionar a economia marítima e fazer com que São Vicente seja um polo forte neste sector. Daí a urgência de investir na Cabnave, mesmo que seja de forma faseada, começando rapidamente pela recuperação da rampa”, reforçou.
Questionado pela Inforpress sobre o contrato de concessão para o transporte marítimo com a CV Interilhas, João do Carmo garantiu que o Governo respeitará os compromissos assumidos pelo Estado mas também fará o controlo do cumprimento das obrigações da empresa.
“O Governo assume os compromissos do Estado de Cabo Verde. Vamos cumprir aquilo que nos compete e fiscalizar de forma rigorosa o cumprimento das obrigações da outra parte”, assegurou.
Relativamente à Zona Económica Especial Marítima de São Vicente (ZEEMSV), o ministro indicou que o executivo vai proceder a uma análise da sua necessidade e impacto antes de tomar qualquer decisão sobre o futuro do projecto.
Uma delegação chefiada pelo ministro do Ambiente, Acção Climática e Energia, Carlos Varela, encontra-se em Nova Iorque para participar no Fórum Político de Alto Nível sobre o Desenvolvimento Sustentável e apresentar o terceiro Relatório Nacional Voluntário do país.
O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, enalteceu este domingo, 12, em São Filipe, o contributo decisivo da diáspora para o desenvolvimento de Cabo Verde e reafirmou o compromisso do Governo em reforçar as políticas de valorização dos emigrantes.
O ministro da Justiça, Clóvis Silva, reconheceu, na quinta-feira, que a escassez de recursos humanos no Tribunal da Comarca de São Filipe constitui um dos principais constrangimentos ao funcionamento da justiça na ilha do Fogo. O governante, que falava à imprensa no termo de uma visita às estruturas sob a sua tutela em São Filipe, foi confrontado com o défice de pessoal, sobretudo no juízo cível, e assegurou que o executivo está empenhado em reforçar o quadro de secretariado para melhorar as condições de trabalho. Segundo explicou, a assimetria entre o número de funcionários do Ministério Público e os das secretarias judiciais gera um estrangulamento na tramitação. "O magistrado vai despachando os processos, mas estes acabam por ficar bloqueados por falta de pessoal para executar os despachos", afirmou Clóvis Silva, exemplificando como as centenas de mandados pendentes devido a insuficiência de recursos humanos. O titular da pasta da Justiça assumiu a razão das críticas de cidadãos e advogados e alertou que o problema é "generalizado e sistémico", defendendo uma reforma na gestão dos recursos humanos que valorize as carreiras. “Temos de deixar de olhar para estas despesas apenas como custos e passar a encará-las como um investimento”, sustentou. Para o ministro, a falta de incentivos leva muitos jovens qualificados a abandonar a função pública e a procurar oportunidades no estrangeiro, obrigando o Estado a suportar novos custos de recrutamento e formação. Relativamente aos processos já julgados que continuam à espera de sentença, Clóvis Silva afirmou que o Conselho Superior da Magistratura Judicial já está a par da situação e que o assunto foi abordado na primeira reunião mantida com o presidente daquele órgão. O governante salientou ainda que a resolução dos problemas não depende apenas do reforço dos recursos humanos, mas também da melhoria dos meios técnicos. Como exemplo, revelou que o sistema de videoconferência das salas de audiência do Tribunal de São Filipe está inoperacional há cerca de um ano, dificultando a audição de testemunhas, advogados e outras intervenientes que se encontram fora da ilha. Para evitar este tipo de constrangimentos, defendeu a implementação de um plano anual de manutenção preventiva dos equipamentos, garantindo que os serviços não sejam interrompidos e que magistrados e oficiais de justiça disponham de condições adequadas para desempenhar as suas funções. O ministro reafirmou que o objectivo é assegurar uma justiça mais eficiente, célere e capaz de responder às necessidades da população de São Filipe. Em termos estatísticos os dados do último ano judicial apontam que os processos oque entraram mereceram atenção quer do juízo crime como do cível, mas é necessário mais recursos humanos. A criação de mais um juízo com nomeação de um magistrado por si só não resolve o problema e é necessário ter mais recursos humanos como escrivão, ajudante de escrivão e oficiais para responder a demanda. A Semana com Inforpress
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Santo Antão vai ser contemplado com um projecto ligado à conservação da biodiversidade e valorizando as paisagens agrícolas, financiado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), através do Fundo Global para a Biodiversidade. Este projecto, que esteve hoje em consulta durante um workshop na cidade do Porto Novo, promovido pela FAO, tem financiamento garantido através do Fundo Global para a Biodiversidade, com uma subvenção de 4,2 milhões de dólares. Este projecto, segundo apurou ainda a Inforpress, consistirá no reforço da conservação da biodiversidade e valorizando as paisagens agrícolas de Santo Antão. Os responsáveis municipais em Santo Antão acreditam que este projecto vai contribuir para promover o desenvolvimento sustentável, a proteção ambiental e a melhoria dos meios de subsistência das comunidades locais. A FAO está a financiar outras iniciativas em Santo Antão, destacando-se o projecto Terras Vivas – Turismo Sustentável no Património Natural, Agrícola e Comunitário de Santo Antão, liderado pela Associação Amigos da Natureza e pelo Centro de Estudos Rurais e Agrícolas Internacional (CERAI). No quadro deste projecto, que tem ainda o cofinanciamento da União Europeia, está a ser preparada a candidatura de Santo Antão aos Sistemas Importantes do Património Agrícola Mundial (SIPAM). Santo Antão, segundo a FAO, é caracterizado por sistemas agrícolas em terraços atlânticos, com culturas de sequeiro como milho e feijão, e culturas irrigadas como cana-de-açúcar, banana, frutas, tubérculos e hortícolas. A candidatura desta ilha ao SIPAM está equacionada desde 2018 e o dossier foi retomado em 2025, com a FAO a assegurar a assistência técnica e o apoio financeiro para a preparação da candidatura aos SIPAM. Este processo, segundo ainda a FAO, decorrerá de forma faseada até 2027, envolvendo parceiros nacionais e locais. O programa SIPAM reconhece sistemas agrícolas tradicionais que preservam a biodiversidade, valorizam o conhecimento ancestral e garantem a segurança alimentar das comunidades locais. A Semana com Inforpress
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Os habitantes das diferentes comunidades do Planalto Leste, em Santo Antão, manifestaram hoje a sua inquietação face às dificuldades no abastecimento de água, considerando que este planalto vive uma grave crise de água potável". Moradores de Lombo Figueira, Água das Caldeiras, Lagoa e Pico da Cruz avançaram à Inforpress que a água chega às localidades com muito atraso, havendo casos em que o líquido precioso demora até dois meses para chegar à rede, gerando "uma grave crise" de água para consumo. Os líderes das associações comunitárias no Planalto Leste denunciaram também os problemas do abastecimento de água por que passa, nos últimos tempos, o Planalto Leste. A líder da Associação das Mulheres do Planalto Leste (Amupal), Josefa Sousa, disse que essa preocupação foi levantada, recentemente, durante um encontro dos líderes comunitários com um grupo de deputados municipais do Porto Novo, esperando que estes ajudem na resolução do problema. Nesta altura, segundo os moradores, as comunidades têm recorrido à água da nascente de Cova para atenuar os problemas existentes. “Todo o Planalto Leste está com necessidade gravíssima em termos de água potável e pedimos às câmaras municipais para socorrer as populações”, concluiu a mesma fonte. A Semana com Inforpress
O jovem designer gráfico Danilson Lopes, de 25 anos, sonha abrir sua empresa e defendeu uma maior valorização do marketing e do design gráfico em Cabo Verde, considerando que estas áreas continuam subestimadas, apesar do papel estratégico.
À Inforpress, Danilson Lopes confidenciou que o interesse pelo design surgiu durante a pandemia da covid-19, como um passatempo, mas que agora transformou-se numa profissão que lhe permitiu alcançar o tão sonhado reconhecimento profissional.
Disse que depois de sentir-se “identificado” com a área, resolveu fazer uma formação em marketing e comunicação, o que permite hoje trabalhar como freelancer e presta serviços a empresas e clientes particulares.
Segundo este jovem, grande parte da sua carteira de clientes é composta por emigrantes cabo-verdianos, o que, para ele, demonstra que reconhecem melhor a importância do marketing na estratégia empresarial, realidade que, na sua opinião, ainda está longe de ser vivida em Cabo Verde.
Sobre a crescente utilização da Inteligência Artificial (IA), Danilson Lopes admitiu que “a tecnologia trouxe ganhos significativos em termos de rapidez e produtividade”, mas alertou para os impactos que já começam a sentir-se entre os profissionais do sector.
“A IA tem facilitado muito na praticidade, na realização dos trabalhos embora vejo alguns obstáculos, visto que tenho perdido trabalhos porque optam por fazer com IA que tem menos custos e resultado mais rápido, embora a qualidade é menos”, pontuou.
Apesar disso, mostrou-se convicto de que a tecnologia não substituirá totalmente o trabalho desenvolvido pelos designers.
Danilson Lopes, que se considera “ambicioso e empreendedor”, revelou que pretende, nos próximos anos, criar uma empresa sólida, capaz de gerar oportunidades para outros jovens, sobretudo aqueles que vivem em situação de vulnerabilidade social.
Na mesma ocasião, defendeu que a educação sobre marketing e comunicação deve começar mais cedo, para que os jovens conheçam as oportunidades existentes neste mercado.
“Antes de começar a fazer marketing durante a Covid, não sabia o que era marketing, e isso precisa ser mudado. Hoje em dia sei o que é marketing, e a minha vida é com base disso”, considerou, garantindo que a sociedade precisa de estar mais preparada.
Danilson Lopes deixou uma mensagem de incentivo aos jovens cabo-verdianos, apelando à descoberta dos seus talentos e à persistência.
"Devemos experimentar diferentes áreas até encontrarmos o nosso propósito. Tentar fazer coisas diferentes, até realmente nos identificarmos com a área”, concluiu.
A Semana com Inforpress
A reitora da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), Astrigilda Silveira, solicitou esta sexta-feira o apoio do Governo para a criação de um Jardim da Infância Modelo, destinado a apoiar a comunidade universitária e funcionar como espaço para formação. A proposta foi apresentada durante a sua intervenção na apresentação oficial do Programa de Voluntariado da Fundação Donana e do Banco Alimentar de Cabo Verde, promovida pela Fundação Donana, que incluiu a distribuição do Cartão de Voluntário aos participantes presentes e a inscrição de novos voluntários na base de dados das duas instituições. A responsável destacou também a necessidade de implementação do Centro de Serviços Integrados ao Estudante, uma iniciativa estruturante para reforçar o acompanhamento e o bem-estar da comunidade académica da Uni-CV, através de apoio psicossocial, serviços de saúde e bem-estar estudantil, ação social integrada e inclusão educativa. Segundo Astrigilda Silveira, a instalação do Jardim da Infância Modelo deverá criar condições de apoio à comunidade universitária, contribuindo para responder às necessidades dos estudantes e profissionais da instituição. “Contamos com a sua liderança, visão estratégica e compromisso com o desenvolvimento do nosso país para que o voluntariado se consolide como um dos pilares do desenvolvimento social de Cabo Verde”, afirmou a reitora, dirigindo-se à ministra da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social e Trabalho. Em resposta, Adelsia Almeida afirmou que o Governo está disponível para trabalhar com as universidades do país e analisar propostas que contribuam para a melhoria dos seus serviços. “A senhora reitora fez uma proposta, e nós estamos aqui para analisarmos em conjunto, para discutirmos para vermos qual é a possibilidade, junto com as entidades do Governo, de trabalhar na sua materialização”, afirmou. A governante defendeu ainda que a criação de respostas que garantam espaços seguros para crianças enquanto os pais exercem a sua atividade laboral deve ser um compromisso de toda a sociedade cabo-verdiana. Segundo Adelsia Almeida, as mudanças na dinâmica social e económica do país exigem novas respostas, uma vez que muitas famílias já não contam com a mesma rede de apoio familiar existente anteriormente. A ministra explicou que estas respostas podem contribuir para a prevenção da criminalidade, do consumo de álcool e outras drogas e da delinquência juvenil, promovendo uma sociedade mais equilibrada e sustentável. Indicou ainda que o Governo está a trabalhar com parceiros em projetos e programas destinados a introduzir atividades lúdicas, recreativas, artísticas e culturais para crianças, defendendo a importância da aprendizagem através do brincar. A Semana com Inforpress
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A artista plástica Simone Spencer afirmou hoje que a exposição colectiva "Delirium", patente no Cinema da Praia, nasceu da necessidade de dar visibilidade e valorizar o trabalho das mulheres nas artes visuais em Cabo Verde. Em declarações à Inforpress, à margem das actividades paralelas da mostra, a artista explicou que um dos destaques da programação é um workshop de desenho infantil. A iniciativa visa aproximar os diferentes públicos das artes visuais e estimular o interesse pelas expressões artísticas desde a infância, integrando um plano que reúne 15 obras de 15 criadoras cabo-verdianas. "Queríamos encorajar o público jovem a participar na exposição. Por isso, além das actividades voltadas para comunicação, mundo digital e indústrias criativas, decidimos incluir também os mais pequenos através de um workshop de desenho", explicou Simone Spencer. Questionada sobre o título "Delirium", a pintora esclareceu que a escolha resgata uma realidade histórica em que mulheres que rompiam com os padrões convencionais eram rotuladas como “histéricas”, "loucas" ou "delirantes". "Até hoje, querer viver da arte é visto por muitas pessoas como uma ideia delirante. Foi precisamente essa ideia que quisemos ressignificar através do nome da exposição", afirmou. Simone Spencer sublinhou que esta é a primeira exposição colectiva do género no arquipélago exclusivamente dedicada a mulheres artistas visuais, servindo também como resposta ao isolamento que a classe enfrenta. Com um balanço de estreia positivo e adesão dentro das expectativas, a organização garantiu a continuidade do projecto em futuras edições, mesmo que sob outra designação. A exposição “Delirium” permanece aberta ao público no Cinema da Praia até ao dia 17 de Julho, de segunda a sexta-feira, das 15:00 às 20:00, e aos fins de semana, das 09:00 às 15:00. Paralelamente, a artista revelou que já se encontra a preparar uma mostra individual de obras inéditas para o final deste ano. A Semana com Inforpress
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Os moradores de Entre Picos Reda, no concelho de Santa Catarina, manifestaram preocupação com a persistente escassez de água na localidade, situação que, segundo afirmam, se prolonga há vários anos e compromete as condições de vida da população. Um dos moradores da localidade, Vítor Cabral disse que muitas famílias chegam a permanecer entre dois e três meses sem água nas torneiras, sendo obrigadas a recorrer à compra de água transportada por autotanques. Segundo explicou, o custo elevado desse abastecimento representa um pesado encargo para as famílias, indicando que duas toneladas de água podem custar cerca de quatro mil escudos e durar apenas uma semana. "O problema da água é diário. Há famílias que ficam meses sem água e vivem apenas da água comprada", afirmou, acrescentando que a situação afecta igualmente a pecuária e a agricultura, principais fontes de rendimento de muitos moradores. Vítor Cabral reconheceu que a câmara municipal tem procurado mitigar a situação através do abastecimento por autotanque, mas considerou que “essa resposta é insuficiente” para fazer face às necessidades da população. Por isso, apelou ao Governo e às entidades competentes para uma intervenção urgente, alertando que a água constitui um bem essencial e que a continuidade da situação poderá agravar ainda mais as dificuldades enfrentadas pelos residentes. Também Italvina Lopes Tavares descreveu um “cenário de grandes dificuldades”, afirmando que, devido à idade e a problemas de saúde, tem dificuldades em transportar água para casa. Por sua vez, Maria Amélia Lopes afirmou que continua a pagar a factura do serviço de água, apesar de, segundo disse, não receber abastecimento regular. A residente explicou que, quando a água chega à sua habitação, o fornecimento é interrompido pouco tempo depois, obrigando-a a procurar água junto de familiares noutras localidades. Perante a situação, defendeu uma intervenção das autoridades para garantir um abastecimento regular à população de Entre Picos Reda. A Semana com Inforpess
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A presidente da Associação Comunitária de Carriçal, Madalena Brito, manifestou esta sexta-feira preocupação com o mau estado da estrada de acesso, a falta de um agente sanitário permanente e a escassez de infra-estruturas para a pesca na localidade. Em declarações à Inforpress, a líder comunitária explicou que, apesar da satisfação com o anúncio de obras na via, o estado actual do troço rodoviário gera grande apreensão com a proximidade da época das chuvas. Madalena Brito alertou que as precipitações costumam isolar a comunidade, comprometendo o transporte de doentes, o abastecimento de bens essenciais e a deslocação dos estudantes no início do ano lectivo. O isolamento é agravado com a ausência de um agente sanitário para cuidados básicos de saúde nesta que é a localidade mais distante do município da Ribeira Brava, obrigando doentes crónicos a deslocações dispendiosas até à cidade para receberem assistência. De acordo com a responsável, a comunidade continua sem assistência médica regular, situação que considera particularmente grave para os idosos e para casos de urgência, agravando-se ainda mais durante o período das chuvas, quando os acessos ficam condicionados. No domínio das pescas, Madalena Fortes Brito sublinhou que a população depende fortemente desta actividade económica, mas enfrenta limitações relacionadas com as infraestruturas de apoio ao desembarque e ao manuseamento do pescado. A presidente da associação referiu que, quando são capturados peixes de maior porte, os pescadores têm dificuldades em retirá-los do mar por falta de equipamentos e melhores condições na zona de desembarque, defendendo investimentos que garantam maior segurança e eficiência à atividade. A líder comunitária chamou ainda a atenção para os efeitos das enxurradas que, durante a época das chuvas, provocam danos na praia e na baía da comunidade, dificultando o trabalho dos pescadores e aumentando os riscos para quem depende diariamente do mar. Relativamente ao abastecimento de água, reconheceu que a situação registou melhorias nos últimos tempos, embora a população continue a adquirir água potável para consumo, uma vez que a água distribuída na rede é utilizada sobretudo para outros fins domésticos. Madalena Fortes Brito apelou às autoridades para que priorizem a resolução dos problemas estruturais da comunidade, considerando que a melhoria dos acessos, dos cuidados de saúde e das condições para a pesca são fundamentais para elevar a qualidade de vida da população do Carriçal. A Semana com Inforpress
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A artista plástica Simone Spencer considerou esta sexta-feira que o maior obstáculo enfrentado pela classe em Cabo Verde não é a falta de talento, mas sim a inexistência de um mercado artístico estruturado que garanta a sustentabilidade dos profissionais. Em declarações à Inforpress, a criadora explicou que as dificuldades vividas no arquipélago reflectem uma realidade global, mas que são agravadas a nível local pela escassez de estruturas de apoio fundamentais ao sector, tais como galerias de arte, curadores, feiras especializadas, coleccionadores e produtores. "É difícil viver da arte, mas não é impossível. A maior dificuldade está na parte estrutural do mercado artístico cabo-verdiano", afirmou Simone Spencer, sublinhando que esta lacuna limita a circulação das obras e a consolidação de carreiras nas artes visuais. Apesar do cenário adverso, a artista defendeu que os criadores devem encarar a actividade com o rigor de qualquer outra profissão, adoptando uma postura de disciplina e valorização do próprio trabalho. "O artista é um profissional. Trabalha com as mãos e com a cabeça. A arte exige muita técnica e conhecimento. É importante que o artista se veja como um profissional, porque também tem contas para pagar", sustentou. Questionada sobre a ideia, frequentemente defendida, de que é necessário escolher entre fazer arte por paixão ou procurar estabilidade financeira, Simone Spencer rejeitou essa dicotomia. Na sua perspectiva, a profissionalização do sector e uma maior valorização do trabalho artístico podem contribuir para que seja possível conciliar a liberdade de criação com a viabilidade económica. A Semana com Inforpress
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O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas afirmou hoje, no Mindelo, que o Governo vai procurar soluções para requalificar o Centro Cultural do Mindelo e o CNAD após constatar problemas. António Duarte teceu as informações após a primeira visita ao CCM e Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD), como titular da pasta. Segundo o governante, o objectivo da deslocação foi conhecer de perto o funcionamento e o estado de conservação dos dois equipamentos culturais, “considerados fundamentais” para o sector da cultura em Cabo Verde. "Percebemos que existem problemas. Os edifícios, estruturalmente, precisam de algum cuidado, tanto o Centro Cultural do Mindelo como o CNAD. Anotámos essas questões e vamos trabalhar nas eventuais soluções que possam dignificar esses edifícios", afirmou. Além das necessidades de intervenção física, António Duarte referiu a existência de questões relacionadas com o funcionamento das instituições e problemas laborais, nomeadamente ligados ao Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR). "O nosso propósito é que rapidamente seja ultrapassada essa questão do PCFR para que haja tranquilidade para todos os trabalhadores", assegurou. No Centro Cultural do Mindelo, o ministro considerou que as obras realizadas recentemente não resolveram os principais problemas do edifício, apontando falhas na sua execução. "As obras foram executadas num tempo recorde, mas não resolveram o essencial do edifício. Vamos avaliar a situação e trabalhar para resolver esses problemas", afirmou. Entre as principais preocupações, destacou a vulnerabilidade do edifício às chuvas, uma situação que classificou como histórica e que, segundo disse, exige uma intervenção prioritária. "Vamos criar soluções para que o edifício esteja protegido. Trata-se de um património de enorme valor para a cidade do Mindelo e para o país, pelo que temos de garantir a sua integridade e o seu pleno funcionamento", sublinhou. O governante revelou ainda que será realizado um estudo mais aprofundado para identificar todas as necessidades do edifício, referindo que continuam por resolver questões relacionadas com a climatização e a sonorização do grande auditório Luís Morais. "Sem ar condicionado em pleno funcionamento e sem equipamento sonoro adequado, um auditório tão solicitado como este não reúne as condições necessárias. São Vicente dispõe de poucos equipamentos com estas características, pelo que é urgente repor todas as condições de funcionamento", frisou. Questionado sobre o antigo edifício da Conservatória, actualmente cedido à Câmara Municipal de São Vicente para acolher a Assembleia Municipal, António Duarte considerou que se trata de um património de grande importância e defendeu o diálogo com a autarquia para acelerar a sua reabilitação. "Mais do que reaver o edifício, importa garantir que seja recuperado, dignificado e colocado ao serviço da Assembleia Municipal, preservando um dos marcos patrimoniais da cidade do Mindelo", concluiu. Além das duas visitas, António Duarte tem na agenda de hoje um encontro com o presidente da Câmara Municipal de São Vicente. Logo à tarde, como ministro do Desporto, visita outras instituições como o Estádio Adérito Sena e Centro de Estágio do Mindelo. A Semana com Inforpress
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A escritora e presidente da Associação de Relações Públicas de Cabo Verde, Yara dos Santos, participa, segunda-feira, em São Paulo (Brasil), no segundo Fórum Internacional de Académicos e na Décima Jornada Paulista de Cerimonial. O encontro, segundo Yara dos Santos, reunirá académicos, especialistas e profissionais de diferentes países para a reflexão e partilha de conhecimento nos domínios da ética, protocolo, cerimonial, comunicação e relações institucionais. Em declarações à Inforpress, Yara dos Santos adiantou que vai integrar o painel internacional subordinado ao tema “Ética, moral e comportamento social”. Na sua intervenção, a especialista pretende abordar os desafios contemporâneos da ética e da responsabilidade individual e institucional num mundo marcado por profundas transformações sociais, económicas e comunicacionais. A participação de Cabo Verde no evento, a convite do Comité Nacional de Cerimonial e Protocolo (CNCP) do Brasil e pela Academia Internacional de Cerimonial e Protocolo, constitui, conforme a escritora, uma oportunidade de projecção do conhecimento e da experiência cabo-verdiana num espaço internacional de reflexão e intercâmbio. O momento contribui igualmente para o fortalecimento das relações académicas, profissionais e institucionais entre Cabo Verde e o Brasil. Durante o fórum, Yara dos Santos apresentará também a sua mais recente obra, “O poder da comunicação em tempos incertos”, que já foi lançada em Cabo Verde e Portugal. O livro reúne reflexões e experiências sobre o papel estratégico e humano da comunicação em contextos de crise, incerteza e transformação. Com mais de duas décadas de experiência, Yara dos Santos desenvolve a sua actividade nos domínios da comunicação estratégica, relações públicas, imagem, reputação e protocolo, contando já com várias obras editadas e participações em conferências na África, Europa e Américas. A Semana com Inforpress
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O presidente da Mesa da Assembleia Geral do Clube Desportivo Travadores manifestou hoje total confiança de que a nova direcção, encabeçada pela candidata única e presidente cessante, Maria Mosso, continuará a engrandecer e a dar sustentabilidade à instituição. Cleidir Dias partilhou estas expectativas em declarações à Inforpress ao fazer o balanço dos preparativos para o acto eleitoral que ditará os novos órgãos sociais dos "Índios da Capital". A votação está agendada para este sábado, 11 de Julho, nas instalações da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), na cidade da Praia. O dirigente explicou que os preparativos decorrem sob total normalidade e revelou que, findo o prazo legal, apenas a lista de Maria Mosso deu entrada. Cleidir Dias esclareceu que a restante equipa cessante optou por não se recandidatar por motivos profissionais e familiares, abrindo espaço para uma nova equipa dar continuidade à perseguição de títulos regionais e nacionais. "O maior desafio da futura direcção será garantir a sustentabilidade do clube e preservar o seu património", sublinhou Cleidir Dias, lembrando que a realidade actual do futebol exige compensações financeiras ou materiais aos atletas. No plano patrimonial, o presidente da Mesa destacou o andamento da reestruturação da dívida bancária da sede social do clube, localizada no Platô. Segundo Cleidir Dias, o processo deverá ficar concluído no mandato que agora arranca, estimando-se que os Travadores fiquem livres de encargos bancários dentro de cinco anos. Adiantou ainda que estão previstas obras de beneficiação e requalificação do último piso da sede, afectado por infiltrações, bem como a construção de uma sala de reuniões, dormitórios e espaços destinados ao atendimento dos atletas. Segundo explicou, estes projectos já dispõem de financiamento bancário no âmbito da reestruturação da dívida, perspectivando melhorias significativas para a vida do clube nos próximos anos. O responsável destacou igualmente como desafio o reforço da massa associativa pagante, sublinhando, que apesar, da forte implantação histórica e do elevado número de adeptos, os Travadores contam actualmente com pouco mais de uma centena de sócios com quotas regularizadas, “número reduzido face à dimensão da instituição e dos seus órgãos sociais”. Relativamente ao acto eleitoral, Cleidir Dias apelou à participação dos associados, apesar da existência de uma lista única, considerando importante uma adesão expressiva para legitimar os novos órgãos sociais. A Semana com Inforpress
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