terça-feira, 29 setembro 2026

Artur Veiga destaca “trabalho dedicado” da equipa do Banco de Leite Humano em seminário

O secretário de Estado da Saúde, Artur Veiga, destacou hoje o “trabalho dedicado” da equipa do Banco de Leite Humano para garantir “o melhor começo de vida” que se pode oferecer a uma criança.

 

“O leite materno não é apenas alimento, é proteção, vínculo afetivo, desenvolvimento saudável, prevenção de doenças e investimento no capital humano do nosso país. Cada criança amamentada representa uma oportunidade reforçada de crescer com mais saúde”, disse o governante.

As declarações foram feitas durante o discurso de celebração dos 15 anos de existência do Banco de Leite Humano e na abertura do primeiro seminário sobre aleitamento materno em Cabo Verde.

A mesma fonte sublinhou, igualmente, a importância estratégica deste serviço público para a redução da mortalidade infantil.

Segundo o governante, a evidência científica demonstra de forma inequívoca os benefícios do aleitamento para a criança, para a mãe, para a família e para a sociedade, sustentando que promover o aleitamento materno é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes e com maior impacto na redução da morbilidade e mortalidade infantil.

Neste âmbito, realçou o compromisso governamental em investir continuamente em políticas que promovam a saúde materna e infantil, no reforço dos serviços de saúde, na qualificação profissional e na sensibilização da população.

“Nenhuma estratégia de desenvolvimento será verdadeiramente sustentável se não colocarmos as crianças no centro das nossas prioridades”, acrescentou, sublinhando que este cuidado deve começar logo nos primeiros dias de vida.

Por sua vez, a representante da Unicef, Paula Maximiano, elogiou os avanços de Cabo Verde no aleitamento materno.

Esta responsável destacou que mais de 70% das crianças iniciam a amamentação na primeira hora de vida, reforçando a importância do investimento nos primeiros mil dias de vida.

Apesar do sucesso, a organização alertou que o país ainda enfrenta o desafio de expandir a taxa de amamentação exclusiva, que se fixa atualmente em cerca de 42%. 

A Unicef sublinhou que os números contam apenas parte da história e que, por trás de cada indicador, há uma rede de mães, profissionais de saúde e decisões políticas.

Paula Maximiano apontou ainda quatro prioridades essenciais: a proteção dos direitos das mães trabalhadoras, a capacitação contínua dos profissionais de saúde, a mobilização das comunidades locais e a garantia da segurança alimentar e dos direitos das crianças.

A instituição concluiu reiterando o seu compromisso de parceria contínua com Cabo Verde, realçando que o foco central será o fortalecimento dos sistemas de saúde e a promoção da saúde materna para que cada criança atinja o seu pleno potencial.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás 17 horas atrás

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jcf
24 dias atrás 10 horas atrás

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joão do rosário
26 dias atrás 16 horas atrás

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