Os utentes do Centro de Saúde da Ribeira das Patas, no interior do concelho do Porto Novo, manifestaram-se esta sexta-feira satisfeitos com os serviços prestados pela infra-estrutura, que assinala um ano e meio de funcionamento.
Abordados pela Inforpress, os utentes avançaram que a forma como o centro de saúde tem funcionado nestes 18 meses os tem agradado, pedindo, porém, a melhoria das condições em termos de acomodação quando recorrem aos serviços de urgência.
Algumas pessoas sugeriram a necessidade de se encontrar um espaço onde os utentes que procurem os serviços de urgência, sobretudo aos fins de semana, possam ser acomodados, em vez de ficar à porta do centro de saúde.
Arlindo Fortes, um dos utentes, disse que a falta de um espaço onde as pessoas ficam enquanto esperam por ser atendidas constitui o único constrangimento que se pode apontar em termos de funcionamento do centro de saúde, que começou a funcionar em Fevereiro de 2025.
Os utentes defendem igualmente a necessidade de as autoridades competentes disciplinarem o trânsito nas imediações do centro de saúde através da criação de uma passadeira ou construção da chamada "lomba".
A Inforpress constatou que o centro de saúde da Ribeira das Patas tem estado a funcionar em pleno, com um médico residente, quatro enfermeiras e outros profissionais, prestando aos utentes consultas de clínica geral, serviços de saúde reprodutiva, de farmácia e de atendimento infantil.
Este centro de saúde, construído para servir cerca de oito mil pessoas distribuídas pelas localidades da Ribeira das Patas, Alto Mira, Jorge Luís, Ribeira da Cruz, Chã de Norte e Martiene, representou um investimento de 106 mil contos.
O navio espanhol de acção Marítima “Meteoro” escala o Porto Grande do Mindelo, de 07 a 11 de Setembro, no âmbito das presenças marítimas coordenadas da União Europeia na região do Golfo da Guiné.
A nova escala no Mindelo acontece num contexto de reforço da cooperação marítima entre Cabo Verde, Espanha e a União Europeia, com enfoque na segurança e vigilância das águas da região.
Segundo informação da Embaixada de Espanha em Cabo Verde, a que a Inforpress teve acesso, durante a escala será realizado um encontro com a imprensa, no dia 10, a bordo do navio.
O “Meteoro”, das Forças Armadas de Espanha, será comandado por Alejandro Fraga Pardo de Guevara e regressa a São Vicente depois de ter visitado o Porto Grande do Mindelo em Setembro de 2024, então sob o comando de Iñigo Franco Moreu.
A presença do navio em Cabo Verde, conforme explica a fonte deste jornal digital, integra as acções de cooperação e de segurança marítima desenvolvidas por Espanha no Golfo da Guiné, região considerada de elevado valor estratégico.
O “Meteoro” é o quarto navio espanhol com este nome e integra o projecto “BAM” (Buques de Acción Marítima, em espanhol), concebido para renovar a frota espanhola de navios de acção marítima com unidades modernas, dotadas de tecnologia avançada e elevado nível de automatização.
Construído nos estaleiros da Navantia, em San Fernando, Puerto Real, entre 2009 e 2012, o navio foi retirado dos estaleiros em 16 de Outubro de 2009 e entregue às Forças Armadas espanholas em 28 de Julho de 2011.
O navio foi concebido para cumprir missões militares contra ameaças assimétricas e convencionais, realizando actualmente tarefas de presença, vigilância e neutralização.
A nova escala no Mindelo acontece num contexto de reforço da cooperação marítima entre Cabo Verde, Espanha e a União Europeia, com enfoque na segurança e vigilância das águas da região.
A câmara da Ribeira Grande de Santiago iniciou esta sexta-feira a reposição da legalidade e ordenamento do espaço público na Cidade Velha, com a remoção de estruturas construídas ilegalmente na zona classificada como Património Mundial da Humanidade.
Nesta primeira fase, segundo explicou Evaristo Fernandes, a acção incidiu sobre cinco anexos e coberturas irregulares compostos por estruturas metálicas, palas e chapas, garantindo que as intervenções não envolveram habitações.
Em declarações à imprensa, o assessor para o pelouro de Urbanismo e Infraestruturas da edilidade, Evaristo Fernandes, justificou a urgência das medidas com a “necessidade imperiosa” de salvaguardar a distinção concedida pela Unesco.
A intervenção marca o arranque de um conjunto de acções de fiscalização e combate às construções clandestinas no berço da nação cabo-verdiana.
“A ideia é passar a mensagem de que estas situações não podem acontecer. O património é um bem de todos nós, não só do município, mas de Cabo Verde em geral, e se a câmara não tomar medidas, corremos o risco de perder o título de Património Mundial da Humanidade”, alertou o responsável.
Nesta primeira fase, segundo explicou Evaristo Fernandes, a acção incidiu sobre cinco anexos e coberturas irregulares compostos por estruturas metálicas, palas e chapas, garantindo que as intervenções não envolveram habitações.
“São anexos que as pessoas fizeram de forma ilegal (...) e que não são permitidos dentro da zona património”, esclareceu.
Fernandes referiu ainda que a facilidade e rapidez com que este tipo de estruturas ligeiras, erguidas muitas vezes no espaço de um a dois dias, dificulta a intercepção imediata pela fiscalização municipal, a que se soma o facto de alguns munícipes ignorarem as determinações da autarquia.
Apesar da firmeza na actuação e do estabelecimento de uma “linha vermelha” contra novas infracções, a autarquia garante estar a agir em diálogo com os visados.
“As pessoas já tinham sido notificadas, foram sensibilizadas, houve uma conversa onde foram explicadas as razões da remoção, e acredito que estão cientes daquilo que vai ser feito”, salientou Evaristo Fernandes.
A mesma fonte reiterou a disponibilidade da autarquia para “sentar e encontrar soluções para as necessidades” dos munícipes afectados, salientando que o objectivo não é prejudicar a população, mas garantir o cumprimento das regras urbanísticas.
A intervenção junta a autarquia e as autoridades locais naquilo que o município define como um quadro de gestão partilhada da zona histórica e protegida.
Esta primeira operação é apenas o início de um plano mais abrangente, uma vez que as fiscalizações e acções de reposição da legalidade vão continuar de forma gradual e articulada, incidindo sobre outras situações irregulares previamente identificadas no terreno.
O ministro da Coordenação de Projectos Especiais e Acesso a Fundos destacou esta sexta-feira a urgência de transformar a afinidade secular, a cultura e a língua partilhadas num espaço robusto de investimento, tecnologia e criação de emprego.
José Carlos Varela fez, segundo notou a Inforpress, estas considerações na cerimónia de abertura do segundo Fórum Cabo Verde-Brasil, que teve lugar na cidade da Praia, sublinhando, no seu discurso, o “peso histórico” do evento que reúne três continentes unidos pelo Atlântico.
“Somos povos que se reconhecem uns aos outros, entoações ditadas, saudades e formas de estar no mundo, o que constitui um largo património incomensurável. É nosso dever, nesta geração, transformar esta afinidade secular naquilo que ela ainda não é plenamente: um espaço robusto de investimento, de empresas, de conhecimento partilhado, de tecnologia e de emprego”, disse o governante
Com uma comunidade lusófona de mais de 260 milhões de pessoas espalhadas por quatro continentes, a língua portuguesa e as matrizes institucionais comuns foram apontadas pelo ministro não apenas como heranças simbólicas, mas como verdadeiras “infra-estruturas de mercado e factores redutores do custo do negócio”.
No centro desta equação trilateral, prossegue a mesma fonte, o governante afirmou que Cabo Verde se posiciona como uma plataforma singular de acesso a mercados mais vastos, conectando a Europa, as Américas e um continente africano jovem e dinâmico.
“A geografia por si só não gera desenvolvimento, oferece potencial. O desenvolvimento exige a criação de condições, confiança e capacidade de execução”, assegurou.
Neste processo, reafirmou que o executivo cabo-verdiano entende que não lhe cabe substituir o investidor privado, mas sim contribuir com seriedade, solidez financeira e uma ponte de confiança sobre a qual o investidor possa florescer.
Aos empresários e parceiros presentes, foi feito um convite directo para olharem para as oportunidades concretas que o arquipélago oferece em diversas áreas estratégicas, como a mobilização de água, o sector primário, as energias renováveis, a economia marítima e digital, o turismo, os transportes e o capital humano.
Para a fonte referida, o objectivo central desta estratégia, explicou, é atrair empresas que tragam conhecimento, tecnologia e capital capazes de gerar riqueza, garantindo que esta se converta em empresas locais mais fortes, melhores empregos e perspectivas de futuro para os jovens.
“O investimento só se justifica plenamente quando se converte em desenvolvimento, e o desenvolvimento só tem sentido verdadeiro quando melhora de forma tangível a vida das pessoas”, concluiu, assegurando a total abertura do país para consolidar esta plataforma de desenvolvimento.
"O reforço das capacidades nacionais para a implementação de iniciativas com as Nações Unidas é uma necessidade premente e deverá ser a principal recomendação na conceção do próximo quadro de cooperação", lê-se no Relatório Anual de Resultados 2025 da organização no país.
O relatório indica que Cabo Verde terá de adaptar as suas estratégias de financiamento ao novo estatuto de país de rendimento médio-alto, e a ONU aponta para uma estratégia de financiamento assente em modelos combinados e em parcerias com bancos de desenvolvimento.
O documento enquadra esta necessidade num contexto marcado por choques globais, pela subida dos preços dos alimentos, os efeitos da tempestade tropical Erin e a reclassificação de Cabo Verde como país de rendimento médio-alto, que implica menor acesso a financiamento concessional.
Neste contexto, a Organização das Nações Unidas (ONU) adaptou a sua abordagem, passando de uma lógica centrada na assistência para uma aposta no investimento, em parcerias inovadoras, na cooperação sul-sul e no envolvimento do setor privado.
Para 2026, o Sistema das Nações Unidas concentra a intervenção em três áreas prioritárias – desenvolvimento local, economia azul e transformação digital –, mantendo também a erradicação da pobreza extrema entre as prioridades.
Na área do desenvolvimento local, a ONU pretende apoiar uma abordagem coordenada entre os diferentes níveis de governação, incluído o reforço da governação municipal, da inclusão económica e da resiliência das comunidades, bem como do planeamento e dos sistemas de dados.
A ONU pretende ainda melhorar a prestação de serviços a nível local e criar oportunidades económicas, sobretudo para jovens e trabalhadores informais.
Na economia azul, a intervenção centra-se no crescimento sustentável, criação de emprego e reforço da resiliência às alterações climáticas, com medidas como a transformação sustentável do setor das pescas, a melhoria do processamento e do acesso aos mercados regionais e o reforço dos sistemas de dados e de controlo da qualidade.
A ONU prevê ainda apoiar infraestruturas ligadas à economia azul, a proteção costeira, a conservação marinha, a economia circular e a ligação entre o turismo e a produção local.
Na transformação digital, o objetivo é reforçar a utilização das tecnologias como acelerador do desenvolvimento, através de um programa digital conjunto, com foco em áreas como a saúde, a educação e a governação.
A erradicação da pobreza extrema continuará a ser uma prioridade, estando prevista a criação de um mecanismo específico "Não Deixar Ninguém para Trás" para acompanhar a evolução, além do alargamento dos fundos municipais de resposta rápida.
A ONU prevê ainda reforçar o apoio às instituições de proteção social e concentrar a intervenção nas populações mais vulneráveis, nomeadamente mulheres, crianças, jovens e pessoas com deficiência.
O relatório indica que Cabo Verde terá de adaptar as suas estratégias de financiamento ao novo estatuto de país de rendimento médio-alto, e a ONU aponta para uma estratégia de financiamento assente em modelos combinados e em parcerias com bancos de desenvolvimento.
Em 2025, entre os principais resultados alcançados com o apoio das Nações Unidas, o relatório destaca a eliminação do sarampo e da rubéola, a resposta à tempestade tropical Erin, a expansão da aprendizagem digital e inclusiva e o reforço da proteção social, com o Cadastro Social Único a alcançar 64% da população.
O documento destaca ainda o apoio a 40 empresas lideradas por jovens, 45% das quais por mulheres, que permitiu a criação de 65 postos de trabalho, avanços na proteção das crianças, com 99% de cobertura do registo civil, na modernização da justiça, na segurança marítima e na economia azul.
Em 2025, foram mobilizados 16,8 milhões de dólares (cerca de 14,45 milhões de euros) e executados cerca de 14 milhões de dólares (cerca de 12,04 milhões de euros), segundo o relatório.
No mesmo ano, o quadro de cooperação das Nações Unidas com Cabo Verde, para o período 2023-2027, teve uma taxa de execução de 83,4%, "a mais elevada desde o início" da implementação do quadro.
A Câmara Municipal do Maio reúne-se hoje com a comunidade emigrada maiense, no Espaço José, na cidade do Porto Inglês, para discutir contributos da diáspora para o desenvolvimento da ilha.
O encontro, presidido pelo presidente da Câmara Municipal do Maio, Rely Brito, estava marcado para as 18:30 e pretende reunir emigrantes maienses presentes na ilha para uma reflexão sobre as diferentes áreas do desenvolvimento local.
Entre os temas previstos estão o comércio, turismo, agricultura, pescas, formação dos jovens, investimento e conectividade, considerados sectores importantes para o aproveitamento das potencialidades económicas e turísticas do Maio.
Segundo a edilidade, a comunidade emigrada constitui um parceiro importante para o desenvolvimento da ilha, não apenas através dos investimentos e remessas, mas também pela experiência, conhecimentos e novas perspectivas que podem contribuir para o desenvolvimento local.
O encontro pretende servir como espaço de diálogo e partilha de experiências, permitindo recolher contributos dos emigrantes para a definição e implementação de políticas públicas orientadas para o desenvolvimento sustentável da ilha.
A iniciativa realiza-se no âmbito da aproximação da autarquia à comunidade maiense residente no estrangeiro e procura reforçar a participação dos emigrantes na discussão sobre o futuro do Maio.
As famílias que vivem em Cabouco de Alecrim, no município do Porto Novo, lançaram hoje um apelo às autoridades locais e nacionais para acudirem a comunidade que vive sem luz e sem água para consumo.
Maria de Fátima Fortes, porta-voz dos moradores, explicou que “desde sempre” as dez famílias de Cabouco de Alecrim vivem privadas de luz eléctrica e são obrigadas a consumir uma água sem qualidade.
“Lançamos um apelo à Câmara Municipal do Porto Novo e ao Governo para olharem para esta comunidade que, em pleno 2026, vive sem luz eléctrica e sem água potável”, avançou Maria de Fátima, recordando que, por inúmeras vezes, os moradores recorreram às autoridades, queixando-se dos seus problemas.
“Desde sempre vivemos sem luz eléctrica e sem água potável. Em 2016 enviámos um abaixo assinado à câmara municipal e à Electra (agora EDEC) dando conta das nossas preocupações e até agora estamos à espera”, informou esta moradora.
Luciano Santos, outro morador, disse que a comunidade vive "uma situação muito difícil" e que só é lembrada em tempos de campanha eleitoral.
Em relação ao abastecimento de água, o que se pretende é apenas a substituição da canalização a partir de uma nascente já que a tubagem foi instalada ainda na era colonial, pediu este morador.
“Precisamos de água potável e de luz eléctrica para continuarmos a viver nesta localidade”, concluíram os moradores.
O presidente da Associação de Taxistas da Praia, Adriano Monteiro, alertou esta quinta-feira que o aumento dos combustíveis está a sufocar o sector e defendeu um reajuste urgente das tarifas, admitindo paralisação da classe caso as autoridades não tomem medidas.
Enquanto não é concluído o processo de implementação obrigatória de taxímetros na capital, a proposta passa por um aumento temporário de 50 escudos em cada corrida.
Em entrevista à Inforpress, o líder associativo explicou que, com os recentes aumentos do combustível, a despesa diária dos profissionais disparou.
Para atenuar os prejuízos, a Associação está a solicitar uma audiência com a Câmara Municipal da Praia com vista ao reajuste das tarifas, que, segundo Adriano Monteiro, estão estagnadas há vários anos.
Enquanto não é concluído o processo de implementação obrigatória de taxímetros na capital, a proposta passa por um aumento temporário de 50 escudos em cada corrida.
“Como não temos taxímetro, o que estamos a pensar é aumentar mais 50 escudos em cada serviço prestado. Por exemplo, uma corrida de 150 escudos passa para 200, e de 200 passa para 250”, avançou Adriano Monteiro, sublinhando que a medida servirá de “bengala” temporária.
Como alternativa de modernização, o responsável realçou a adesão crescente a uma aplicação digital - já utilizada por cerca de 100 táxis -, que, conforme referiu, permite definir e actualizar antecipadamente o valor das deslocações.
Para além da escalada dos combustíveis, a proliferação da concorrência desleal é apontada como um dos maiores entraves à regulação e sustentabilidade do sector, estimando-se que existam cerca de 1.000 veículos clandestinos a operar na Praia, um número superior aos 750 táxis devidamente licenciados.
“Nós pagamos impostos, alvará e cumprimos exigências, enquanto outros aparecem do nada, trabalham por preços mais baixos porque não têm compromissos fiscais. O sector está desmotivado e revoltado”, desabafou.
Segundo a mesma fonte, a conjugação destes factores já levou ao encerramento de actividades, fazendo com que cerca de 100 táxis estejam actualmente parados na cidade da Praia, uma situação devida também à falta de mão de obra provocada pela emigração de mais de 200 taxistas nos últimos dois anos, maioritariamente para Portugal.
Adriano Monteiro listou ainda outros problemas que afectam o quotidiano da classe, como as estradas degradadas e esburacadas, o congestionamento constante do trânsito na capital - que exige vias alternativas -, a sinalização deficiente, congelamento salarial há mais de dois anos e a falta de inscrição de muitos condutores no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).
Apesar do cenário de insatisfação, a Associação de Taxistas da Praia apela ao “bom senso” e à intervenção urgente do Governo e das autoridades municipais no reforço da fiscalização e na reorganização do trânsito.
Caso as reivindicações continuem sem resposta, a paralisação do sector será inevitável.
“Não queremos partir para manifestações ou paralisações, mas, a continuar assim, não fugimos disso. Se os combustíveis continuarem a aumentar e as autoridades não zelarem por nós, a solução é parar os táxis”, alertou Adriano Monteiro, aproveitando ainda para apelar à união da classe e à inscrição dos profissionais na sede da associação, no Mercado de Achadinha.
O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, assumiu como prioridade do Governo o desencravamento das zonas altas dos Mosteiros, com a construção de duas estradas para facilitar o escoamento da produção agrícola.
“O desencravamento das zonas altas do concelho dos Mosteiros é um grande projecto. Temos de assumi-lo como bandeira deste Governo”, afirmou Francisco Carvalho, indicando que os recursos para a execução das obras deverão ser inscritos nos próximos orçamentos, de acordo com uma nota publicada na página do Governo citada pela Inforpress.
A garantia foi dada durante o encontro com os autarcas dos municípios do Fogo e da ilha Brava, na sequência de uma proposta apresentada pelo presidente da câmara dos Mosteiros, Fábio Vieira, que defendeu a construção de “duas importantes vias rodoviárias”.
Uma das estradas, segundo a proposta do edil dos Mosteiros, deverá ligar Cutelo Alto , na parte alta dos Mosteiros, a Penedo Rachado, região “de forte produção” vitícola, enquanto a segunda fará a ligação entre Cutelo Alto e o centro de Monte Velha.
Segundo Fábio Vieira, “são infraestruturas fundamentais para melhorar o acesso a uma das zonas agrícolas mais produtivas do concelho”.
“O desencravamento das zonas altas do concelho dos Mosteiros é um grande projecto. Temos de assumi-lo como bandeira deste Governo”, afirmou Francisco Carvalho, indicando que os recursos para a execução das obras deverão ser inscritos nos próximos orçamentos, de acordo com uma nota publicada na página do Governo.
Segundo a mesma fonte, a melhoria das ligações rodoviárias deverá beneficiar directamente os produtores de café, frutas e outros produtos agrícolas, permitindo o seu transporte em melhores condições para os mercados.
A expectativa é também reduzir as perdas de produção, estimadas em cerca de 30 toneladas de frutas por ano.
No encontro, a ministra da Agricultura, Eveline Ramos, anunciou que o programa Pró-Água, financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), deverá beneficiar a ilha do Fogo com acções destinadas a acrescentar valor aos produtos agropecuários.
O ministro da Economia, António Baptista, garantiu igualmente a implementação de projectos integrados para valorizar toda a cadeia produtiva, incluindo a transferência de competências que permitam avançar para a transformação industrial dos produtos agrícolas.
Na área da habitação, Fábio Vieira destacou os ganhos alcançados no sector da educação, mas apontou a habitação social como um dos principais desafios do município.
O ministro das Infraestruturas garantiu que os Mosteiros serão contemplados pelo novo programa Casa para Todos e terão acesso a verbas destinadas à reabilitação de residências.
Conforme ainda a fonte deste jornal, o autarca alertou ainda para problemas ambientais, apontando o que classificou como “um grande atentado ambiental” na zona da Baleia, relacionado com a extracção de inertes por uma empresa privada para utilização na construção civil.
A Associação Bons Amigos prepara novas respostas para a população animal, incluindo um sistema de identificação e registo, serviço de urgência e reforço dos programas de castração e sensibilização, anunciou o presidente da associação.
O responsável considera que a identificação poderá facilitar também o acompanhamento sanitário dos animais, nomeadamente através de lembretes relactivos à vacinação e desparasitação.
Madueno Cardoso apontou o estabelecimento de parcerias com instituições públicas como uma das prioridades para dar continuidade à iniciativa.
Entre as novidades está a criação de um sistema de registo e identificação dos animais, com recurso a "microship".
A medida deverá permitir reunir informação sobre os animais com dono, o seu estado sanitário e outras necessidades de acompanhamento.
Segundo Madueno Cardoso, a Associação Bons Amigos mantém conversações com a Câmara Municipal da Praia para avançar com esta iniciativa, com a perspectiva de implementação no início do próximo ano.
“É importante registar e identificar, porque precisamos de saber quantos animais existem, onde estão e qual é o estado de cada um”, sustentou.
O responsável considera que a identificação poderá facilitar também o acompanhamento sanitário dos animais, nomeadamente através de lembretes relactivos à vacinação e desparasitação.
A associação mantém quatro linhas principais de intervenção: castração, desparasitação e controlo de zoonoses, sensibilização e consciencialização da população, além do registo e identificação dos animais.
No âmbito da castração, Madueno Cardoso indicou que a organização já castrou esse ano 700 animais, através do seu programa, e estimou uma intervenção anual na ordem dos 1.500.
O responsável relaciona a redução da população animal errante com o aumento da procura por adoção.
Segundo relatou, a associação passou a ter listas de espera de pessoas interessadas em acolher cães e gatos, realidade que, de acordo com a sua experiência, “não era habitual anteriormente”.
As adoções são acompanhadas através de uma ficha própria, que permite à organização manter contacto com os novos proprietários e acompanhar os cuidados prestados aos animais.
Outra novidade anunciada pela Associação Bons Amigos passa pela criação de um sistema de atendimento de urgências.
A proposta prevê uma plataforma onde o cidadão possa comunicar uma situação urgente.
O pedido deverá chegar a um técnico ou veterinário, que avaliará o caso e encaminhará o animal para uma clínica ou, quando necessário, procurará assegurar assistência no local.
“Queremos criar um sistema de urgência em que a pessoa possa comunicar o caso, para que um técnico ou veterinário faça a triagem e encaminhe a situação”, avançou.
Contudo, a concretização do serviço dependerá de recursos humanos, transporte e financiamento.
O presidente da associação sublinhou que uma resposta permanente exige meios para assegurar atendimento, deslocações e tratamento veterinário.
Nesse sentido, Madueno Cardoso defendeu uma articulação entre a Bons Amigos, a Câmara Municipal da Praia, o Ministério da Agricultura e outras entidades, incluindo os bombeiros.
Para este responsável, a definição das responsabilidades de cada parceiro será essencial para garantir uma resposta sustentável.
A associação prepara ainda acções de sensibilização destinadas a pessoas que pretendem adquirir ou adotar animais, com atenção especial aos cães de maior porte.
O programa deverá abordar comportamento, saúde e bem-estar animal e pretende ajudar os futuros proprietários a avaliar se possuem condições para assumir a responsabilidade por determinado cão.
Madueno Cardoso deu como exemplo os cães de grande porte e os animais classificados como potencialmente perigosos, defendendo que os proprietários precisam de conhecer as características e necessidades dos animais antes de os levar para casa.
A Associação Bons Amigos prevê também desenvolver actividades de sensibilização no âmbito do Dia Mundial dos Animais, celebrado a 04 de Outubro, com acções dirigidas à população.
Segundo o presidente da organização, o objectivo passa por melhorar o conhecimento sobre cuidados, comportamento, saúde e bem-estar dos animais e incentivar uma relação mais responsável entre proprietários e animais.
As Jornadas das Vocações para a Matemática pretendem reforçar a iniciação científica, despertar vocações e demonstrar a importância da disciplina, afirmou esta quarta-feira o professor de Matemática da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), Nilson Moreira.
A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni-CV realiza hoje e quinta-feira, 03, no Campus do Palmarejo Grande, as Jornadas das Vocações para a Matemática, enquadradas no programa vocações para a matemática em Cabo Verde, financiadas pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Em declarações à imprensa, Nilson Moreira explicou que a iniciativa surge na sequência de um programa de iniciação científica destinado a estudantes de Matemática, Engenharia e outros cursos com “uma forte componente” matemática.
Segundo o docente, os estudantes seleccionados desenvolvem, durante nove meses, projectos de investigação sob orientação de professores, recebendo igualmente uma bolsa durante este período.
“O objectivo principal é dar aos nossos estudantes mais bases para poderem fazer investigação em Matemática”, disse, sublinhando que a disciplina está presente em praticamente todos os domínios e constitui uma “ferramenta fundamental para a resolução de problemas do quotidiano”.
As jornadas vão permitir a apresentação de projectos nas áreas da Matemática pura e aplicada, Estatística e outras especialidades, reunindo professores, investigadores e estudantes em torno de conferências e trabalhos científicos.
Nilson Moreira sublinhou ainda a presença de temas ligados às novas tecnologias, nomeadamente à inteligência artificial, e lembrou que por detrás destas ferramentas existe uma “forte componente de Matemática e Estatística”.
“Queremos mostrar que a Matemática está incutida em muitas das coisas que fazemos”, afirmou, pelo que, sintetizou, é necessário contrariar a ideia, ainda muito presente na sociedade, de que a Matemática é uma disciplina necessariamente difícil.
Para o professor da Uni-CV, esta percepção, transmitida muitas vezes desde os primeiros anos de escolaridade, pode afastar crianças e jovens da área e contribuir para o reduzido número de estudantes que optam por cursos matemáticos.
A Uni-CV dispõe de uma licenciatura em Matemática com vertentes de ensino e Matemática Aplicada.
Segundo Nilson Moreira, os diplomados em Matemática Aplicada têm registado uma “elevada empregabilidade”, encontrando oportunidades em instituições públicas e privadas, banca e seguradoras.
“Todos os alunos que saíram de Matemática Aplicada no último ano lectivo conseguiram emprego”, realçou.
Considerou, contudo, que o país necessita de formar mais quadros nesta área para responder às suas necessidades de desenvolvimento.
As Jornadas das Vocações para a Matemática incluem seis conferências e sete apresentações de trabalhos desenvolvidos por estudantes das licenciaturas em Matemática e diferentes áreas de Engenharia.
A nota de 2.000 escudos, emitida em 2024 pelo Banco de Cabo Verde (BCV) em homenagem à cantora Cesária Évora foi eleita “Melhor Nota Africana em Circulação de 2026” no concurso internacional Best African Circulating Banknote 2026, promovido pela organização IBNS Mosaic.
De acordo com o BCV, o concurso de Melhor Nota Africana em Circulação é uma iniciativa anual do IBNS Mosaic, uma divisão da International Bank Note Society.
A iniciativa, segundo a mesma fonte, visa destacar e reconhecer notas de excelência atualmente em circulação no continente africano.
A edição de 2026 reuniu notas de 42 países africanos e foi realizada em duas etapas. A nota de 2.000 escudos de Cabo Verde consegui avançar com sucesso em ambas as fases, alcançando 80,85 pontos, conquistando assim, o primeiro lugar geral.
“Esta conquista reconhece as notáveis qualidades artísticas, culturais e técnicas da nota, bem como os esforços do Banco de Cabo Verde em refletir a história, o património e a identidade nacional do país por meio da sua moeda”,disse o Diretor Regional da IBNS # 5, Serhiy Trushyn, conforme referiu o BCV.
Porto Novo comemora hoje o Dia do Município, feriado municipal, efeméride que coincide com o 64.º aniversário de criação deste concelho, com 558 quilómetros quadrados, representando dois terços da ilha de Santo Antão.
O concelho do Porto Novo foi criado em 1962, através do diploma legislativo ministerial, publicado no Boletim Oficial de Cabo Verde número 35, de 02 de Setembro de 1962, assinado pelo então ministro do ultramar, Adriano Moreira.
As actividades que assinalam esta data simbólica para os porto-novense, começaram, segundo a Inforpress, com o festival de música da praia de Curraletes, prosseguiram com uma corrida de cavalos e apresentação de algumas literárias, culminando hoje com a sessão solene da Assembleia Municipal do Porto Novo.
Além do Dia do Município e dos 64 anos de criação deste concelho, o dia 02 de Setembro marca ainda os 21 anos de elevação da então vila do Porto Novo à condição de cidade.
O concelho do Porto Novo foi criado em 1962, através do diploma legislativo ministerial, publicado no Boletim Oficial de Cabo Verde número 35, de 02 de Setembro de 1962, assinado pelo então ministro do ultramar, Adriano Moreira.
Com este diploma, extinguiu-se o posto administrativo do Porto Novo, parte integrante do concelho do Paul, e foi criado o concelho da terceira classe com o mesmo nome, uma medida justificada pela difícil orografia de Santo Antão e ainda com a conclusão do cais acostável, precisamente, precisamente em 1962.
Para a fonte deste jornal, a abertura ao trânsito da estrada Porto Novo – Ribeira Grande, via montanha, que viria a acontecer em 1963, foi outro argumento avançado pelo então ministro do Ultramar para justificar a criação do concelho do Porto Novo.
O Dia do Município do Porto Novo só a partir de 1993 passou a ser comemorado no dia 02 de Setembro, na sequência de uma deliberação da Assembleia Municipal, datada de Outubro de 1992.
Até à data, os porto-novenses só comemoravam o dia de São João Baptista, santo padroeiro do concelho, a 24 de Junho.
Porto Novo possui pouco mais de 16 mil habitantes, representando cerca de 44 por cento (%) da população de Santo Antão.
Dados mais recentes a que a Inforpress teve acesso apontavam para a existência no concelho de 5.084 agregados familiares, sendo a maioria da população de sexo masculino, ou seja, 52.7%.
A nível das condições de vida, 96% da população tem acesso à electricidade e 85% se abastece de água a partir da rede pública, sendo que 82,8% utiliza casas de banho.
Os taxistas da Ribeira Grande pediram hoje o prolongamento, até Dezembro, do prazo para uniformização visual das viaturas, alegando falta de oficinas disponíveis e escassez de mão-de-obra para executar os trabalhos antes de 01 de Outubro.
“Sabemos que temos de cumprir a lei e queremos fazê-lo, mas, perante estas condições, dificilmente conseguiremos uniformizar os táxis até 01 de Outubro”, avisou.
O presidente da Associação dos Taxistas da Ribeira Grande (ATRG), Vitorino Monteiro, disse hoje à Inforpress que os profissionais estão a viver um momento de “grande preocupação”, uma vez que, apesar da intenção de cumprir a determinação, não encontram condições na ilha para proceder à mudança de cor das viaturas dentro do prazo estabelecido.
Segundo explicou, inicialmente os taxistas tinham até 01 de Junho para efectuar a uniformização, mas, após contactos com o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, o prazo foi prolongado até 01 de Outubro.
Vitorino Monteiro adiantou que chegou a solicitar à autarquia algum apoio financeiro, sobretudo para os profissionais cujas viaturas não possuem a cor aprovada, mas a edilidade alegou limitações financeiras.
“Compreendemos a situação da câmara e o prazo foi prolongado para que pudéssemos criar alguma economia e suportar as despesas, mas agora o problema é outro, não encontramos oficinas com disponibilidade para fazer o trabalho”, explicou.
Segundo este dirigente associativo, sete taxistas no concelho precisam ainda de pintar as respectivas viaturas e têm encontrado dificuldades para conseguir vaga nas oficinas.
Vitorino Monteiro afirmou ter contactado oficinas na Ribeira Grande e noutros concelhos de Santo Antão, mas a resposta tem sido praticamente a mesma, falta de mão-de-obra e existência de várias viaturas em fila de espera.
“Sabemos que temos de cumprir a lei e queremos fazê-lo, mas, perante estas condições, dificilmente conseguiremos uniformizar os táxis até 01 de Outubro”, avisou.
O responsável avançou ainda que a situação está a provocar desânimo entre os profissionais e que alguns taxistas já admitem vender as viaturas ou abandonar a actividade perante as dificuldades e os encargos associados ao processo.
Neste sentido, a associação pretende reunir-se com a Câmara Municipal da Ribeira Grande, a Direcção-Geral dos Transportes Rodoviários (DGTR) e a Polícia Nacional para solicitar um novo alargamento do prazo.
Vitorino Monteiro defendeu que a data limite seja transferida para o final do ano.
Caso não seja encontrada solução na ilha, a mesma fonte assegurou, que os taxistas estão disponíveis para deslocar as viaturas a São Vicente para proceder à pintura, apesar dos custos adicionais que essa alternativa representa.
“Mesmo que fique mais caro, se a solução for levar os carros para São Vicente, teremos de fazê-lo. O que pedimos é tempo para encontrarmos uma solução”, frisou.
A Inforpress percorreu algumas oficinas do concelho da Ribeira Grande e encontrou duas em funcionamento, cujos responsáveis confirmaram dificuldades relacionadas com a falta de mão-de-obra.
Hélder, responsável por uma das oficinas, explicou que já tem taxistas em lista de espera, mas admitiu não conseguir concluir os trabalhos dentro do prazo, devido ao número de viaturas que aguardam reparação e à insuficiência de trabalhadores.
Também Valdir, responsável por uma oficina em Coculi, confirmou que a escassez de profissionais no ramo está a condicionar a capacidade de resposta.
Segundo o responsável, existe procura e vários clientes aguardam pelos serviços, mas as oficinas não conseguem dar vazão aos trabalhos, precisamente por falta de mão-de-obra disponível.
Contactado pela Inforpress, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Armindo da Luz, reconheceu as dificuldades enfrentadas pelos taxistas, sobretudo devido à escassez de oficinas e de mão-de-obra disponível para efectuar, dentro do prazo, as adaptações exigidas às viaturas.
O autarca assegurou que, caso se revele necessário, a câmara está disponível para prolongar o prazo de uniformização até ao final do ano, sublinhando que a intenção da edilidade “não é prejudicar os taxistas, nem criar constrangimentos” ao exercício da actividade.
Armindo da Luz explicou, contudo, que a ATRG deverá apresentar um pedido formal à câmara municipal, devidamente fundamentado nas dificuldades das oficinas em responder à procura, para que a eventual prorrogação do prazo possa ser analisada.
Segundo o presidente, a prioridade da autarquia continua a ser garantir a uniformização das viaturas e a melhoria do serviço de táxi no concelho, em conformidade com a legislação aprovada.
A capital italiana vai homenagear o líder histórico da libertação de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, Amílcar Cabral, com a inauguração de um jardim com o seu nome na área de Ostiense, em S. Paolo. A cerimónia oficial decorrerá no próximo dia 12 de setembro, às 10h00 (hora local), data que assinala o aniversário do nascimento do nacionalista africano, integrando o seu legado político, histórico e intelectual no espaço público da cidade.
O novo "Jardim Amílcar Cabral" está localizado na Via Corinto, próximo do Mercato Ostiense. O espaço pretende funcionar como um tributo permanente à memória de um homem cuja ação marcou profundamente a história do continente africano e a afirmação da identidade e liberdade dos seus povos.
Conforme a nota enviada a asemanaonline, a iniciativa conta com a forte mobilização da comunidade cabo-verdiana local, articulada através da associação Tabanka Onlus, que visa transformar o evento num momento de união e celebração entre Cabo Verde, Guiné-Bissau, Itália e a diáspora.A organização prevê a presença de representantes institucionais, associações e membros da comunidade africana.
Esta homenagem evoca também a ligação histórica entre Itália e os movimentos de libertação, destacando-se o trabalho da fotógrafa italiana Bruna Polimeni. Em 1972, Polimeni acompanhou Cabral nas zonas libertadas, registando em imagens momentos decisivos da luta armada que hoje servem como um testemunho visual essencial para a preservação desta memória histórica.
A ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas defendeu esta terçaterça-feira um balanço crítico e construtivo de uma década de planeamento estratégico para garantir a segurança alimentar e reduzir a pobreza.
Eveline Ramos fez estas considerações na cerimónia de abertura do ateliê de validação técnica do relatório de avaliação do plano nacional de investimento agrícola, segurança alimentar e nutricional (PNIASAN) 2015/2025 e debate para o futuro 2026/2035, destacando a parceria da CEDEAO e da FAO no processo.
O evento reúne, no país, parceiros internacionais e representantes do sector para um balanço do caminho percorrido e a projecção do futuro do desenvolvimento rural em Cabo Verde.
Durante o seu discurso de abertura, a governante defendeu que o encontro constitui um momento fundamental de reflexão crítica e construtiva sobre os resultados alcançados, os constrangimentos enfrentados e as lições aprendidas ao longo da implementação do plano.
Iniciado em 2015 e validado tecnicamente em 2018, o PNIASAN foi desenhado, segundo a ministra, como uma oportunidade ímpar para promover a concertação nacional.
Lembrou ainda que o plano vai além das componentes estritamente técnicas da agricultura e da produção alimentar, uma vez que, no ambiente rural, a abordagem integrou dimensões transversais essenciais para a resiliência e a nutrição face às vulnerabilidades do país.
“O objectivo estratégico global estabelecido pelo plano mantém-se focado no aumento sustentável dos rendimentos e dos meios de subsistência da população cabo-verdiana. Através da criação de oportunidades económicas rentáveis, inclusivas e equitativas, o programa visa garantir a redução da pobreza e o reforço da segurança alimentar e nutricional em todo o território”, disse.
Afirmou também que, ao assumir a agricultura, o desenvolvimento rural e as pescas como sectores estratégicos para a transformação económica e social de Cabo Verde, o Governo fê-lo com plena consciência de que os desafios do desenvolvimento exigem respostas integradas, inovadoras e sustentáveis.
Neste particular, avançou que a vulnerabilidade climática do país, a escassez e irregularidade dos recursos hídricos, a pressão sobre os recursos naturais e os efeitos das alterações climáticas, bem como as exigências crescentes dos mercados nacionais, regionais e internacionais, impõem a necessidade de reforçar a capacidade de adaptação, inovação e resiliência.
“Esses desafios exigem uma abordagem assente numa maior integração regional e no reforço da cooperação no quadro da política agrícola comum da África Ocidental, em estreita articulação com as prioridades nacionais e com os novos desafios e orientações estratégicas definidos no programa do Governo”, acrescentou.
Para Eveline Ramos, o futuro da agricultura cabo-verdiana exige visão, determinação e capacidade de inovação, sobretudo na colocação dos agricultores e das comunidades rurais no centro das políticas e estratégias de desenvolvimento.
Além da validação do PNIASAN 2015/2025, os participantes no ateliê vão discutir os desafios para os anos 2026/2035 nos domínios da agricultura, segurança alimentar e nutricional e pescas.
A Académica do Porto Novo tem em marcha o projecto “Motor de oportunidades: Formação e inserção dos jovens no mercado de trabalho”, que tem o propósito de criar oportunidades aos jovens, informou hoje esta agremiação desportiva.
O presidente da Associação Académica do Porto Novo, Nelson Bartolomeu explicou que o projecto, lançado esta quarta-feira, partiu da necessidade de se criar oportunidades aos jovens de Santo Antão através de formação, contribuindo para a sua fixação na ilha.
Este líder desportivo avançou que o projecto consiste precisamente na realização de uma formação de 15 condutores profissionais de veículos, proporcionando a esses jovens (nove homens e seis mulheres) a oportunidade de trabalhar em Santo Antão.
O êxodo dos jovens tem levado o défice de profissionais nos diferentes sectores em Santo Antão e a Académica do Porto Novo pretende, com este projecto, financiado pela Embaixada de Portugal, através do Instituto Camões, ajudar a combater este fenómeno, que ameaça o futuro de Santo Antão.
Nelson Bartolomeu acredita que, com esta formação, que decorre até Dezembro, a Académica está a preparar os 15 jovens para suprir a carência de profissionais neste domínio e contribuir para a sua fixação no município.
“Precisamos criar oportunidades para os jovens se fixarem em Santo Antão e a Associação Académica do Porto Novo, no âmbito da sua responsabilidade social, quer contribuir para isso, trabalhando de mãos dadas com as câmaras municipais e demais instituições”, notou este responsável.
Este projecto, prontamente abraçado pela cooperação portuguesa, através da Embaixada do Portugal e do Instituto Camões, insere-se nesta estratégia de criar oportunidades para os jovens santantonenses.
A formação inclui um estágio em algumas empresas, segundo Nelson Bartolomeu, que informou que a Académica vai trabalhar com os diversos parceiros para uma melhor inserção destes jovens no mercado de trabalho.
A edil do Porto Novo, Elisa Pinheiro, que presidiu à abertura da formação, felicitou a Académica por esta “oportuna e excelente iniciática”, enaltecendo a preocupação da Associação Académica do Porto Novo em abraçar esta causa de encontrar formas de fixar os jovens neste concelho.
Segundo a autarca, a câmara municipal é parceira da Académica neste projecto, prometendo trabalhar com esta instituição desportiva na criação das oportunidades com vista a reter os jovens neste município.
A formação vai ser dirigida pela Escola de Condução Auto Drive, cujo director, Luís Sousa, felicitou a Académica pelo projecto.
O Projecto Destino Fogo abriu um concurso para atribuir seis subvenções a organizações da sociedade civil da ilha, destinadas a acções de requalificação e valorização territorial nos municípios de São Filipe, Mosteiros e Santa Catarina.
O apoio pretende promover a valorização do património cultural, a requalificação de espaços públicos com potencial turístico, a promoção territorial e a protecção ambiental, além de reforçar as capacidades das organizações da sociedade civil na gestão das iniciativas.
Cofinanciado pela União Europeia e implementado pela Cospe, em parceria com a Associação Projecto Vitó, Associação Cabo-verdiana de Luta Contra Violência Baseada no Género (ACLCVBG), Rede Laço Branco, FG-Turismo e Associação Italiana de Turismo Responsável, o projecto conta ainda com a participação das três câmaras municipais da ilha.
De acordo com o anúncio do concurso serão atribuídas duas subvenções por município, articuladas com intervenções em curso no bairro de Beltchês (São Filipe), Praia Guenti (Mosteiros), e Fajã Solar e Sustentável (Santa Catarina do Fogo).
Cada projecto poderá receber até cinco mil euros, sem necessidade de cofinanciamento, com um prazo máximo de execução de três meses.
Podem candidatar-se organizações da sociedade civil com presença activa comprovada no respectivo município há pelo menos seis meses.
As propostas devem ser acompanhadas de formulário preenchido, orçamento detalhado e documentação da associação, incluindo registo, NIF, histórico e identificação dos membros da direcção e o prazo para submissão termina a 10 de Setembro.
O apoio pretende promover a valorização do património cultural, a requalificação de espaços públicos com potencial turístico, a promoção territorial e a protecção ambiental, além de reforçar as capacidades das organizações da sociedade civil na gestão das iniciativas.
Entre as actividades elegíveis estão a vedação ecológica de encostas, paisagismo e sombreamento, pinturas artísticas e decorativas para melhoria urbana e acções de visibilidade e animação envolvendo comunidades e jovens (Mosteiros), requalificação de espaços para eventos/feiras, construção de estruturas de exposição/venda e animação comunitária (São Filipe e Santa Catarina do Fogo).
Nos Mosteiros, as propostas deverão estar ligadas à requalificação da orla marítima da Praia Guenti, na cidade de Igreja, que pretende transformar uma zona costeira subutilizada num espaço público multifuncional, atractivo e integrado no tecido urbano.
A intervenção incorpora também medidas de protecção e vigilância devido à importância da área como ponto de desova de tartarugas marinhas.
Em Santa Catarina do Fogo, o apoio estará associado à requalificação da Baía de Fajã, incluindo a melhoria da casa dos pescadores, instalação de sistema fotovoltaico, capacitação comunitária e valorização de espaços para feiras e promoção do património cultural.
Valorizar a infraestrutura para acolhimento turístico sustentável e diversificação de rendimento da comunidade, requalificar espaço público para eventos como feiras de promoção do património cultural e valorização territorial são outras intervenções.
Em São Filipe, as iniciativas deverão complementar a intervenção Beltchês + CulTurArt, que pretende transformar o bairro de Beltches numa referência cultural e turística, com melhoria do espaço público e estruturas para animação territorial, dando especial atenção a mulheres, jovens e famílias em situação de vulnerabilidade social.
O financiamento será disponibilizado em duas parcelas: 70% após a assinatura do contrato e os restantes 30% após a comprovação da utilização de pelo menos 80% da primeira parcela.
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