domingo, 05 julho 2026

A ATUALIDADE

Portugal: Mário Lúcio Sousa fala no impacto que os livros podem ter no mundo na apresentação do seu novel romance

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O escritor cabo-verdiano Mário Lúcio Sousa apresentou ao público de Lisboa o seu mais recente trabalho literário que deu o título “O livro que me escreveu”, falando no impacto que os livros podem ter no mundo.

O livro foi apresentado na noite desta sexta-feira, 19, numa das livrarias da capital portuguesa, tendo no final do evento, em declarações exclusivas à Inforpress, Mário Lúcio Sousa revelado as inspirações por trás dessa obra editada pelas publicações Dom Quixote.

“Foi assim, repentino, eu estava a ler o ‘100 anos de solidão’ de Garcia Marques, e de repente tive esse sentimento, e se esse livro nunca existisse? Foi a partir dali que veio a ideia de escrever um livro sobre um livro tão importante que desaparece”, explicou o autor

Em “O livro que me escreveu”, Sousa partilhou a inovação que traz com a obra, ao tornar o próprio livro protagonista da trama, algo diferente de suas obras anteriores, que exploravam temas históricos.

Mário Lúcio Sousa descreveu ainda esse trabalho como “completamente aberto à imaginação e à poesia”, em que ele cria factos, revelando sua necessidade de explorar sua “imaginação fértil” e destacando a importância da poesia, do amor e do riso em sua escrita.

“Porque a poesia é que torna este mundo habitável”, enfatizou Mário Lúcio, acrescentando que o “amor é fundamental” para guiar os pensamentos e as acções humanas, enquanto o riso “distingue as pessoas dos animais”.

Quando questionado sobre a capacidade dos livros de mudar o mundo, ele respondeu com convicção.

“Se eu não acreditasse, eu estaria a ser muito ignorante, porque o livro é que mudou o mundo”, disse, argumentando que os livros são guardiões do conhecimento humano e essenciais para a compreensão da história e da humanidade.

Mário Lúcio Sousa revelou ainda que o livro será apresentado no dia 02 de Maio no Tarrafal, sua terra Natal, e 06 de Maio na cidade da Praia, aproveitando para evidenciar o interesse que a obra tem despertado e expressou sua felicidade com a receptividade do público, antecipando, por isso, entusiasmo para as próximas apresentações já agendadas.

Para além de “O livro que me escreveu” o autor tem publicado outros romances, nomeadamente “O novíssimo testamento”, “A última lua de homem grande”, “O diabo foi meu padeiro” e “Biografia do língua”.

Também é autor de “Nascimento de um mundo” (poesia) “Sob os signos da luz” (poesia), “Para nunca mais falarmos de amor” (poesia), “Os trinta dias do homem mais pobre do mundo” (ficção) e “Vidas paralelas” (ficção).

Para além de escritor, em que já recebeu vários prémios e distinções, Mário Lúcio Sousa que também desempenhou as funções de Ministro da Cultura de Cabo Verde entre 2011 e 2026, é cantor, compositor e multi-instrumentista.

 

A Semana com Inforpress

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Miranda
12 days 23 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

jmn
15 days 9 hours

Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

Terra
19 days 13 hours

A nossa terra a muito que fazer sobre descriminação sobre essas matérias os nossos políticos estão a usar memórias d ...

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