quarta-feira, 01 julho 2026

A ATUALIDADE

Milhares protestam na África do Sul contra imigração ilegal. "Parem"

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Milhares de manifestantes protestaram esta terça-feira, 30, em várias zonas da África do Sul contra a imigração ilegal, um novo episódio da vaga xenófoba que já levou ao repatriamento de 25.000 imigrantes, dos quais 738 moçambicanos. Os manifestantes anti-imigração na África do Sul, nação vizinha de Moçambique, deram até esta terça-feira para todos os estrangeiros abandonarem o país e o Governo anunciou nos últimos dias restrições às políticas migratórias e o reforço da segurança. A Polícia sul-africana, temendo excessos, mobilizou-se em força por todo o país e, até ao momento, foi registado um número limitado de incidentes. Vários ajuntamentos também deram origem a cenas de forte tensão: em Germiston, perto de Joanesburgo, manifestantes tentaram invadir um recinto para expulsar estrangeiros, obrigando a Polícia a intervir. O dia ficou marcado por uma atividade reduzida nos grandes centros urbanos, onde muitas lojas permaneceram fechadas e o trânsito esteve muito condicionado. Na manifestação em Durban, foram exibidos cartazes onde se podia ler: "Parem de esconder os estrangeiros ilegais. Parem de os empregar e de lhes arrendar casa". "Tenho dificuldades em arrendar casa porque as rendas são muito altas, e os estrangeiros em situação irregular conseguem pagá-las porque vendem droga à nossa população", acusou Brightness Gumbi, de 48 anos, que gere uma pequena cantina num bairro de lata e participava na marcha. A África do Sul já viveu episódios violentos de cariz xenófobo, nomeadamente em 2008 e 2015, mas, de forma inédita, mais de 25.000 cidadãos de vários países africanos - Maláui, Zimbabué, Moçambique, Nigéria, Gana, entre outros - fugiram nas últimas semanas, sobretudo em autocarros fretados pelos seus países ou pela África do Sul. O movimento atual resultou em episódios de violência esporádica que causaram pelo menos 11 mortos - nove moçambicanos, um etíope e um malauiano - e em algumas cenas de saques a lojas geridas por estrangeiros. Discursando em Durban, uma das figuras do movimento e líder do grupo "March and March", Jacinta Ngobese-Zuma, prometeu organizar novas manifestações todas as quintas-feiras. "Nos próximos seis meses, queremos que o Governo se livre das pessoas que não se foram embora", lançou. Cerca de três milhões de estrangeiros, ou seja, 5,1% de população, vivem no país do antigo Presidente Nelson Mandela, segundo as estatísticas oficiais, atraídos por perspetivas de emprego na maior economia do continente. Esta nova vaga antimigrantes insere-se também no contexto eleitoral das autárquicas de 04 de novembro, que continuam a ser fortemente disputadas. "Há partidos políticos a fazer demagogia (...). Desfilam apresentando-se como anti-imigração", explicou à agência France-Presse (AFP) o politólogo Sandile Swana, citando, entre outros, os partidos MK do ex-Presidente Jacob Zuma e o Action SA. Por outro lado, as organizações anti-imigrantes culpam os imigrantes dos muitos males que assolam uma grande parte da população, como o desemprego em massa, acima dos 32%, a criminalidade galopante, o tráfico de droga e os serviços de saúde sobrecarregados.   A Semana com NM/Lusa

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Opiniões e Feedback

Miranda
9 days 3 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

jmn
11 days 13 hours

Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

Terra
15 days 17 hours

A nossa terra a muito que fazer sobre descriminação sobre essas matérias os nossos políticos estão a usar memórias d ...

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