segunda-feira, 29 junho 2026

A ATUALIDADE

Ilha do Sal: Utentes de Santa Maria revoltados com "centro de saúde de portas fechadas" após bebé de um mês quase morrer sem assistência

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Os moradores de Santa Maria, no Sal, manifestaram-se na sexta-feira indignados e abandonados face ao encerramento do Centro de Saúde local às 20:00, após um bebé de um mês ter estado quase a falecer à porta da instituição. Em declarações aos jornalistas, Rosianne Cruz, mãe da criança, relatou o sufoco e o pânico vividos na noite da última quarta-feira, quando se deparou com a estrutura de saúde trancada num momento crítico. "A minha bebé engasgou quando eu estava a amamentá-la. Tentei prestar-lhe os primeiros socorros em casa, mas naquele momento estava tão nervosa que não consegui e logo saí para o centro de Saúde, mas deparei com a porta fechada. Isso tem de mudar, porque são vidas", desabafou a mãe, visivelmente abalada, acrescentando que, no meio do nervosismo, foi obrigada a deslocar-se aos Espargos na tentativa de salvar a filha. A progenitora lançou um apelo ao Ministério da Saúde para que intervenha com carácter de urgência máxima. A revolta é partilhada por outros residentes.  Vladimir Boaventura, outro utente abordado, relembrou que já passou pela mesma situação após um acidente de trabalho e solidarizou-se com a dor daquela família.  O munícipe apontou o dedo à falta de resposta perante o crescimento da cidade e acusou as autoridades de falta de palavra. "O ex-ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, esteve aqui de visita a Santa Maria, viu o problema e prometeu que ia mudar o sistema para 24 horas. Mas saiu o Governo e não houve mudança nenhuma", denunciou, sublinhando que "a saúde não tem hora" e que a população paga os seus impostos para ter direito a assistência. O mesmo utente chamou a atenção para o contraste entre a riqueza gerada pelo turismo na cidade e a precariedade dos serviços básicos de saúde fornecidos aos cidadãos e aos visitantes. "Como é possível? Entram cerca de um milhão de turistas em Cabo Verde e creio que 80 por cento (%) estão em Santa Maria. Pagam as taxas no aeroporto, entra muito dinheiro. Esse dinheiro devia beneficiar Santa Maria, principalmente na saúde. Saúde é tudo na vida do pessoal. Trabalhar com um centro de saúde de portas fechadas é uma miséria", criticou. Os moradores advertem que a situação é insustentável e exigem que o posto de saúde passe a funcionar em regime de 24 horas antes que ocorra uma tragédia irreparável.  "Não se pode esperar que alguém morra para tomar medidas. É preciso agir antes", concluíram os entrevistados. A Inforpress continua a envidar esforços para obter uma reacção da Delegacia de Saúde do Sal, enquanto entidade responsável pela gestão das estruturas sanitárias na ilha, de forma a esclarecer as reclamações dos utentes e as directrizes sobre o horário de funcionamento daquela estrutura.  A Semana com Inforpress

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Miranda
7 days 6 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

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9 days 16 hours

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Terra
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