ATUALIDADE
Cabo Verde: fraca representação feminina no novo governo alvo de críticas
Em Cabo Verde, os partidos da oposição e a presidente da Rede das Mulheres Parlamentares criticam a fraca representação feminina no novo governo. A Rede de Mulheres Parlamentares Cabo-verdianas mostra que, enquanto na Assembleia Nacional, há avanços com o parlamento composto por 47 %, próxima de paridade 50 – 50 e presidido por uma mulher, no novo executivo há apenas três mulheres. A deputada, Lúcia Passos em declarações à televisão pública cabo-verdiana, mostrou-se defraudada com a fraca presença de mulheres no governo. "É claro que nós estamos de defraudados e nós gostaríamos tanto que o novo governo tivesse mais mulheres e que respeitasse o princípio da paridade", disse a deputada. Todos os partidos da oposição acusaram o novo primeiro-ministro, Francisco Carvalho, de manter jovens e mulheres afastados dos centros de decisão e o presidente da UCID, João Santos Luís, disse que o presidente do PAICV não cumpriu o compromisso assumido com os cabo-verdianos "De enxuto, o governo não tem absolutamente nada porque na verdade tinha sido prometido um governo enxuto, de 11 a 12 elementos, máximo 13 elementos, o que não se efectivou. Nós estamos perante um governo de 18 membros", disse o líder da UCID, lembrando que o PAICV criticou o anterior governo de 22 elementos, apelidando o executivo de Ulisses Correia e Silva de “governo gordo”. Em resposta às críticas o secretário geral do PAICV, Vladmir Silves Ferreira, salientou, em comunidade "a diversidade e a qualidade técnica, científica e humana dos membros escolhidos para integrar o governo", sublinhando "que se trata de personalidades de reconhecido mérito e com experiência em diversas áreas da vida pública, capazes de contribuir para uma governação orientada para o desenvolvimento nacional". A Semana com RFI
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