Ministério do Comércio chinês indicou que vai "avaliar e investigar" o enquadramento legal da operação, que envolveu a mudança da sede da Manus para Singapura antes da venda ao grupo.
A China confirmou esta quinta-feira que está a investigar a aquisição da plataforma chinesa de inteligência artificial Manus pela tecnológica norte-americanaMeta, num negócio avaliado em dois mil milhões de dólares (cerca de 1,7 mil milhões de euros).
O ministério do Comércio chinês indicou que vai "avaliar e investigar" o enquadramento legal da operação, que envolveu a mudança da sede da Manus para Singapura antes da sua venda ao grupo que detém o Facebook, Instagram e WhatsApp, segundo declarou o porta-voz da tutela, He Yadong, citado por órgãos de comunicação locais.
O responsável sublinhou que a China "apoia consistentemente as operações transfronteiriças e a cooperação tecnológica internacional das empresas", desde que realizadas "de acordo com as leis e regulamentos".
O jornal britânico"Financial Times" revelou que o negócio motivou um inquérito por parte das autoridades chinesas, num contexto em que Pequim tem apertado a vigilância sobre empresas que transferem operações para fora do país visando escapar ao escrutínio regulatório.
Segundo analistas, o Governo chinês utilizou mecanismos semelhantes de investigação para impedir a venda forçada do TikTok durante o primeiro mandato do Presidente norte-americano, Donald Trump.
Contudo, fontes próximas do processo indicaram que as autoridades não consideram o assistente de IA da Manus como uma "tecnologia vital", o que poderá reduzir a probabilidade de bloqueio da operação.
A semana com Expresso-pt







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