domingo, 05 julho 2026

A ATUALIDADE

Brava: Empreiteiros contestam venda de cimento no porto da Furna devido a custos acrescidos

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 
Empreiteiros da ilha Brava manifestaram hoje descontentamento com a forma como está a ser feita a venda de cimento no porto da Furna, que está a causar “grandes constrangimentos” e um “aumento significativo” dos custos.

Em declarações à Inforpress, o empreiteiro Napoleão de Pina disse que a empresa fornecedora de cimento na ilha “tem obrigado os empreiteiros” a adquirir o produto diretamente no porto, logo à chegada do navio, justificando que a quantidade descarregada não compensa o transporte para o armazém.

Segundo a mesma fonte, esta prática torna o custo da compra “ainda mais elevado”, uma vez que muitos empreiteiros são obrigados a alugar viaturas e a pagar fretes mais caros para o transporte do cimento até aos seus locais de trabalho.
 
“Para quem tem carro próprio, comprar cimento no armazém ou no porto da Furna não faz diferença, mas para nós que precisamos alugar um carro o custo torna-se muito mais elevado. Por isso estamos aqui para mostrar o nosso descontentamento e apelar à empresa distribuidora para que volte a vender o cimento no armazém”, afirmou.
 
Napoleão de Pina acrescentou que, por vezes, num único frete entre a Furna e Nossa Senhora do Monte chegam a pagar cerca de cinco mil escudos, mesmo quando a quantidade de cimento é reduzida.
 
O correcto, continuou, seria transportar o produto para o armazém, permitindo que todos possam comprar pequenas quantidades de forma mais acessível.
 
No mesmo sentido, o pedreiro Clarimundo da Lomba partilhou a mesma opinião, considerando que a situação está complicada, uma vez que para adquirir apenas um saco de cimento no porto da Furna é necessário alugar uma viatura e pagar valores a partir de mil escudos, ou mais, consoante o destino.
 
“A empresa distribuidora tem o seu armazém, por isso o justo seria vender a partir desse local, como sempre fez, e não obrigar os trabalhadores a comprar logo no porto, causando um custo adicional no transporte”, considerou.
 
Segundo o pedreiro, esta situação tem-se repetido com frequência, razão pela qual decidiram recorrer à comunicação social para expressar o seu descontentamento e apelar à normalização da venda de cimento o mais rapidamente possível.
 
A Inforpress tentou contactar a proprietária da empresa fornecedora de cimento na Brava, Dina Vicente, para se pronunciar sobre o assunto, mas o esforço não resultou.
 
A Semana com Inforpress

2500 Characters left


Colunistas

Opiniões e Feedback

Miranda
13 days 12 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

jmn
15 days 21 hours

Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

Terra
20 days 2 hours

A nossa terra a muito que fazer sobre descriminação sobre essas matérias os nossos políticos estão a usar memórias d ...

Pub-reportagem

publireport

Rua Vila do Maio, Palmarejo Praia
Email: asemana.cv@gmail.com
asemanacv.comercial@gmail.com
Telefones: +238 3533944 / 9727634/ 993 28 23
Contacte - nos