segunda-feira, 06 julho 2026

A ATUALIDADE

Macron reconduz o primeiro-ministro cessante Sébastien Lecornu

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

Sébastien Lecornu é o sexto primeiro-ministro do presidente francês Macron em dois anos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, reconduziu o primeiro-ministro cessante, Sébastien Lecornu, numa decisão chocante que pôs fim a dias de especulação e a intensas negociações com o objetivo de resolver o impasse político que se agrava no país.

O anúncio feito na sexta-feira à noite seguiu-se a consultas finais com representantes dos principais partidos políticos franceses.

O chefe de Estado reuniu os líderes partidários no Palácio do Eliseu no início do dia, com exceção dos da extrema-esquerda La France Insoumise (LFI) e da extrema-direita Rassemblement National (RN).

A reunião, disse o Eliseu no início do dia, "deve ser um momento de responsabilidade coletiva".

 A nomeação marca um momento crucial na presidência de Macron, que se estende até 2027.
 

Sem maioria na Assembleia Nacional e com críticas crescentes tanto da oposição como dentro das suas próprias fileiras, Macron tem pouca margem de manobra política.

 

A crise agravou-se no início desta semana quando Sébastien Lecornu se demitiu abruptamente na segunda-feira, poucas horas depois de ter anunciado o seu novo governo.

A sua saída chocante levou a novos apelos de figuras da oposição para que Macron se demitisse ou convocasse novamente eleições antecipadas. Já na noite desta sexta-feira, numa mensagem divulgada nas redes sociais, Lecornu escreveu que aceitava "por dever" a missão que lhe tinha sido confiada pelo presidente de "tudo fazer para dar a França um orçamento até ao fim do ano e responder aos problemas da vida quotidiana dos nossos patriotas".

"É preciso pôr um fim a esta crise política que exaspera os franceses e a esta instabilidade nociva para a imagem de França e os seus interesses", sublinhou.

 

A turbulência remonta à decisão surpresa de Macron, em junho de 2024, de dissolver a Assembleia Nacional. As eleições antecipadas que se seguiram deram origem a um parlamento à mercê da negociação, não deixando nenhum bloco político com maioria.

O novo primeiro-ministro enfrenta agora a difícil tarefa de navegar nessa mesma paisagem fraturada e aprovar o plano orçamental altamente controverso do próximo ano.

O orçamento para 2026 é uma questão urgente para a França, uma vez que o prazo para o apresentar termina a 13 de outubro.

A Semana com Euronews

2500 Characters left


Colunistas

Opiniões e Feedback

Miranda
13 days 21 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

jmn
16 days 7 hours

Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

Terra
20 days 11 hours

A nossa terra a muito que fazer sobre descriminação sobre essas matérias os nossos políticos estão a usar memórias d ...

Pub-reportagem

publireport

Rua Vila do Maio, Palmarejo Praia
Email: asemana.cv@gmail.com
asemanacv.comercial@gmail.com
Telefones: +238 3533944 / 9727634/ 993 28 23
Contacte - nos