sexta-feira, 26 junho 2026

A ATUALIDADE

Associação realça importância de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe partilharem experiências ambientais

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A Associação Amigos da Reserva da Biosfera da Ilha do Príncipe realçou este sábado a importância de Cabo Verde e Santo Tomé e Príncipe partilharem experiências e aprendizagens no domínio da protecção ambiental e da gestão sustentável dos ecossistemas.

Luizela Cabral, que representa a associação, falava à imprensa à margem da IV Conferência da Década do Oceano, realizada pela Presidência da República, na ilha do Fogo, 10 e 11, sob o lema “Unindo Saberes, Protegendo os Mares: Ciência Oceânica para Todos”.

“Mas o propósito aqui é protegermos as áreas costeiras marinhas e os nossos peixes, espécies dos peixes que nós temos, sabendo das informações dos painéis que estão aqui a ser apresentados, com certeza absorver algum conhecimento diferente que não temos lá na nossa ilha”, acrescentou.

Sublinhou que a conferência é uma oportunidade de intercâmbio de saberes e de reforço da cooperação entre países que enfrentam desafios semelhantes.

“Nós aprendemos tudo, no que tange à protecção e preservação, temos que absorver todos os conhecimentos, todas as experiências, todas as actividades que sejam benéficas para a nossa associação e vice-versa”, apontou.

Tendo em conta que a ilha toda é a Reserva da Biosfera da Unesco, explicou que a associação surgiu com o intuito de ajudar nas actividades da reserva e tem estado a desenvolver um trabalho na preservação e conservação das florestas, do ambiente e dos ecossistemas costeiros e marinhos, com especial enfoque na protecção dos mangais.

Segundo explicou, estas plantas têm um “papel fundamental” no equilíbrio ambiental, absorvendo três vezes mais carbono do que uma floresta normal e servindo de berçário natural para várias espécies marinhas.

“Mangais é uma planta de ecossistema húmida, que existe nas alas costeiras marinhas e que tem uma importância muito grande para o ambiente e as florestas, além disso, ela serve de berçário para os peixinhos, que vêm desovar nas costas e ela tem esse poder de servir como se fosse um ninho dos peixes para poder fazer as suas desovas”, explicou.

No entanto, referiu que o maior desafio da associação é a falta de financiamento, uma vez que se trata de uma organização de voluntários que depende de projectos e apoios pontuais para desenvolver as suas actividades.

Apesar das dificuldades, reafirmou o compromisso da associação em continuar a trabalhar pela preservação das áreas costeiras e marinhas da Ilha do Príncipe e pela sustentabilidade dos recursos naturais.

A Semana com Inforpress

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Opiniões e Feedback

Miranda
3 days 20 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

jmn
6 days 6 hours

Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

Terra
10 days 10 hours

A nossa terra a muito que fazer sobre descriminação sobre essas matérias os nossos políticos estão a usar memórias d ...

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