segunda-feira, 06 julho 2026

A ATUALIDADE

Praia: Taxista lança projeto-piloto para promover acessibilidade e inclusão social no transporte

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O taxista Nuno Semedo, conhecido como Titi, desenvolveu o projeto-piloto “Morabeza Inclusiva”, que pretende capacitar profissionais da área para melhor atender pessoas com deficiência, dependentes químicos e alcoólicos, promovendo a inclusão.

À Inforpress explicou que se trata de um projeto-piloto que pretende transformar o serviço de táxi na cidade da Praia numa ferramenta de inclusão social.

Segundo disse, a proposta prevê a formação de taxistas em áreas como acessibilidade, atendimento a pessoas com deficiência, dependência química e alcoolismo.

O projecto prevê quatro taxistas de cada zona, mas é essencial que sejam profissionais residentes e bem integrados nas suas comunidades.

A ideia nasceu da experiência pessoal do taxista, que trabalha nesta área desde 2012, que, ao longo desses anos, tem observado as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência no transporte urbano.

Segundo o taxista, a ideia ganhou força a partir da sua experiência no contacto diário com pessoas com deficiência, e, para responder a essa realidade, decidiu investir em formação na área da acessibilidade e passou a trabalhar diretamente com este público.

“Sou formado na acessibilidade na escola de condução Moderna e hoje trabalho em prol da inclusão social das pessoas com deficiência e trabalho maior parte com a Adevic”, afirmou.

Actualmente, o projecto conta já com o envolvimento do Comité Paralímpico e da Associação de Taxistas, tendo recolhido mais de 120 assinaturas de apoio. 

Em apenas dois meses, foi ainda criado um grupo com mais de 300 membros, o que demonstra, segundo Nuno Semedo, “a forte adesão da comunidade” à iniciativa.

“Peço a quem de direito para apoiar e engajar neste projecto sei que Cabo Verde vai ganhar e todos nós vamos ganhar”, sublinhou.

A meta, segundo a mesma fonte, é que “antes de Dezembro estejam concluídas pelo menos 30 formações de taxistas, 30 hiaces e 30 autocarros, sendo o foco inicial colocado no serviço de táxi”.

Neste momento, a equipa aguarda a aquisição de veículos adaptados e a validação das formações, com duração prevista de cerca de 45 dias, incluindo módulos de primeiros socorros em parceria com os Bombeiros Municipais.

Segundo o promotor, o orçamento para carros acessíveis ronda entre 15 e 20 mil contos, sendo que cada carro adaptado custa mais de 4 mil contos, pelo que está a ser procurado apoio junto de instituições governamentais e bancárias.

“Esse projeto não é só para nós, taxistas, mas para todo Cabo Verde, é uma causa que beneficia crianças, jovens e adultos, porque todos ganhamos com a inclusão”, destacou.

 

A Semana com Inforpress

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Miranda
14 days 2 hours

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16 days 11 hours

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