sexta-feira, 02 outubro 2026

São Vicente/Chuvas: Dupla de irmãos proprietária de seis táxis com perdas diárias de 30 mil escudos

Conforme contou João Valentim à Inforpress, dez dias depois da tempestade não tem a previsão de quando as viaturas regressam ao serviço, uma vez que ainda continuam o trabalho de limpeza dos táxis, que antecede a revisão da mecânica e da parte eléctrica.

Um dano que ainda não foi calculado, segundo a mesma fonte, pois, apesar de as viaturas terem sido regatadas, não se sabe o nível dos malefícios na mecânica e no sistema elétrico.

“Por enquanto só fizemos a limpeza no habitáculo com a remoção de cadeiras e forros”, completou, pois, quando derem entrada na oficina, vai ser “um mínimo de dez dias em reparações” no motor e parte eléctrica.

“Neste mês de Agosto dificilmente as seis viaturas voltarão à estrada”, vincou.

Conforme João Valentim, os seis táxis e mais três viaturas particulares de que são proprietários, encontravam-se parados, como habitualmente, na Rua de Coco, zona de confluência da torrente de água que chegou à zona baixa da cidade.

“Morámos uma rua acima da Rua de Coco e quando reparamos que a chuva estava a aumentar de intensidade saímos de casa e fomos tentar retirar as viaturas, mas a água estava alta e nós próprios tivemos que nos abrigar no edifício do tribunal”, contou João Valentim, pois a própria vida dos irmãos estava em risco.

Os proprietários, que empregam 12 condutores, aguardam ainda uma interacção com a seguradora, pois afirmam que todas as viaturas têm o seguro facultativo activo.

“Mas certo é que não tem seguro contra todos os riscos”, lamentou quem viu, ao todo, nove viaturas danificadas pela tempestade Erin, que devastou a ilha no dia 11.

Os estragos por toda a ilha provocados pela passagem da tempestade fizeram o Governo declarar situação de calamidade por seis meses em São Vicente, Porto Novo (Santo Antão) e nos dois concelhos de São Nicolau.

Além disso, foi anunciado um plano estratégico de resposta que contempla apoios de emergência às famílias, mas também às actividades económicas, com linhas de crédito com juros bonificados e verbas a fundo perdido, justificando a decisão com o "quadro dramático, excecional".

O Governo utilizará os recursos do Fundo Nacional de Emergência, criado em 2019 para responder a situações de catástrofes naturais ou impacto de choques económicos externos.

 

A Semana com Inforpress

Colunistas

Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
25 dias atrás 12 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
27 dias atrás 5 horas atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
29 dias atrás 11 horas atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport