quarta-feira, 08 julho 2026

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Independência/50 Anos: Unidade só se consegue a partir das "nossas diferenças e debates com elevação” – PR

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O Presidente da República, José Maria Neves, disse à Inforpress que, enquanto árbitro e moderador do sistema político, tem de insistir que a unidade só se consegue a partir das “nossas diferenças e debates com elevação”.

“Temos de continuar a insistir, a ser persistentes nesse apelo”, afirmou José Maria Neves, para quem não é pelo facto de, até esta sexta-feira se ter feito de uma forma, que se deve continuar a fazer da mesma maneira.

O Presidente tem insistido em apelar ao consenso entre os sujeitos políticos para entendimentos à volta de questões importantes para o País, mas sem resultados palpáveis.

“Temos de continuar a insistir e ser persistente nesse apelo”, afirmou o chefe de Estado, acrescentando que é na linha de que a “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura” que vai continuar a apelar aos políticos cabo-verdianos, para que o país saia a ganhar.

O Presidente da República fez estas considerações numa entrevista concedida à Inforpress, no quadro dos 50 anos da independência nacional, que se assinala no próximo dia 5 de Julho.

Na sua perspectiva, para, efectivamente, “cumprir Cabo Verde”, é importante repensar a forma como se debatem as políticas públicas, para que o país saia a ganhar.

“Debates não de pessoas, mas de ideias. Não de casos, mas de propostas para enfrentarmos os grandes desafios de Cabo Verde”, assegurou Neves.

A forma como as orlas costeiras têm sido ocupadas preocupa o Presidente José Maria Neves.

“A orla costeira, a forma como está sendo ocupada, é claro que é uma responsabilidade do Estado, mas as pessoas continuam impávidas e serenas, não têm espaços de indignação, não podem provocar debates sobre essas questões”, lamentou.  

Esses assuntos, continua o Presidente, “são tão importantes como a pobreza, as desigualdades, as ineficiências nos serviços da saúde, as ineficiências que nós temos ainda na educação, no planeamento em geral”, apelando a uma sociedade civil “mais autónoma e mais forte”.

“Precisamos de desestatizar a sociedade civil, e precisamos de mais debates, de mais espaços de justificação das políticas públicas, de mais espaços de contra-argumentação”, sublinhou o chefe de Estado, para quem esses elementos “são essenciais” para os tempos de hoje, “para podermos até responsabilizar os nossos representantes, no sentido das nossas questões serem efectivamente debatidas”.

Salientou que, na qualidade de Presidente da República, tem chamado a atenção para os desafios que ainda Cabo Verde enfrenta, nomeadamente baixos salários, baixos rendimentos, e “problemas ainda graves no domínio da habitação”.

“Temos desigualdades e é enquanto sociedade que nós devemos mobilizar-nos para enfrentar esses desafios que se colocam aos cabo-verdianos”, concluiu.

 

A Semana com Inforpress

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Opiniões e Feedback

Miranda
15 days 18 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

jmn
18 days 3 hours

Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

Terra
22 days 7 hours

A nossa terra a muito que fazer sobre descriminação sobre essas matérias os nossos políticos estão a usar memórias d ...

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