quarta-feira, 08 julho 2026

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Moçambique:Líder católico fala de força policial "aparentemente desproporcional" contra naparamas mortos no norte do país

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 O líder da igreja católica na província moçambicana de Nampula criticou hoje o recurso à força “aparentemente desproporcional” pela polícia num ataque em que cinco membros de grupo paramilitar naparamas foram mortos pelas autoridades no norte de Moçambique.

“O certo é que houve mortos e vários feridos em conexão com uma reação armada aparentemente desproporcional das forças da lei e ordem. Depois do ribombar das armas, um grande silêncio reinou sobre Mutuali, um grande silêncio, uma grande solidão. Um grande silêncio porque vários maridos foram mortos e as mulheres, com medo, não podiam chorar os seus maridos, filhos", declarou, na noite de sexta-feira, o arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure, durante a celebração da missa da Páscoa.

Pelo menos cinco membros do grupo designado Naparamas foram mortos, na quinta-feira, após tentarem atacar uma posição da polícia moçambicana no distrito de Malema, província de Nampula, avançou hoje a corporação naquele ponto do país.

“Os nossos padres em serviço na paróquia de Santa Teresa de Menino Jesus de Mutuali contam que, segundo os relatos da polícia local, houve cinco vítimas mortais, enquanto os populares, talvez por hipérbole, falam de 21 mortos”, disse o líder da igreja católica em Nampula.

Os naparamas são paramilitares moçambicanos que surgiram na década de 1980, durante a guerra civil, aliando conhecimentos tradicionais e elementos místicos no combate aos inimigos, atuando em comunidade.

Historicamente, os naparamas classificam-se como uma força que se organizou espontaneamente para a autodefesa da população perante a guerra e os seus elementos submetem-se a ritos de iniciação, destinados a dar-lhes alegada "proteção sobrenatural" que acreditam que os torna imunes, até a balas.

Em fevereiro, quatro supostos membros do grupo paramilitar naparamas foram mortos após confrontos com a Polícia da República de Moçambique (PRM) enquanto tentavam invadir um posto administrativo na província da Zambézia, centro do país, disse, na altura, fonte oficial.

Em 02 de janeiro, supostos elementos do grupo decapitaram um secretário de bairro no distrito de Murrumbala, na província da Zambézia, e colocaram a cabeça da vítima numa praça pública, disse à Lusa fonte policial.

Também na província de Nampula, a PRM atingiu a tiro sete membros do mesmo grupo que tentavam invadir um posto administrativo naquela província do norte do país, afirmaram, em 07 fevereiro, as autoridades policiais, sem confirmar se morreram.

Em 12 de fevereiro, o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, pediu ao novo vice-comandante-geral da PRM, Aquilasse Manda, para combater os ataques atribuídos ao grupo paramilitar naparamas, protagonizados na província da Zambézia, indicando que estes “tentam bloquear” vias vitais para o desenvolvimento do país.

A Semana com Lusa

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Miranda
15 days 19 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

jmn
18 days 5 hours

Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

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