Mais de 1,2 milhão de pessoas tinham acesso a água potável e saneamento na província de Niassa, norte de Moçambique, em 2024, segundo dados oficiais que apontam para um crescimento a rondar 40%.
De acordo com uma nota do Conselho Executivo Provincial de Niassa, consultada hoje pela Lusa, o número representa um aumento em 46,68% na cobertura de água potável e 38,40% no saneamento em zonas rurais da região.
Segundo as autoridades de Niassa, as melhorias constam do programa GoTAS, uma iniciativa de Governança em Água, Saneamento e Saúde, criado em 2014.
"Mas ainda enfrentámos desafios na sustentabilidade e gestão comunitária das infraestruturas", avançou o executivo provincial.
O GoTAS está atualmente na terceira fase, que teve início em 2022, com previsão para o fim em 2025, devendo beneficiar aproximadamente 653 mil pessoas em Moçambique.
O Conselho Executivo de Niassa, província com mais de 1,8 milhão de habitantes, avançou em dezembro passado que mais de 250 mil pessoas beneficiaram da terceira fase do programa GoTAS, financiado pela Suíça com 11,1 milhões de dólares (10,5 milhões de euros), para melhoria no acesso a água e saneamento.
Segundo as autoridades de Niassa, o programa construiu 117 furos de água e reabilitou cinco unidades sanitárias nos distritos de Mandimba, Sanga, Lago, Lichinga e Chimbunila, desde 2014 e já existe a previsão de investimento para 2025.
“Para 2025, um novo investimento de 853.625 dólares americanos [812 mil euros], irá expandir infraestruturas de água, saneamento e saúde”, explicou o governo provincial.
Em agosto, o ex-Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, afirmou que 63,6% da população, correspondente a 20 milhões de pessoas, já tinham acesso a água potável, contra uma cobertura de 51% em 2015.
A Semana com Lusa







Terms & Conditions
Report
My comments