quarta-feira, 30 setembro 2026

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Com fortes medidas de segurança, o agente da PN morto a tiros na Praia foi a enterrar, hoje,30, no Cemitério da Várzea. Muitas pessoas acompanharam o seu corpo - desde a sua residência à entrada de Quélém-Achada de Santo a António, passando pela Chã da Areia, Palácio do Governo e até ao Cemitério da Várzea - o povo rendeu assim uma justa homenagem ao Hamilton Morais. Foi referido por muitos dos presentes como um modelo de agente policial a seguir : amigo de pessoas, competente e sempre disponível para proteger os cidadãos, a ponto de ter perdido a vida durante uma diligência da Unidade de Piquete da PN.

Mas, conforme apurou este jornal no local, além de consternação geral, o ambiente entre os presentes era também de protesto, já que muitos exprimiram-se inconformados com o fato de o Tribunal da Comarca da Praia ter mandado, esta quarta-feira, para casa um dos suspeitos na morte do referido agente da PN.

Entretanto, em comunicado remetido ao ASemanonline, a Polícia Judiciária (PJ) esclareceu que dispensou o indivíduo que lhe tinha sido entregue pela Polícia Nacional na sequência das operações realizadas no bairro de Tira Chapéu, durante a qual foi assassinado o agente Hamilton Morais.

Sem explicar porque tomou tal decisão, a Polícia Judiciária acrescenta que, cumpridas as diligências as quais o indivíduo em causa estava sujeito, o mesmo foi dispensado, no mesmo dia, não tendo sido necessário sequer a sua apresentação ao Ministério Público. Desmentiu que o Tribunal tenha aplicado Termo de Identidade e Residência (TIR) ao referido cidadão, apresentado inicialmente pela PN como um dos suspeitos do crime referido que abalou a capital e o país em geral.

Crime e revolta da família

É de recordar que, por volta das 00:15 de terça-feira,29, o Serviço de Piquete da PN foi chamado, através do Centro de Comando, para intervir junto de dois indivíduos que se encontravam armados e em situação muito suspeita na zona de Tira Chapéu, na Praia.

“No local, ao se aperceberem da presença policial, os suspeitos puseram-se em fuga e, imediatamente, foram perseguidos, resultando dali disparo de armas de fogo, que terá atingido o agente de primeira classe, Hamilton Morais, que foi socorrido imediatamente pelos colegas e transportado para o Hospital Agostinho Neto, onde viria a falecer, momentos depois”, refere o comunicado.

A PN informou que diligências vêm sendo feitas no sentido de se compreender “com exactidão” as circunstâncias em que ocorreu a tragédia. A autópsia do cadáver foi realizada e o enterro dos restos mortais do agente aconteceu esta quarta-feira,30.

O indivíduo capturado já em liberdade, segundo informações, tem um “longo cadastro” policial, marcado por várias passagens pela polícia e já foi inclusive recluso na cadeia de São Martinho.

Segundo a PN, o agente Hamilton era um profissional “exemplar, dedicado e muito querido” pelos seus colegas e amigos. Estava na corporação havia 16 anos, tendo trabalhado na ilha da Brava e na Praia - Santiago.

Em comunicado, a Polícia Nacional lamentou profundamente a perda deste colega e “excelente profissional” que foi o agente Hamilton Morais e endereçou à família enlutada as mais sentidas condolências.

Já o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, reagiu, a este caso com muita “consternação e preocupação”, durante a sessão parlamentar desta semana.

A família do policial, por sua vez, encontra-se revoltada e a pedir que se faça a justiça, identificando e julgando os autores deste crime de sangue, que abalou a Capital e Cabo Verde em geral. O coletivo do ASemanaonline apresenta as suas sentidas condolências à família de Morais e à Polícia Nacional.

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 15 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 8 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 14 horas atrás

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