quarta-feira, 29 julho 2026

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Com fortes medidas de segurança, o agente da PN morto a tiros na Praia foi a enterrar, hoje,30, no Cemitério da Várzea. Muitas pessoas acompanharam o seu corpo - desde a sua residência à entrada de Quélém-Achada de Santo a António, passando pela Chã da Areia, Palácio do Governo e até ao Cemitério da Várzea - o povo rendeu assim uma justa homenagem ao Hamilton Morais. Foi referido por muitos dos presentes como um modelo de agente policial a seguir : amigo de pessoas, competente e sempre disponível para proteger os cidadãos, a ponto de ter perdido a vida durante uma diligência da Unidade de Piquete da PN.

Mas, conforme apurou este jornal no local, além de consternação geral, o ambiente entre os presentes era também de protesto, já que muitos exprimiram-se inconformados com o fato de o Tribunal da Comarca da Praia ter mandado, esta quarta-feira, para casa um dos suspeitos na morte do referido agente da PN.

Entretanto, em comunicado remetido ao ASemanonline, a Polícia Judiciária (PJ) esclareceu que dispensou o indivíduo que lhe tinha sido entregue pela Polícia Nacional na sequência das operações realizadas no bairro de Tira Chapéu, durante a qual foi assassinado o agente Hamilton Morais.

Sem explicar porque tomou tal decisão, a Polícia Judiciária acrescenta que, cumpridas as diligências as quais o indivíduo em causa estava sujeito, o mesmo foi dispensado, no mesmo dia, não tendo sido necessário sequer a sua apresentação ao Ministério Público. Desmentiu que o Tribunal tenha aplicado Termo de Identidade e Residência (TIR) ao referido cidadão, apresentado inicialmente pela PN como um dos suspeitos do crime referido que abalou a capital e o país em geral.

Crime e revolta da família

É de recordar que, por volta das 00:15 de terça-feira,29, o Serviço de Piquete da PN foi chamado, através do Centro de Comando, para intervir junto de dois indivíduos que se encontravam armados e em situação muito suspeita na zona de Tira Chapéu, na Praia.

“No local, ao se aperceberem da presença policial, os suspeitos puseram-se em fuga e, imediatamente, foram perseguidos, resultando dali disparo de armas de fogo, que terá atingido o agente de primeira classe, Hamilton Morais, que foi socorrido imediatamente pelos colegas e transportado para o Hospital Agostinho Neto, onde viria a falecer, momentos depois”, refere o comunicado.

A PN informou que diligências vêm sendo feitas no sentido de se compreender “com exactidão” as circunstâncias em que ocorreu a tragédia. A autópsia do cadáver foi realizada e o enterro dos restos mortais do agente aconteceu esta quarta-feira,30.

O indivíduo capturado já em liberdade, segundo informações, tem um “longo cadastro” policial, marcado por várias passagens pela polícia e já foi inclusive recluso na cadeia de São Martinho.

Segundo a PN, o agente Hamilton era um profissional “exemplar, dedicado e muito querido” pelos seus colegas e amigos. Estava na corporação havia 16 anos, tendo trabalhado na ilha da Brava e na Praia - Santiago.

Em comunicado, a Polícia Nacional lamentou profundamente a perda deste colega e “excelente profissional” que foi o agente Hamilton Morais e endereçou à família enlutada as mais sentidas condolências.

Já o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, reagiu, a este caso com muita “consternação e preocupação”, durante a sessão parlamentar desta semana.

A família do policial, por sua vez, encontra-se revoltada e a pedir que se faça a justiça, identificando e julgando os autores deste crime de sangue, que abalou a Capital e Cabo Verde em geral. O coletivo do ASemanaonline apresenta as suas sentidas condolências à família de Morais e à Polícia Nacional.

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Comentários

Soares
17 dias atrás

Pobresa , palavra que precisa sair nosso dicionário.

Miranda
21 dias atrás

Boa sorte

Terra
11 dias atrás

Mesmo verdade roupa sujo tem que ser lavado dentro da casa para os que não sabe o que fala,

Pub-Reportagem

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