domingo, 16 junho 2024

Angola/Eleições: UNITA acusa porta-voz da CNE de falar numa auditoria que não existe

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O líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) afirmou este sábado que a auditoria anunciada aos cadernos eleitorais para as eleições não foi sujeita a concurso ou sequer debatida no plenário da Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

“Ontem [sexta-feira] o porta-voz da CNE quis-nos enganar [e disse] que foi feita uma auditoria. Não nos enganem, não somos mais crianças”, afirmou Adalberto Costa Júnior num comício hoje em Mbanza Congo, capital da província do Zaire.

“O governo está a ficar com medo. (...) O porta-voz da CNE disse aos jornalistas que a CNE já fez a auditoria ao ficheiro dos cidadãos que vão votar. Eu ouvi e disse: ‘que estranho’”, afirmou, recordando que contactou os representantes do partido no órgão.

Estes ter-lhe-ão respondido: “Nós somos comissários nacionais e não há auditoria nenhuma”, disse Adalberto Costa Júnior, salientando que “nenhum concurso público foi anunciado”.

Por outro lado, apenas “há cinco dias, a CNE colocou no seu site a lista com os cadernos eleitorais” quando a legislação impõe que esse prazo tem de ser um mínimo de 30 dias.

“E porque é que [a CNE] publicou?” – questionou aos militantes que o ouviam, respondendo logo de seguida: “Publicou porque os observadores [internacionais] estão aí”.

Adalberto Costa Júnior considerou que o partido governamental, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), se acha dono do país.

“Eles é que dizem que a governação é um direito. E dizem que quem quer alternância é um lunático”, afirmou, criticando as posições mais duras de dirigentes do MPLA sobre a UNITA.

E especulou sobre qual o real motivo desse discurso mais agressivo. “Diz a esses lunáticos que pensam que vão ganhar as eleições e que lhes vamos empurrar as forças de defesa e segurança para lhes tratar da saúde”.

“Mas não acreditamos, já não vai acontecer” uma ação violenta da polícia ou dos militares, responde o próprio Adalberto Costa Júnior a essa estratégia.

“O partido único pensa que é o dono das forças de defesa e de segurança”, mas estas “pertencem ao Estado, que é o povo”.

Na sexta-feira, a CNE anunciou que promoveu uma auditoria ao ficheiro que serviu de base à elaboração dos cadernos eleitorais e "oportunamente" vai tornar público o relatório.

Lucas Quilundo, que apresentou o local que vai funcionar como centro de divulgação dos resultados eleitorais, respondeu a algumas perguntas relativas a críticas que têm sido dirigidas à entidade, mas não esclareceu se o relatório será apresentado antes da data marcada para as eleições gerais.

A inexistência de uma auditoria tem sido criticada várias vezes pelo principal partido da oposição angolana, a UNITA, sem que a CNE se tivesse pronunciado sobre o relatório até ao momento.

"Muito brevemente o relatório de auditoria no Ficheiro Informático de Cidadãos Maiores [FICM] e a solução tecnológica para o apuramento dos resultados será tornado público", prometeu Lucas Quilundo, afirmando que o processo foi feito na sequência de um concurso público internacional promovido pela CNE, ao qual concorreram oito entidades nacionais e internacionais, tendo sido selecionado a Intellera como empresa responsável pela auditoria ao processo tecnológico das eleições gerais e do FICM. A Semana com Lusa

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Colunistas

Opiniões e Feedback

Antonio
19 days 17 hours

Que grande reflexão do Água Lusa!!! Bem enquadrado. Até os nascidos na era portuguesa não são valorizados.

Daniel Dias
23 days 21 hours

Coitado do Leão Vulcão. Perdeu o emprego.

liketerra
25 days 14 hours

A criminalidade Murdeira já é de muito tempo e inclui os proprios admnistradores condominio que mandam os guardas agridi

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