sábado, 19 abril 2025

I INTERNACIONAL

PAICV alerta para “perdas salariais e de direitos” com novo PCFR da classe docente

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O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) criticou hoje, na Praia, o novo Plano de Carreira, Funções e Remunerações (PCFR) dos professores, alertando para perdas salariais e de direitos anteriormente garantidos.

 

O secretário-geral esclareceu que docentes com oito anos de serviço deveriam ter direito a duas promoções, mas passarão a ter apenas uma, enquanto outros que teriam direito a quatro promoções ficarão com três.

Na questão salarial, o dirigente do PAICV criticou o facto de o salário inicial ficar fixado em 91 mil escudos, quando os professores esperavam um valor mínimo de 109 mil escudos, como ocorre com outros quadros especiais. 

Da mesma forma, o salário máximo na carreira docente será de 136 mil escudos, abaixo dos 156 mil inicialmente previstos.

 

 

A chamada de atenção foi feita pelo secretário-geral do partido, Julião Varela, em conferência de imprensa, que considerou que o Governo poderia ter ido “muito mais longe”, principalmente na questão salarial, já que foram criadas “grandes expectativas para os quadros especiais».

Segundo a mesma fonte, o Governo tem promovido o PCFR como um “melhor instrumento de todos os tempos”, mas sem apresentar “critérios claros” de comparação. 

O secretário-geral do maior partido da opsição lembrou que o último instrumento existente era o Estatuto da Carreira do Pessoal Docente, aprovado em 2015, mas nunca implementado.

O novo estatuto apenas inclui 54% dos professores, deixando 46% de fora”, afirmou, ressalvando que o novo regime elimina a promoção automática que existia no anterior estatuto, que previa progressões a cada quatro anos.

Outro ponto de crítica prende-se com a retirada da obrigatoriedade de incluir no Orçamento do Estado os recursos necessários para garantir o cumprimento do PCFR. 

“Deixa de ser obrigatório porque foi, simplesmente, retirado”, sublinhou, Julião Varela.

O PAICV também apontou alegadas perdas para os professores no quadro da transição, em que aqueles com direito a múltiplas promoções verão os seus benefícios reduzidos. 

O secretário-geral esclareceu que docentes com oito anos de serviço deveriam ter direito a duas promoções, mas passarão a ter apenas uma, enquanto outros que teriam direito a quatro promoções ficarão com três.

Na questão salarial, o dirigente do PAICV criticou o facto de o salário inicial ficar fixado em 91 mil escudos, quando os professores esperavam um valor mínimo de 109 mil escudos, como ocorre com outros quadros especiais. 

Da mesma forma, o salário máximo na carreira docente será de 136 mil escudos, abaixo dos 156 mil inicialmente previstos.

Segundo Julião Varela, os professores devem agora avaliar o novo estatuto e tomar posição sobre o impacto das mudanças na carreira docente.

A Semana com Inforpress

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So agora tem lei para coitados mais nao ha para os politicos onde esta decreto casa de banho publico e agua Nho meste bay jun ...

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