É oficial. A Polícia Jucidiciária (PJ) apresentou na tarde de hoje às autoridades judiciárias da Praia, para o primeiro interrogatório e respectivas medidas de caução, 20 detidos alegadamente envolvidos em tráfico de drogas e outros crimes graves. Da lista de presos constam 4 agentes da Polícia Nacional, 5 guardas prisionais e um alto dirigente da Administração Pública que, segundo outras fontes, é supostamente o atual presidente do Conselho da Administração do Hopsital Central Agostinho Neto. O Governo avisa, no entanrto, que “não vai proteger qualquer pessoa” que tenha cometido crimes.
«Os detidos, entre a casa dos 20 e a dos 60 anos, estão indiciados pela prática, em co-autoria, de crimes de tráfico de estupefacientes de alto risco, conversão, dissimulação e branqueamento de capitais, e associação criminosa, entre outros», pode-se ler no comunicado referido.
Em comunicado remetido ao ASemanaonline, a Polícia Judiciária informa que procedeu, no seguimento da Operação “Shark”, desencadeada pela instituição em julho deste ano, na manhã do dia 3 de novembro, à detenção fora de flagrante delito de 20 indivíduos, sendo 17 dos quais homens e três mulheres.
A detenção foi feita pela Direção Central de Investigação Criminal, através da Secção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes e Criminalidade Organizada.
Segundo a fonte deste jornal, entre os detidos, que foram localizados em diferentes bairros da capital, 4 são agentes da Polícia Nacional, 5 são guardas prisionais e um alto dirigente da Administração Pública, que supostamente é, conforme outras fontes, o atual presidente do Conselho da Administração do Hopsital Central Agostinho Neto.
«Os detidos, entre a casa dos 20 e a dos 60 anos, estão indiciados pela prática, em co-autoria, de crimes de tráfico de estupefacientes de alto risco, conversão, dissimulação e branqueamento de capitais, e associação criminosa, entre outros», pode-se ler no comunicado referido.
A PJ explica que, na sequência desta operação, que contou com a colaboração da PN e da direção da Cadeia Central da Praia, foi dado cumprimento a uma dezena de Mandados de Busca e Apreensão Domiciliária, promovidos pelo Ministério Público e emitidos pelo Juiz de Instrução Criminal.
Conforme a mesma fonte, no decurso das buscas, foram apreendidas:
Uma espingarda caçadeira;
Uma pistola de calibre 6,35 mm e várias munições;
Uma determinada quantidade de cannabis e respetivos derivados, bem como cocaína;
Produtos de corte, utilizados na confeção e utensílios de preparação e materiais utilizados no consumo de estupefacientes;
2 viaturas e diversos equipamentos eletrónicos que serão submetidos a perícia.
«Todos os detidos, alguns dos quais já referenciados pelas autoridades e com condenações anteriores por crimes diversos, foram presentes esta tarde às autoridades judiciárias competentes dentro do prazo legal para o primeiro interrogatório judicial de arguidos detidos, prevendo-se a aplicação e conhecimento das respetivas medidas de coação nas próximas horas», informa a PJ.
Entretanto, o ministro da Administração Interna, Carlos Sena Teixeira, garantiu hoje que o Governo “não vai proteger qualquer pessoa” que tenha cometido crimes, na sequência de mandados de detenção relacionados com factos ocorridos em 2016 e 2017, envolvendo algumas personalidades (ver este jornal).

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