terça-feira, 03 novembro 2026

Presidenciais2026: Gilson Alves defende direito ao porte de armas e propõe referendo para decisão

O candidato presidencial Gilson Alves defendeu hoje a consagração constitucional do direito ao porte de armas, considerando que os cidadãos devem ter a possibilidade de se defenderem perante a criminalidade e eventuais situações de tirania.

 

 

Gilson Alves explicou que a sua proposta tem como referência a segunda emenda da constituição dos Estados Unidos da América, que consagra o direito à posse e ao porte de armas, defendendo que o assunto deve ser submetido à apreciação popular através de um referendo.

 

Em contactos com jovens da ilha Brava, o candidato à Presidência da República considerou que a proposta poderá reunir um apoio significativo naquela ilha devido, sobretudo, à influência da cultura norte-americana, transmitida por famílias com ligações à emigração nos Estados Unidos.

Segundo o proponente ao Palácio do Platô, a questão do porte de armas é encarada com naturalidade por muitos jovens e adultos bravenses que viveram nos Estados Unidos, não constituindo, na sua percepção, um tema que provoque grandes divisões de opinião na ilha.

O candidato admitiu, contudo, que a proposta poderá gerar diferentes reacções consoante as ilhas, apontando a Brava, Fogo, algumas localidades do interior de Santiago e a cidade da Praia como possíveis territórios de maior receptividade à iniciativa.

Gilson Alves explicou que a sua proposta tem como referência a segunda emenda da constituição dos Estados Unidos da América, que consagra o direito à posse e ao porte de armas, defendendo que o assunto deve ser submetido à apreciação popular através de um referendo.

“Tem de ser. Acho que temos de envolver o povo numa decisão destas, também na questão da pena de morte”, afirmou, acrescentando que o Presidente da República tem poderes para convocar uma consulta popular sobre matérias desta natureza.

Relativamente aos possíveis riscos da medida para um país reconhecido pela sua tradição de paz e estabilidade, o candidato afirmou compreender as preocupações, mas insistiu que o porte de armas pode ser considerado uma questão normal em determinadas ilhas, em função das influências culturais e das experiências migratórias.

O candidato criticou ainda a actuação dos governantes na garantia da segurança pública, considerando que têm falhado no combate à criminalidade, na protecção das pessoas e da propriedade privada e na manutenção da tranquilidade pública.

Concorrem ao cargo de Presidente da República, além de Gilson Alves, os candidatos Casimiro de Pina, José Maria Neves, Antero Tavares, Joana Rosa e Loisito de Sousa.

Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

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1 dias atrás 7 horas atrás

Bom dia, que esta semana seja abençuada e repleta de luz.

Lu
1 dias atrás 8 horas atrás

Mais uma vez

joão do rosário
COM_RSCOMMENTS_NUMBER_OF_MONTHS 27 dias atrás

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