A costa-riquenha Rebeca Grynspan voltou ontem, 5, a ficar em destaque numa nova votação informal para o cargo de secretário-geral da ONU, obtendo 12 votos a favor e três contra, segundo o portal PassBlue.
Cinco mulheres e três homens estão atualmente na corrida para suceder ao antigo primeiro-ministro português António Guterres, de 77 anos, que concluirá o seu segundo mandato de cinco anos em 31 de dezembro.
Os 15 membros do Conselho de Segurança reuniram-se esta quinta-feira à tarde, para a oitava votação informal de um candidato que será recomendado à Assembleia-Geral para ocupar a liderança das Nações Unidas, em sucessão a António Guterres, cujo mandato termina no final do ano.
Atrás de Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica e chefe da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), que tem mantido a liderança como candidata mais votada, ficou o argentino Rafael Grossi, atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, que obteve hoje nove votos a favor, quatro contra e dois votos sem opinião.
Em terceiro lugar, a embaixadora da Guiana na ONU, Carolyn Rodrigues-Birkett, recebeu oito votos positivos, cinco contra e dois sem opinião.
A candidata, dos Emirados Árabes Unidos, Lana Nusseibeh, que entrou na disputa no mês passado, recebeu sete votos favoráveis, seis de oposição e dois sem opinião.
Já os candidatos com menos apoio foram o ugandês Olara Otunnu, que recebeu quatro votos a favor, nove contra e dois sem opinião; Feridun Sinirlioglu, atual secretário-geral da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), com três votos positivos, oito contrários e quatro sem opinião; María Fernanda Espinosa, que conquistou três votos a favor, dez contra e dois sem opinião; Ivonne Baki, com apenas um voto positivo e 14 contra.
A votação de ontem, 5, aconteceu num momento em que Feridun Sinirlioglu, indicado pela Turquia, ainda não realizou o seu diálogo interativo perante a Assembleia-Geral e o diálogo informal com o Conselho de Segurança.
Esta foi a segunda vez que um candidato foi a votos antes de ter dialogado com a Assembleia-Geral e com o Conselho, depois de a mesma situação ter ocorrido com Olara Otunnu.
Embora essa não seja uma etapa obrigatória para que um candidato seja considerado, a realização de votações informais na ausência dos diálogos tem sido controversa, uma vez que levanta preocupações de que os candidatos possam enfrentar condições desiguais.
Cinco mulheres e três homens estão atualmente na corrida para suceder ao antigo primeiro-ministro português António Guterres, de 77 anos, que concluirá o seu segundo mandato de cinco anos em 31 de dezembro.
Diante da falta de progresso nas votações que decorrem no Conselho de Segurança, outros candidatos ainda podem apresentar-se.
Este processo ocorre num momento em que a ONU atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história, enfrentando uma proliferação de conflitos, divisões persistentes no Conselho de Segurança e sérias dificuldades financeiras.
A Semana com NM/Lusa

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