O Banco de Cabo Verde prepara limites ao peso das prestações dos créditos no rendimento familiar e à proporção dos empréstimos face ao valor dos imóveis dados em garantia, com entrada em vigor prevista até final de 2029.
"O conselho de administração do Banco de Cabo Verde (BCV) aprovou, em 30 de outubro de 2026, o roteiro para a implementação de instrumentos macroprudenciais baseados no mutuário", informou hoje, conforme avançou a Lusa.
O documento responde ao compromisso assumido pelo BCV no âmbito do programa apoiado pela Linha de Crédito Alargado (ECF, na sigla em inglês) do Fundo Monetário Internacional (FMI).
As medidas incidem sobre dois instrumentos aplicáveis aos novos contratos de crédito às famílias.
No caso, trata-se de um limite "ao rácio entre o montante do empréstimo e o valor do imóvel dado em garantia, que contribui para reduzir as perdas em caso de incumprimento".
A outra medida, segundo a mesma fonte, consistirá num "limite ao rácio entre o serviço da dívida e o rendimento do mutuário".
O calendário, de carácter indicativo, prevê a aprovação e entrada em vigor dos limites até ao final de 2029, com um período de adaptação para as instituições, bem como o acompanhamento e a avaliação dos seus efeitos.

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