terça-feira, 03 novembro 2026

Guiné-Bissau: Firkidja di Pubis responsabiliza Governo por morte de líder

 
A "Firkidja di Pubis" reafirmou ainda a convicção de que a população guineense encontrará meios próprios para "derrubar esta ditadura militar, juntamente com o seu Governo", defendendo que o fim do atual sistema político será a maior homenagem que poderá ser prestada à memória do ativista.
 
 
Num comunicado agora divulgado, a organização de guineenses em Portugal atribuiu às autoridades vigentes a "total responsabilidade política e moral" pelo este crime, que a seu ver demonstra o "caráter de guerra contra o povo" por parte do regime e das suas milícias.

Vigário Luís Balanta, de 35 anos, era líder do Movimento Revolucionário "Pó di Terra", uma organização da sociedade civil guineense, constituída essencialmente por jovens que se posicionaram contra o golpe de Estado protagonizado por militares, em novembro passado, e que tem exigido a publicação dos resultados das eleições legislativas e presidenciais.

O corpo do ativista foi encontrado morto na terça-feira (31.03) num lugar ermo nos subúrbios de Nhacra, a 30 quilómetros da capital, Bissau. 

Várias vozes da sociedade civil guineense culpam o Comando Militar e o governo de transição pelo assassinato.

Governo "ilegítimo" e "anticonstitucional"

A "Firkidja di Pubis" também classifica o Alto Comando Militar e o Governo guineense como "ilegítimo" e "anticonstitucional", acusando-o de ser um "assaltante do poder" e de violar a soberania popular.

A organização exige que os responsáveis materiais pela morte "deste mártir na luta pela libertação da Guiné-Bissau" sejam responsabilizados juridicamente, "sem vingança, tampouco perdão, com Justiça".

E promete que a sua luta não será em vão - outros "Vigário" continuarão o justo combate", lê-se ainda na nota da associação.

 A "Firkidja di Pubis" reafirmou ainda a convicção de que a população guineense encontrará meios próprios para "derrubar esta ditadura militar, juntamente com o seu Governo", defendendo que o fim do atual sistema político será a maior homenagem que poderá ser prestada à memória do ativista.

A diretora nacional adjunta da Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau, Cornélia Té, disse que "basta de homicídios de inocentes" no país e prometeu trabalhar para a descoberta dos assassinos do ativista político.

A Semana com DW África/Lusa

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Comentários

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1 dias atrás 3 horas atrás

Bom dia, que esta semana seja abençuada e repleta de luz.

Lu
1 dias atrás 4 horas atrás

Mais uma vez

joão do rosário
COM_RSCOMMENTS_NUMBER_OF_MONTHS 26 dias atrás

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