terça-feira, 03 novembro 2026

Guerra no Golfo: Trump ameaçou suspender envio de armas para a Ucrânia se não houver ajuda europeia para reabrir Ormuz

Como resultado, um grupo de países europeus, que inclui França, Alemanha e o Reino Unido, emitiu um comunicado a 19 de março em que era expressa a “preparação para contribuir com os esforços apropriados para garantir a passagem segura através do Estreito”. Um dos oficiais disse ao FT que terá sido Mark Rutte, secretário-geral da NATO, que “insistiu no comunicado conjunto” devido à ameaça de Trump. “O comunicado foi feito rapidamente e outros países juntaram-se mais tarde porque não houve tempo suficiente para convidá-los todos a assinar.”

O Presidente norte-americano exigiu no mês passado que os navios da NATO auxiliassem os EUA a reabrir a passagem, uma rota importante para a passagem de petróleo. Segundo o FT, os parceiros europeus terão alegado que era impossível fazê-lo com o conflito em curso. Já outros terão dito que “não é a nossa guerra”.

Três fontes com conhecimento das discussões avançaram que Trump terá reagido à resposta negativa da Europa com a ameaça de parar o fornecimento de armas à Ucrânia.

Como resultado, um grupo de países europeus, que inclui França, Alemanha e o Reino Unido, emitiu um comunicado a 19 de março em que era expressa a “preparação para contribuir com os esforços apropriados para garantir a passagem segura através do Estreito”. Um dos oficiais disse ao FT que terá sido Mark Rutte, secretário-geral da NATO, que “insistiu no comunicado conjunto” devido à ameaça de Trump. “O comunicado foi feito rapidamente e outros países juntaram-se mais tarde porque não houve tempo suficiente para convidá-los todos a assinar.”

Zelensky diz ter tido “boa conversa” com enviados dos EUA

O Presidente ucraniano afirmou esta quarta-feira ter mantido uma “boa conversa” com enviados norte-americanos e com o secretário-geral da NATO, em que chegaram a um acordo para reforçar as garantias de segurança de Kiev.

“Chegámos a acordo para reforçar as garantias de segurança e já encarreguei a nossa equipa de atualizar rapidamente os documentos para que as garantias de segurança para a Ucrânia sejam sólidas, que a perspetiva da reconstrução pós-guerra seja realista e que tudo esteja operacional”, afirmou Volodymyr Zelensky na rede social Telegram.

A reunião por videoconferência juntou o líder ucraniano com os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, o líder da Aliança Atlântica, Mark Rutte, e o senador republicano norte-americano Lindsey Graham.

As garantias de segurança geraram um diferendo na sexta-feira entre o Presidente ucraniano e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, com este último a acusar Zelensky de estar a mentir sobre uma alegada proposta norte-americana de garantias de segurança em troca da cedência da região do Donbass (leste) à Rússia.

“Isso é mentira”, disse Rubio aos jornalistas após uma reunião do G7 [grupo dos sete países mais industrializados do mundo, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e UE), perto de Paris, comentando que “é lamentável que [Zelensky] o tenha dito, porque sabe que não é verdade”.

Zelensky tinha afirmado numa entrevista à agência de notícias France-Presse que os Estados Unidos estavam a pressionar a Ucrânia para retirar por completo as tropas da região do Donbass, em troca de garantias de segurança a Kiev que prevenissem uma nova agressão de Moscovo.

A videoconferência ocorreu num momento em que a Ucrânia foi atacada por mais de 700 drones num espaço de 24 horas, provocando pelo menos cinco mortos.

“Tendo em conta o ataque noturno, das 18h00 [16h00 em Lisboa] de 31 de março às 18h00 de 01 de abril de 2026, o inimigo utilizou mais de 700 ‘UAV’ de ataque de tipo Shahed, Gerbera e outros”, disseram as Forças Armadas ucranianas.

A Força Aérea ucraniana afirmou no Telegram que intercetou esta quarta-feira 345 drones entre os “mais de 360” registados entre as 08h00 e as 18h00 (entre as 04h00 e as 16h00 de Lisboa).

Já esta madrugada, a Rússia atacou a Ucrânia com 339 drones dos quais 298 foram intercetados, segundo o mesmo ramo das Forças Armadas ucranianas.

Num primeiro comentário ao ataque noturno, Volodymyr Zelensky disse que esta era a resposta de Moscovo à proposta de trégua que tinha apresentado para o período da Páscoa.

Zelensky afirmou, numa outra mensagem no Telegram, que a Rússia está a intensificar os ataques na linha da frente.

“É importante referir que a Rússia não conseguiu atingir os objetivos estabelecidos nas zonas fronteiriças das regiões de Sumy, Kharkiv e Donetsk e, mais uma vez, está a adiar os prazos”, acrescentou.

A Semana com Observador/Lusa

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Comentários

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18 horas atrás 56 minutos atrás

Bom dia, que esta semana seja abençuada e repleta de luz.

Lu
19 horas atrás 58 minutos atrás

Mais uma vez

joão do rosário
COM_RSCOMMENTS_NUMBER_OF_MONTHS 26 dias atrás

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