sábado, 31 outubro 2026

PAICV acusa Governo de utilizar fundos do INPS para resolver problemas governamentais

Segundo o líder do grupo parlamentar do PAICV, o sistema de segurança social de Cabo Verde corre risco, uma vez que a população está a diminuir, e os cabo-verdianos estão a ter menos filhos.Para o deputado, é preciso separar aquilo que são decisões políticas e de decisões de gestão, ou seja, o INPS deve ter pessoas responsáveis e sérias com capacidade para gerir e rentabilizar os fundos.

 

 Em conferência de imprensa de balanço das jornadas parlamentares para a sessão plenária que arranca esta quarta-feira, 25, Clóvis Silva anunciou, conforme a Inforpress, que o ponto alto será o debate sobre questões de política externa e interna relativamente à sustentabilidade da segurança social, tema proposto pelo PAICV.

Segundo adiantou, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, não irá comparecer nesta sessão, por opção do Movimento para a Democracia, um momento que considera "histórico”, já que na perspectiva do partido será a última sessão plenária desta legislatura.

"Temos um Governo que faz de tudo para não vir ao Parlamento, é uma forma de evitar o desgaste por ser um período sensível, com muitos problemas sem solução imediata, como caso do gás butano e a questão dos transportes. No fundo quer fugir do que responder essas perguntas”, precisou.

Segundo o líder do grupo parlamentar do PAICV, o sistema de segurança social de Cabo Verde corre risco, uma vez que a população está a diminuir, e os cabo-verdianos estão a ter menos filhos.

Para o deputado, é preciso separar aquilo que são decisões políticas e de decisões de gestão, ou seja, o INPS deve ter pessoas responsáveis e sérias com capacidade para gerir e rentabilizar os fundos.

"Temos, obviamente, que levar para o INPS as opções governativas do partido que ganhar as eleições, porque têm suas ideias, devem ser implementadas, mas isto deve ser feito separado da gestão do fundo de pensões, que deve ter uma gestão técnica não política”, referiu.

Por outro lado, o PAICV é contra o aumento da idade da reforma, uma sugestão feita pelo FMI, já que considera que existem outras medidas como garantir que o investimento dos fundos das pensões seja feito de forma técnica, com opções claras e mais acertadas.

Questionado sobre a recomendação do Fundo Monetário Internacional (FMI), que propôs que o INPS transferisse o seu fundo para fora do país, Clóvis Silva disse que o partido é contra esta medida uma vez que a instituição gera 24,5% de todos os salários cabo-verdianos.

“Para o PAICV, a medida não deve ser a primeira opção, e esses fundos devem ser aplicados no país”, apontou.

Conforme ainda a fonte deste jornal, consta ainda da agenda da sessão parlamentar, a aprovação de alguns diplomas, entre os quais a votação final global do regime que altera o quadro legal em relação à lavagem de capitais, o novo regime sobre o serviço militar, a lei sobre o serviço cívico,

Os deputados vão igualmente analisar a proposta de alteração ao diploma sobre acesso à justiça, a alteração do estatuto de aposentação e da pensão de sobrevivência.

 

 

Colunistas

Péricles Tavares
Péricles Tavares
29 Oct. 2026
Democracia, Estado de Direito e Soberania em...
O parlamentarismo, a separação dos poderes, os partidos políticos...
Efrem Soares
Efrem Soares
29 Oct. 2026
Energia: Sal de volta aos cortes...
  Apelo, mais uma vez, ao Governo para que dê...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
27 Oct. 2026
Falta de dinheiro ou melhor alocação dos...
O desenvolvimento de um país não depende apenas da...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
27 Oct. 2026
BRINCAR COM A SORTE
Eu pensava na palavra sorte e fui bater no...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
23 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
25 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
27 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport