segunda-feira, 02 novembro 2026

Óbito: Presidente da República lamenta morte de Amélia Araújo e destaca o papel da “voz da luta” na Rádio Libertação

“Presto a minha homenagem à Combatente, que se armou até os dentes, literalmente, para, por palavras, lutar contra a subjugação e deu tudo de si para a reconstrução de Cabo Verde no pós-independência”, escreveu o mais alto magistrado da Nação.José Maria Neves enalteceu o empenho da geração de 1960 e 1970, classificando Amélia Araújo e os seus contemporâneos como os “cabouqueiros da República”, cujos sacrifícios permitiram os alicerces do desenvolvimento e da democracia de que o país goza actualmente.

Numa mensagem publicada na sua página oficial na rede social Facebook, o chefe de Estado manifestou o seu profundo pesar pelo desaparecimento físico da combatente da pátria, destacando o seu papel no seio do PAIGC, onde “deu vida à Rádio Libertação” e, através da palavra, contribuiu de forma marcante para a libertação dos povos da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.

“Presto a minha homenagem à Combatente, que se armou até os dentes, literalmente, para, por palavras, lutar contra a subjugação e deu tudo de si para a reconstrução de Cabo Verde no pós-independência”, escreveu o mais alto magistrado da Nação.

José Maria Neves enalteceu o empenho da geração de 1960 e 1970, classificando Amélia Araújo e os seus contemporâneos como os “cabouqueiros da República”, cujos sacrifícios permitiram os alicerces do desenvolvimento e da democracia de que o país goza actualmente.

Para o Presidente da República, a melhor forma de honrar a memória da Amélia Araújo é prosseguir com o esforço de consolidação das liberdades e impulsionar a transformação socioeconómica de Cabo Verde.

“Cabo Verde está de luto”, concluiu, endereçando condolências à família e aos Combatentes da Liberdade da Pátria.

Amélia Araújo, angolana de origem cabo-verdiana, nasceu em Luanda, a 11 de Agosto de 1933.

Tornou-se amplamente conhecida pelos programas “Comunicado de Guerra” e “Programa do Soldado Português”, transmitidos pela Rádio Libertação, considerada o “canhão de boca” da luta, expressão atribuída ao líder, Amílcar Cabral.

A Rádio Libertação iniciou a emissão em 1967, enquanto o Jornal Libertação havia sido criado em 1960, assumindo-se ambos como instrumentos centrais da luta armada pela independência.

O protagonismo de Amélia Araújo na estação valeu-lhe o reconhecimento como a “Senhora do Canhão de Boca da Luta”, sendo a sua voz amplamente admirada pelas populações de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, que viam na rádio a principal fonte de informação sobre as acções no terreno.

Pelo seu percurso ímpar, Amélia Araújo foi condecorada pelo Estado de Cabo Verde, em 2015,  com o Primeiro Grau da Medalha de Serviços Distintos, num reconhecimento pelo seu papel histórico na comunicação social e na libertação nacional.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
COM_RSCOMMENTS_NUMBER_OF_MONTHS 25 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
COM_RSCOMMENTS_NUMBER_OF_MONTHS 27 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
COM_RSCOMMENTS_NUMBER_OF_MONTHS 1 dias atrás

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