Emprego para os jovens, redução do custo de vida, melhoria dos serviços de saúde e mais apoio aos sectores produtivos estão entre as principais expectativas de cidadãos de Santiago Norte ouvidos pela Inforpress sobre o novo Governo. Os entrevistados manifestaram esperança de que o novo executivo consiga responder às principais preocupações da população, sobretudo nas áreas do emprego, saúde, educação e desenvolvimento económico. O professor universitário Adilson Monteiro espera que o Governo consiga consolidar os avanços alcançados nos últimos anos e promover novos investimentos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento nacional. Para Santiago Norte, defende uma atenção particular aos sectores da agricultura, pescas, pecuária e turismo, por entender que possuem potencial para dinamizar a economia regional e gerar empregos. Entre os jovens, as expectativas centram-se sobretudo no acesso ao emprego e na criação de mais oportunidades de formação e empreendedorismo. Lenira Silva defende que o executivo deve apostar em políticas que permitam aos recém-formados uma melhor integração no mercado de trabalho. Outros entrevistados como Jéssica Garcia e Patrick Mendes apontam a saúde como uma das áreas que merecem intervenção prioritária, esperando melhorias no atendimento, redução do tempo de espera e reforço dos recursos humanos e materiais nas estruturas de saúde. O custo de vida também surge entre as preocupações da população, com os entrevistados a manifestarem esperança de que sejam adoptadas medidas capazes de aliviar as despesas das famílias e aumentar o poder de compra. No sector agrícola, Pedro Silva defende investimentos em infra-estruturas de apoio à produção, gestão da água e modernização das actividades rurais, considerando que estas medidas poderão contribuir para o fortalecimento da economia local. Para os entrevistados, mais do que promessas, o importante será a implementação de políticas e projectos capazes de produzir resultados concretos nos próximos anos. O Presidente da República, José Maria Neves, confere posse na tarde de hoje ao Governo da XI legislatura, liderado por Francisco Carvalho, numa cerimónia solene que se realiza no Jardim do Palácio da Presidência. O evento decorrerá a partir das 17:00 e contará com a presença de altas entidades do Estado, corpo diplomático e demais convidados. A Semana com Inforpress
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Um total de 16 estudantes de São Filipe já se encontra preparado para iniciar uma nova etapa académica em Portugal, ao abrigo dos protocolos de cooperação estabelecidos entre a edilidade e instituições de ensino portugueses. A informação foi avançada pela vereadora da Educação e Juventude, Eva Spínola, após a realização de um encontro promovido pela autarquia com os estudantes beneficiários e os respectivos pais e encarregados de educação. “Neste momento, já temos os resultados das candidaturas de duas instituições parceiras, do Instituto Politécnico de Bragança, que disponibiliza vagas para cursos de licenciatura e cursos técnicos superiores, e da Escola Tecnológica e Profissional de Sicó, vocacionada para cursos técnicos profissionais”, precisou a vereadora. Segundo Eva Spínola, continuam abertas candidaturas através da Insignare para vagas nas Escolas de Hotelaria e Turismo de Fátima e na Escola Profissional de Ourém. A autarquia está igualmente a analisar novas ofertas de vagas e bolsas de estudo provenientes de diversas instituições de ensino com as quais mantém protocolos de cooperação, explicou. O presidente da autarquia de São Filipe, Nuias Silva, acompanhado pela vereadora da Educação e Juventude, recebeu os estudantes contemplados e os seus familiares numa sessão de acolhimento e esclarecimento. O encontro teve como principal objectivo dar as boas-vindas aos jovens, felicitá-los pela conquista alcançada e fornecer informações essenciais para a preparação da viagem e integração académica em Portugal. Na ocasião, o autarca destacou que esta oportunidade representa não apenas uma conquista individual para cada estudante, mas também um motivo de orgulho para as suas famílias, para o município de São Filipe e para toda a ilha do Fogo. Nuias Silva explicou que os resultados alcançados são fruto do trabalho contínuo de mobilização de parcerias estratégicas nacionais e internacionais desenvolvido pela câmara, através de protocolos de cooperação com instituições de ensino superior portuguesas, criando novas oportunidades de formação para os jovens de São Filipe. Durante a sessão, foram prestados esclarecimentos sobre os procedimentos necessários para a preparação da viagem, incluindo documentação, processos administrativos, obtenção de vistos, inscrição universitária, alojamento, direitos e deveres dos estudantes, adaptação ao sistema de ensino português e outros aspectos fundamentais para uma integração bem-sucedida. Além das oportunidades de formação no exterior, a Câmara Municipal de São Filipe tem previstas várias iniciativas para os sectores da Juventude e Educação. Entre elas destaca-se a abertura do Centro da Juventude, na vila de Ponta Verde, a realização de formações presenciais para grupos de jovens voluntários com formadores provenientes de Itália e a segunda edição do programa Verão Jovem 2026, que incluirá actividades educativas, culturais, recreativas, desportivas e sociais. No sector da Educação, está igualmente previsto o lançamento dos concursos para reabilitação e modernização de mais duas escolas básicas, nomeadamente de Monte Largo e Monte Grande, bem como do Jardim Infantil de Monte Grande, reforçando o compromisso da autarquia com a melhoria das infraestruturas educativas do município. A Semana com Inforpress
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O presidente da Federação Cabo-verdiana de Xadrez (FCX), afirmou hoje, que a participação de Mariano Ortega no Campeonato Africano Individual de Xadrez, no Botswana, entre 19 e 25 corrente, reforça a evolução do xadrez cabo-verdiano no continente. Em entrevista à Inforpress, Francisco Carapinha indicou que o mestre internacional Mariano Ortega ocupa o quarto lugar do ranking inicial da prova, integrando um “top cinco” dominado por jogadores egípcios e argelinos. A prova integra o calendário oficial da Confederação Africana de Xadrez, instituição que celebra, este ano, o seu 50.º aniversário e reúne a elite da modalidade no continente africano. Francisco Carapinha descreveu o torneio como a principal competição africana de xadrez, sublinhando o nível elevado dos participantes e a exigência competitiva do evento. “É o principal campeonato da África, portanto aqui vai-se apurar o campeão africano”, referiu. O dirigente explicou que a presença cabo-verdiana neste contexto reflecte a evolução registada pela modalidade no país, tendo em conta o percurso recente da federação. “Quando a Confederação Africana de Xadrez foi fundada, Cabo Verde nem sequer tinha federação. Somos uma federação bastante jovem, completamos 10 anos este ano”, salientou o responsável. No seu entendimento, o crescimento alcançado neste período traduz um avanço significativo no panorama desportivo nacional. Carapinha relacionou a participação em competições internacionais com o desenvolvimento técnico dos atletas e com a preparação para eventos do ciclo mundial, como a Olimpíada de Xadrez. “É bastante importante ir-se preparando para já com estas competições, além de ser realmente uma competição bastante importante no calendário do xadrez africano”, sublinhou. O responsável da FCX frisou ainda o impacto destas presenças internacionais na popularização da modalidade no país, defendendo que os resultados obtidos ajudam a consolidar o crescimento interno do xadrez. No que diz respeito à formação e divulgação da modalidade no país, defendeu o envolvimento mais activo do sistema educativo e dos professores na difusão do xadrez. Francisco Carapinha concluiu acrescentando que a experiência internacional acumulada pela federação e pelos atletas reforça a consolidação do xadrez cabo-verdiano no contexto africano e internacional. A Semana com Inforpress
As escolas de Santana e Pico Leão vão ser contempladas com equipamentos e materiais escolares, no âmbito do projecto “Rumo à Ribeira Grande de Santiago”, anunciou hoje a delegada da Educação, Ernestina Rocha. À imprensa, a mesma fonte avançou que esta semana chegou um contentor, contendo materiais didáticos, mobiliário escolar e equipamentos tecnológicos, destinada a comunidade educativa do concelho. Materiais que, segundo a mesma fonte, estão destinados a melhorar os ambientes escolares, com cantinhos de leitura e reforçar as competências digitais dos alunos. “As escolas de Santana e Pico Leão, vão ser apetrechadas com materiais novos, e acreditamos que os professores, os alunos e toda a comunidade educativa dessas duas escolas terão melhores condições no próximo ano letivo”, declarou Ernestina Rocha. Trata-se, segundo a mesma fonte, de uma iniciativa que visa reforçar as condições de ensino e aprendizagem, promovendo uma educação “inclusiva, inovadora e alinhada com os desafios da era digital”. O projecto está avaliado em cerca de 50 mil euros e é financiado pela Fundação La Caixa, em parceria com a Associação de Intervenção Social e Cultural (MUSA), sediada em Braga (Portugal). “É uma parceria que vem desde 2021 e nós queremos ter parceiros internacionais para ajudar-nos a trabalhar para uma melhor educação no nosso concelho. É uma parceria que tem tido grandes frutos e acreditamos também que vai continuar para os próximos anos”, assegurou. Além dos equipamentos adquiridos no âmbito do financiamento, o contentor integra igualmente um conjunto de materiais escolares e recursos educativos doados pela MUSA. A Semana com Inforpress
A eleição histórica de Janira Hopffer Almada para presidente da Assembleia Nacional representa “um marco na promoção da igualdade de género”, mas também traz alertas sobre o equilíbrio de representação política, declarou a presidente do ICIEG. Em declarações à Inforpress, a presidente do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), Marisa Carvalho, que congratulou o parlamento pelo “sinal robusto de progresso”, apelou a “uma maior vigilância para evitar novos desequilíbrios”, reforçando a necessidade contínua da Lei da Paridade. “O instituto vê esta eleição como uma confirmação dos avanços na promoção da igualdade de género no país”, disse, destacando o percurso individual da nova presidente da Assembleia Nacional, Janira Hopffer Almada, na advocacia e na política. Na questão da liderança, referiu-se ainda ao seu pioneirismo como primeira mulher a liderar um partido político em Cabo Verde, assim como Filomena Martins, que havia ocupado a presidência do MpD, embora por um período muito curto. “Este passo aproxima o Parlamento da paridade efetiva de 50-50. É, de todo, um sinal robusto de que a equidade e a promoção da igualdade de género vieram para ficar”, destacou, alertando, entretanto, contra novos desequilíbrios que possam aparecer. Quanto à Mesa da Assembleia Nacional, a presidente do ICIEG deixou um aviso relevante sobre a nova composição, agora constituída por três mulheres e apenas um homem. Por o ICIEG se tratar de “uma instituição de género e não apenas das mulheres”, Marisa Carvalho relembrou que não se pode equilibrar a balança desequilibrando-a. “Há que realmente primar pelo equilíbrio, porque esta é uma questão muito sensível, particularmente na política”, advertiu. Na sua declaração, refutou veementemente as opiniões de que a Lei da Paridade já não é necessária, argumentando que o avanço atual reflete um contexto específico, o parlamentar. Lembrou, ainda, que existe muito caminho a ser trilhado a nível autárquico e em algumas áreas da sociedade. Neste particular, recordou que, a nível local, a presidência das câmaras municipais ainda está muito aquém do desejado, pelo que considerou que, sem a Lei da Paridade, o ritmo normal do parlamento ditaria que a paridade só seria alcançada em 2060. Questionada sobre a alegada falta de equidade no novo elenco governamental, que contaria com apenas três mulheres, a responsável recusou comentar listas avançadas por órgãos não oficiais, remetendo declarações para depois da tomada de posse oficial. Sobre a sua continuidade na liderança do instituto, esclareceu que o seu contrato vigora até Novembro de 2027, afirmando que, na democracia, “nada é vitalício” e que o seu trabalho em prol do género continuará, seja nesta ou noutra função. A Semana com Inforpress
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Os são-vicentinos ouvidos hoje pela Inforpress manifestaram-se expectantes que o Governo cumpra as promessas eleitorais, faça mais investimentos para a criação de emprego e adopte políticas para a melhoria das condições de vida da população. Entre as principais aspirações da população estão a criação de mais postos de trabalho, a melhoria das condições de vida, o reforço e a implementação de projectos capazes de dinamizar a economia local, reduzir o desemprego juvenil e criar oportunidades para os recém-formados. Eugénio Santos, 53 anos, afirmou esperar que o novo executivo saiba trabalhar em benefício do povo. “Devem saber trabalhar, caso contrário saem do poder”, vincou, acrescentando que o Governo deve cumprir as promessas feitas durante a campanha eleitoral. Também João Gregório, 63 anos, disse-se expectante, defendendo que quem venceu as eleições tem a responsabilidade de governar para todos os cabo-verdianos. Segundo o mesmo, é importante haver união entre o poder central e o poder local para que seja possível desenvolver todas as ilhas e resolver os problemas da população. Entre os mais jovens, Edilene dos Reis, 30 anos, espera não apenas o cumprimento das promessas eleitorais, mas também medidas adicionais para responder aos desafios actuais do país. Relativamente a São Vicente, considerou que a ilha atravessa uma situação difícil e necessita de mais investimentos capazes de gerar emprego para a juventude. A mesma defendeu ainda o reforço das oportunidades de formação profissional, para que os jovens possam adquirir competências e construir melhores perspectivas de futuro. Veríssimo Melício, 60 anos, por seu lado, preferiu adoptar uma posição mais cautelosa, afirmando que prefere esperar pelos primeiros resultados antes de fazer uma avaliação. “É um Governo novo e todos nós esperamos que faça melhor. Não gostaria que fizesse pior, mas se não puder fazer melhor que faça o suficiente, porque sabemos que a nossa terra é pobre”, declarou. O entrevistado considerou ainda que “São Vicente tem sido alvo de injustiças” ao longo dos anos e pediu ao novo Executivo, que “procure esclarecer a população sobre a utilização dos apoios destinados à ilha após a passagem da tempestade Erin, tendo em conta que o Governo cessante não o fez". Arlinda Santos, de 50 anos, resumiu a sua expectativa numa frase simples: “Que faça um bom trabalho. É isso que toda a gente espera”. Por sua vez, Djita Matos, de 94 anos, disse que os sucessivos governos não corresponderam plenamente às expectativas da população e, por isso, espera que o novo executivo aposte no combate à pobreza. “Precisam trabalhar para o povo e não para os próprios bolsos”, afirmou, defendendo igualmente que os critérios de competência prevaleçam sobre a filiação partidária na atribuição de cargos e oportunidades de emprego. Outro nonagenário, João Fortes, disse esperar que o novo Governo “preste um bom serviço ao país e respeite todos os cidadãos, independentemente da sua cor partidária”. O entrevistado desejou ainda sucessos ao novo primeiro-ministro e garantiu que estará atento ao cumprimento das promessas feitas durante a campanha eleitoral, nomeadamente no que se refere à redução dos custos das viagens entre as ilhas. O Presidente da República, José Maria Neves, confere posse na tarde de hoje ao Governo da XI legislatura, liderado por Francisco Carvalho, numa cerimónia solene que se realiza no Jardim do Palácio da Presidência. O evento decorrerá a partir das 17:00 e contará com a presença de altas entidades do Estado, corpo diplomático e demais convidados. A Semana com Inforpress
O candidato presidencial Casimiro de Pina afirmou hoje que a eleição de Janira Hopffer Almada para presidir à Assembleia Nacional não constitui, por si só, um avanço, defendendo que a competência deve prevalecer sobre critérios de género. Numa publicação na rede social Facebook, Casimiro de Pina criticou os conceitos de "igualdade de género" e de "ideologia do género", sustentando que o essencial é garantir igualdade entre homens e mulheres sem discriminação em função do sexo. "O que mais interessa é que as nossas instituições públicas sejam dirigidas com competência, imparcialidade, dignidade e respeito pelas regras constitucionais", escreveu. O candidato presidencial afirmou ainda que a lei da paridade "não diz rigorosamente nada", defendendo que o critério determinante para o exercício de funções públicas deve ser a capacidade dos titulares dos cargos. A reacção surge um dia depois da eleição de Janira Hopffer Almada para presidente da Assembleia Nacional, tornando-se a primeira mulher a assumir o cargo desde a independência de Cabo Verde, em 1975. Janira Hopffer Almada, deputada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), foi eleita, quinta-feira, a primeira mulher presidente da Assembleia Nacional cabo-verdiana. A nova presidente do parlamento foi eleita com 63 votos a favor, cinco contra, três abstenções e um voto em branco, numa votação em que era a única candidata ao cargo. A eleição decorreu durante a sessão de abertura da 11.ª legislatura, na Praia, depois de o PAICV ter conquistado uma maioria parlamentar de 37 dos 72 deputados nas eleições legislativas de 17 de Maio. A Semana com Inforpress
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A Administração Tributária desempenha “um papel fundamental” no combate à fraude e à evasão fiscal, através da sensibilização dos contribuintes sobre importância do cumprimento das obrigações fiscais, declarou hoje um especialista em Direito Fiscal e Fiscalidade. Jesuíno Alcântara falava via videoconferência de Portugal, na qualidade de formador, durante uma acção de formação sobre investigação de crimes tributários e ilícitos conexos, promovida pela Procuradoria-geral da República (PGR), em parceria com o Unicef, e que decorre na Cidade da Praia. Segundo o especialista português, que é também professor universitário, a criminalização dos ilícitos fiscais é de “extrema importância” por contribuir para a protecção das instituições tributárias e do interesse público, uma vez que os impostos constituem uma “fonte essencial” de financiamento das actividades do Estado. “Sem recursos financeiros, o Estado e os seus serviços não conseguem cumprir as suas atribuições”, sublinhou Jesuíno Alcântara. Na sua intervenção, destacou as dificuldades ainda existentes em sensibilizar os contribuintes para a necessidade de cumprirem não apenas as suas obrigações legais, mas também o pagamento dos impostos, defendendo que a Administração Tributária tem um “papel determinante” na promoção de uma cultura de cidadania fiscal. Para Jesuíno Alcântara, persiste a percepção de que o Estado é uma entidade distante dos cidadãos, quando, na realidade, os recursos públicos resultam da contribuição de todos. “O importante é que cada um pague impostos em função da sua capacidade contributiva”, afirmou o professor universitário. O especialista considerou igualmente fundamental o reforço da função de inspecção tributária, salientando que não basta verificar a entrega das declarações fiscais, sendo necessário confirmar a exactidão das informações prestadas pelos contribuintes e assegurar o cumprimento efectivo das obrigações tributárias. Acrescentou que a fiscalização deve abranger igualmente os contribuintes não registados, sobretudo os que operam na economia informal. Durante a formação, abordou ainda crimes como o branqueamento de capitais, a fraude e a corrupção, classificando-os como infracções de elevada relevância que exigem uma investigação rigorosa. “A Administração Tributária tem de assumir um papel importante na prevenção dos ilícitos fiscais. Os contribuintes devem ter a percepção de que o incumprimento das obrigações tributárias terá consequências”, advertiu. Jesuíno Alcântara destacou também os avanços registados pela Administração Tributária através da aposta na modernização, informatização e desmaterialização dos serviços, considerando que estes investimentos são essenciais para aumentar a eficiência e a transparência da gestão fiscal. Defendeu, por outro lado, a modernização dos mecanismos de cobrança coerciva, de forma a garantir maior celeridade e eficácia no combate à fraude e à evasão fiscal. A Semana com Inforpress
O mestre internacional Mariano Ortega representa Cabo Verde no Campeonato Africano Individual de Xadrez, que decorre de 19 a 25 de Junho em Jwaneng (Botswana), prova que reúne alguns dos principais xadrezistas africanos.
A competição integra o calendário oficial da Confederação Africana de Xadrez (ACC), instituição que este ano celebra o seu 50.º aniversário.
De acordo com a Federação Cabo-verdiana de Xadrez (FCX), em comunicado, o ranking inicial do campeonato é liderado pelo heptacampeão africano, o grande mestre egípcio Bassem Amin, seguido pelo actual campeão africano, o mestre argelino Bilel Bellahcene, e pelo também argelino mestre internacional Adlane Arab.
A mesma fonte indicou que Mariano Ortega ocupa o quarto lugar do ranking inicial da prova.
A fechar o top cinco surge o jovem egípcio mestre internacional David George, vice-campeão africano de juniores, título conquistado em Setembro do ano passado, na Cidade Velha.
De acordo com o regulamento oficial citado pela FCX, o campeonato é disputado em nove rondas, no sistema suíço, entre 19 e 25 de Junho.
A vertente clássica da competição decorre até 25 de Junho, estando o dia seguinte reservado para a disputa do Campeonato Africano de Blitz.
No comunicado, a FCX desejou os maiores sucessos ao representante cabo-verdiano, manifestando confiança de que Mariano Ortega elevará, mais uma vez, o nome de Cabo Verde no panorama continental.
A Semana com Inforpress
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Silvana Gonçalves
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Quatro grupos vão desfilar hoje à noite na avenida principal a cidade do Porto Novo, em Santo Antão, num espectáculo único ao som de tambores e colá, retratando as festas de São João de outrora. Trata-se do desfile “Son Jon Revoltiód” [São João Revoltado], uma das actividades mais aguardadas das festas de São João, no município do Porto Novo, que leva às ruas milhares de pessoas. Ribeira das Patas, Ribeira Corujinha, Berlim e Armazém são os grupos que vão marcar presença em mais um desfile, que marca um dos momentos altos destas festas. Depois dos desfiles da terceira idade e das crianças, hoje acontece o desfile dos grupos de romaria, eventos que demostram o envolvimento de todas as camadas sociais nestas festividades, as quais movimentam Porto Novo ao longo do mês de Junho. Por estes dias, Porto Novo centra-se as atenções com a diversidade de eventos culturais, desportivos e religiosas, sendo um dos momentos altos a peregrinação dos fiéis com a imagem do santo, no dia 23 de Junho. Antes, a 22 de Junho, acontece a inauguração da estátua do santo padroeiro, com 15 metros de altura, outro acontecimento muito aguardado pelos porto-novenses. A nível musical, despois da Morna Fest, que aconteceu na noite de quinta-feira, 18, Porto Novo recebe grupos e artistas de renome internacional para os emblemáticos bailes de São João, destacando-se a banda Calema e os artistas CESF, Rui Lima, Yasmine, Djodje, Juceila Cardoso, Gil Semedo, Beto Dias, Grace Évora, Josslyn, MC ACondize. A Semana com Inforpress
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O África Show estreia-se este sábado, 20 de Junho, nas meias-finais do Campeonato Nacional de Futebol frente à actual campeã, Palmeira, no ano da conquista da primeira regional e cinquentenário do clube boa-vistense. A formação da Boa Vista chega a esta eliminatória depois de ter conquistado o campeonato regional sem qualquer derrota e de ter garantido a qualificação na fase de grupos com três vitórias e três empates. O treinador do África Show, Marley Monteiro, reconhece o grau de exigência do adversário, mas garante que a equipa mantém a ambição em alta. "Com a Palmeira não poderíamos ter apanhado um adversário mais difícil. Actualmente é a melhor equipa de Cabo Verde, é a actual campeã. Mas vamos competir. Só chegar a esta fase já é uma grande vitória, por isso vamos desfrutar do jogo, mas sempre com a ambição alta e acreditando que é possível", afirmou o técnico. A presença inédita entre as quatro melhores equipas do país é vista por Marley Monteiro como o fruto de "um trabalho de longos anos", que resultou numa identidade sólida construída ao longo de quatro temporadas. O treinador do clube do Rabil recordou que a caminhada na fase anterior foi "muito dura", onde enfrentaram “equipas complicadas”, destacando o desgaste sofrido no último jogo contra a Académica do Porto Novo devido às condições climatéricas, levando até dois ou três jogadores a necessitarem de assistência médica no intervalo. Para o confronto de sábado, o treinador aponta a concentração como factor decisivo para evitar os erros defensivos que têm condicionado o início das partidas. "É trabalhar para que esses erros não aconteçam, porque esta fase é crítica, dura, e quem cometer mais erros pode ficar para trás", alertou. O jogo da primeira mão entre o África Show e o Palmeira está agendado para este sábado, às 16:00, no Estádio Arsénio Ramos, na ilha da Boa Vista. A outra meia-final opõe a Académica do Porto Novo ao Clube Sportivo Mindelense. A Semana com Inforpress
Um incêndio destruiu esta quinta-feira,18, cafezais e árvores de fruto na localidade de Monte Vaca, no município de São Filipe, com as autoridades a apontarem para uma área ardida entre um e dois hectares e a avaliarem os prejuízos causados. O incêndio deflagrou por volta das 16:30 e foi controlado cerca das 19:00 por populares e pela equipa da Protecção Civil e Bombeiros, que permaneceram no local em operações de rescaldo para evitar reacendimentos. Segundo o vereador responsável pela Protecção Civil da Câmara Municipal de São Filipe, João José Canuto, o alerta foi recebido às 17:20, tendo as equipas sido mobilizadas de imediato. Às 19:00, o fogo encontrava-se controlado e os bombeiros concentravam-se nos trabalhos de rescaldo. “Estamos a fazer um novo enchimento da viatura da Protecção Civil para extinguir por completo o incêndio antes de abandonarmos a área”, afirmou o responsável, indicando que a ausência de vento contribuiu para limitar a propagação das chamas. De acordo com João José Canuto, a área afectada integra zonas agrícolas e florestais, tendo os maiores danos sido registados em mangueiras e cafezais. Numa avaliação preliminar, as autoridades estimam que cerca de um hectare tenha sido atingido, mas o levantamento definitivo da área ardida e dos prejuízos será realizado posteriormente em conjunto com a delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente. O vereador adiantou ainda que a autarquia e os serviços do Ministério da Agricultura irão analisar formas de apoiar os agricultores afectados, incluindo a reposição de espécies frutícolas destruídas pelo incêndio. Kendy, moradora que alertou as autoridades, disse que o fogo começou por volta das 16:29 e admitiu a possibilidade de ter sido provocado por um curto-circuito num poste de alta tensão existente na zona, embora as causas permaneçam por apurar. “O lume atingiu mangueiras, bananeiras e cafezais. Os cafeeiros foram os mais afectados”, relatou. Outra residente confirmou os prejuízos registados nas plantações, enquanto um técnico aposentado do Ministério da Agricultura, proprietário de uma parcela vizinha, considerou que a área consumida pelas chamas poderá ultrapassar as estimativas iniciais. Segundo o técnico, pelo menos dois hectares terão sido afectados, com destruição significativa de cafezais e danos em mangueiras, bananeiras, limoeiros e laranjeiras. As autoridades deverão prosseguir nos próximos dias os trabalhos de monitorização e avaliação para determinar a extensão dos danos e apurar as causas do incêndio. A Semana com Inforpress
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A ilha de Santo Antão destaca-se pela beleza natural e crescente relevância turística, sendo considerada uma das ilhas mais preservadas e autênticas de Cabo Verde. O desenvolvimento do turismo tem trazido impactos positivos para a economia local, reconhece o presidente da câmara da Ribeira Grande, Armindo Luz, que defende a necessidade de reforçar essas condições com a construção de um aeroporto, infra-estrutura essencial para o futuro da ilha. A Ponta do Sol é um dos principais cartões-de-visita de Santo Antão. O que torna esta localidade tão especial para quem visita a ilha? A Ponta do Sol é, na verdade, a localidade mais a norte de Cabo Verde. É uma cidade voltada para o mar, com uma forte tradição piscatória. Foi também a primeira porta de entrada e saída da ilha de Santo Antão, o que lhe confere uma enorme importância histórica. Há aqui uma particularidade muito apreciada por quem nos visita: é possível contemplar tanto o nascer como o pôr-do-sol. Muitas pessoas passam o dia a percorrer os trilhos da ilha e regressam à Ponta do Sol ao final da tarde para pernoitar. É uma cidade histórica, com uma beleza própria e um património muito interessante. O próprio edifício dos Paços do Concelho tem uma história curiosa. Inicialmente, estava destinado a ser construído na cidade da Ribeira Grande, mas, devido à interpretação de um despacho régio da época, acabou por ser edificado na Ponta do Sol. Com ele foi também transferida a sede administrativa, numa altura em que esta localidade assumia um papel central na administração de Santo Antão. As infra-estruturas actuais - hotéis, transportes e rede viária - conseguem responder ao aumento da procura turística? Estamos a crescer, e isso é positivo. Ano após ano, temos registado um aumento do número de turistas. Ainda estamos longe da situação ideal, mas já se sente uma pressão significativa ao nível do alojamento. Há uma necessidade clara de diversificar a oferta turística e de aumentar a capacidade de resposta. Temos ainda um longo caminho a percorrer, mas estamos conscientes desse desafio e a trabalhar para lhe dar resposta. Tem-se falado da possibilidade de construir um aeroporto em Santo Antão. A ilha precisa dessa infra-estrutura ou as ligações marítimas são suficientes? Sem um aeroporto, Santo Antão terá muitas dificuldades em alcançar o desenvolvimento que ambiciona. Acredito que esta é a infra-estrutura capaz de devolver novas perspectivas de crescimento à ilha. Santo Antão é uma ilha ainda muito preservada. É a segunda maior ilha de Cabo Verde em área e a terceira em população. Nunca teremos turismo de massas, nem esse é o nosso objectivo. Falo particularmente do concelho da Ribeira Grande: não temos condições nem interesse em apostar nesse modelo. O que vemos surgir são pequenas unidades de alojamento espalhadas por toda a ilha. Mesmo na cidade da Ponta do Sol, a maior unidade turística tem uma dimensão relativamente reduzida. Encontramos sobretudo alojamentos com dois, três, quatro, dez ou doze quartos. É raro encontrar estabelecimentos com mais de vinte quartos. Este modelo permite oferecer uma experiência mais personalizada e, ao mesmo tempo, impulsionar outros sectores da economia. O turismo é hoje o principal motor do desenvolvimento de Santo Antão e um dos mais importantes de Cabo Verde. É através dele que valorizamos os produtos agrícolas e os recursos do mar. Há quem tema que um aeroporto possa afectar a paisagem natural e o equilíbrio ambiental da ilha. Como responde a essas preocupações? O desenvolvimento traz sempre desafios. A nossa responsabilidade é garantir que esses desafios sejam enfrentados de forma sustentável. Estamos numa fase em que ainda é possível planear bem e integrar todas as preocupações ambientais desde o início. Temos procurado fazer esse trabalho e consideramos que isso é fundamental. Ao mesmo tempo, um aeroporto criaria novas oportunidades para os jovens. Seriam necessários gestores, engenheiros, técnicos especializados, economistas, informáticos e profissionais de várias áreas. Se permanecermos exactamente como estamos, muitos jovens continuarão a abandonar a ilha por falta de perspectivas de emprego. De que forma o turismo tem contribuído para a criação de emprego e para o desenvolvimento económico local? O impacto é visível em vários sectores. Na pesca, por exemplo, a procura aumentou significativamente. Isso valorizou o produto e incentivou novos investimentos. Na agricultura, temos assistido a melhorias importantes, nomeadamente através da introdução de sistemas de rega gota-a-gota e de técnicas de irrigação mais eficientes. Também na pesca se nota uma evolução. Cada vez mais pescadores investem em novas embarcações. A Câmara Municipal inaugurou recentemente um posto de abastecimento de combustível destinado exclusivamente aos pescadores e concluiu a primeira fase do complexo de pesca da Ponta do Sol, junto ao cais. Nesse espaço, os profissionais têm acesso a gelo a preços acessíveis, produzido com recurso à energia fotovoltaica. Além disso, temos apostado na motorização das embarcações através de linhas de financiamento em que 50% do investimento é concedido a fundo perdido e os restantes 50% através de microcrédito. Existe um período de carência de seis meses, sem encargos, antes do início da amortização. Estamos igualmente a incentivar a substituição gradual das embarcações mais pequenas por outras de maior dimensão, permitindo aumentar os rendimentos dos pescadores e melhorar o abastecimento da indústria conserveira de São Vicente. Apesar destes progressos, Santo Antão continua a perder população. Como inverter essa tendência e criar oportunidades para os mais jovens? A palavra-chave é conectividade. O aeroporto não é uma obra de luxo; é uma necessidade estratégica. Hoje, o turista que sai de Paris, Frankfurt, Lisboa ou Bruxelas quer chegar ao destino da forma mais rápida e cómoda possível. Nem todos estão disponíveis para efectuar uma travessia marítima. Há muitos visitantes que passam férias no Sal ou na Boa Vista e que gostariam de conhecer Santo Antão, mas não conseguem fazê-lo de forma simples devido à ausência de uma ligação aérea. O aeroporto permitiria ligar Santo Antão aos principais mercados emissores de turistas e reforçar a ligação às ilhas do Sal e da Boa Vista, que concentram mais de 80% das entradas turísticas em Cabo Verde. Acreditar que Santo Antão pode desenvolver-se apenas com as ligações marítimas é um erro. Basta olhar para o exemplo das Canárias, onde todas as ilhas possuem aeroporto e algumas têm mais do que um. Além disso, durante os meses de Novembro, Dezembro, Janeiro e Fevereiro, quando coincide a época alta do turismo com períodos de mar mais agitado, muitos visitantes sentem dificuldades na travessia marítima. O que defendemos é simples: quem quiser fazer a viagem de barco deve continuar a poder fazê-lo. Mas quem preferir chegar directamente à ilha também deve ter essa possibilidade. A Semana com RFI
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O Projecto Capelona, desenvolvido na comunidade de Achada Santo António, tem apostado na prevenção da violência e na promoção de valores sociais, através do envolvimento de crianças, idosos e moradores do bairro. A coordenadora do projecto, Leonor Cabral, explicou que a iniciativa nasceu com o objectivo de valorizar Achada Santo António e “preservar a morabeza que caracteriza o bairro”. O projecto, em parceria com a Polícia Nacional (PN) realiza hoje, por volta das 17:00, uma palestra na rua da Capela, em Achada Santo António, sob o tema “Criminalidade no nosso bairro prevenir é responsabilidade de todos”. Segundo Leonor Cabral, a palestra está a ser realizada numa altura em que alguns moradores têm manifestado preocupação com o aumento da criminalidade e comportamentos considerados negativos e que mancham a imagem do bairro, sobretudo entre a camada juvenil. Um dos propósitos da palestra, disse, é o de recuperar o sentimento de segurança e orgulho pela comunidade. Sobre o projecto, esta responsável avançou que um dos principais desafios tem sido conseguir envolver os jovens nas actividades, tendo em conta a baixa participação deste grupo. Por esse motivo, a organização decidiu direccionar maior atenção para as crianças e pessoas da terceira idade, considerando que estes públicos podem desempenhar um papel importante na prevenção dentro das famílias e da comunidade. “Eles podem ser conselheiros porque têm netos, filhos e vizinhos”, explicou Leonor Cabral, acrescentando que o projecto trabalha actualmente com cerca de cinco dezenas de crianças, que participam em actividades realizadas aos domingos. O intuito primordial, avançou, é o de promover valores, afastá-las de ambientes de risco e prevenir comportamentos como o uso de armas brancas e envolvimento em situações de violência. Além das crianças, o Projecto Capelona tem desenvolvido actividades com idosos, um grupo que, segundo a coordenadora, tem sido também uma das principais vítimas de assaltos. Criado há quatro anos, o projecto reúne mais de 60 participantes e está aberto a todos os moradores interessados em integrar as actividades, independentemente da sua orientação religiosa. A iniciativa conta ainda com a parceria da Paróquia Nossa Senhora do Socorro. A intervenção está estruturada em quatro vertentes principais, social, ambiental, cultural e religiosa, através de palestras, encontros comunitários e outras actividades de sensibilização. Leonor Cabral considerou que o balanço dos quatro anos de existência é positivo, destacando mudanças observadas em participantes que chegaram ao projecto em situações de “tristeza, depressão e isolamento”. A Semana com Inforpress
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Um grupo de tamboreiras da Associação São João Baptista de Rotterdam, nos Países Baixos, chegaram, quinta-feira, a Porto Novo, Santo Antão, para participar nas festas do santo padroeiro deste município. Conforme constatou a Inforpress, as tamboreiras oriundas de Rotterdam, que foram recebidas no porto do Porto Novo por um grupo de tamboreiros e coladeiras locais, participam hoje à noite do desfile dos grupos de romaria “São João Revoltado”. A edilidade porto-novense explicou que a vinda das tamboreiras da diáspora “reveste-se de um simbolismo especial, representando o reencontro com as raízes, a preservação da identidade cultural e a força dos laços que unem os porto-novenses espalhados pelo mundo à sua terra natal”. Esta presença, segundo o vereador da cultura, Absalão Gertrudes, reafirma que as festas de São João continuam a ser “uma ponte viva” entre Porto Novo e a sua diáspora. A Semana com Inforpress
O projecto "Gestão comunitária das Pescas em Santo Antão", promovido pela ONG Terrimar – Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, vai abarcar, neste primeiro ano, as comunidades piscatórias do Monte Trigo e Tarrafal, no município do Porto Novo.
Financiado pela organização Blue Ventures, o projecto, que tem duração de três anos, visa fortalecer a organização local e a sustentabilidade das actividades de pesca nas comunidades costeiras da ilha de Santo Antão, informou a organização não-governamental Terrimar.
No primeiro ano, avançou a mesma fonte, o trabalho centra-se nas comunidades de Monte Trigo e Tarrafal, no concelho do Porto Novo, com acções de capacitação, seguimento e apoio à recolha de dados sobre a pesca artesanal.
A partir do segundo ano, o projecto será expandido para outras comunidades piscatórias, incluindo a cidade do Porto Novo e Sinagoga, na Ribeira Grande.
Uma equipa da Terrimar já esteve em Monte Trigo com o propósito de preparar e apoiar as mulheres na recolha de informações sobre capturas, esforços de pesca e práticas locais, que ajudam a compreender a realidade das pescas e a tomar decisões informadas.
Com este trabalho, espera-se valorizar o papel das comunidades na gestão dos recursos marinhos, melhorar a disponibilidade de dados locais para planeamento e tomada de decisões e fortalecer capacidades locais para seguimento contínuo da pesca.
A Semana com Inforpress
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