A presidente do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), Zaida Freitas, afirmou hoje que ainda há “desafios gravíssimos de violação" contra os direitos das crianças no continente africano, apelando a uma maior protecção infantil.
Zaida Freitas falava à Inforpress propósito do Dia Internacional da Criança Africana, assinalado esta terça-feira, 16 de Junho, instituído pela Organização da Unidade Africana em 1991.
Segundo Zaida Freitas esta data é de “extrema importância”, ao considerar que as crianças e os adolescentes do continente africano, “infelizmente enfrentam muitos desafios e situações gravíssimas”, de violação dos seus direitos.
No que tange, por exemplo, ao acesso à água, saneamento e higiene, pontos também ressaltados pela União Africana, que apela à união dos Estados membros para garantir o acesso universal a esses direitos a todas as crianças africanas.
“Em Cabo Verde, a nível nacional, estamos a assinalar esta data, com foco no apelo à realização urgente destes direitos, que estão dentro dos direitos económicos, sociais e que são fundamentais para o desenvolvimento e o crescimento saudável das nossas crianças”, disse a presidente do ICCA.
No entanto, segundo Zaida Freitas, paralelamente a estas acções, a instituição está a assinalar a data com foco também na problemática da mutilação genital feminina, com a intensão de reforçar os apelos e esclarecimentos às crianças e adolescentes sobre este fenómeno.
“Dando-lhes as ferramentas, para a prevenção deste mal, que ainda que não seja uma realidade marcada aqui em Cabo Verde, nós sabemos que pelo facto de recebermos, neste momento, muitos imigrantes que infelizmente fazem esta prática, devemos ficar em alerta e prevenir para que não se torne um problema entre nós”, frisou a mesma fonte.
A seu ver a mutilação genital é uma violação grave de direitos humanos, que afecta o direito à saúde, integridade, igualdade e a não discriminação, colocando em causa a dignidade humana e a autonomia do corpo.
Freitas apontou que está a decorrer, na ilha da Boa Vista, uma acção de sensibilização alusiva à celebração do Dia da Criança Africana, no sentido de sensibilizar os mais pequenos e informá-los deste mal.
O Dia Internacional da Criança Africana instituído em 1991, em memória dos trágicos acontecimentos do massacre de Soweto, ocorrido em 1976 na cidade de Joanesburgo, África do Sul, reflecte a importância da protecção das crianças contra todas as formas de violência.
A data chama atenção ainda para a importância de uma educação de qualidade que respeite a cultura e a história das crianças africanas, centrando também numa conscientização mundial em prol dos jovens africanos.
A Semana com Inforpress
Os irmãos Márcio e Márcia, representantes do núcleo de capoeira de São Filipe, destacaram-se no primeiro Festival Infanto Juvenil de Capoeira, realizado na cidade da Praia, e serão recebidos esta semana pela edilidade de São Filipe.
O coordenador do núcleo de capoeira de São Filipe, Beto Diogo, disse à Inforpress que os dois irmãos serão recebidos pelo presidente da câmara de São Filipe, Nuías Silva, em sinal de reconhecimento pelo desempenho alcançado no evento.
“Em reconhecimento pela distinção alcançada e pelo contributo que dão à promoção da capoeira no município, os dois irmãos serão recebidos esta semana pela Câmara Municipal de São Filipe, num gesto de valorização do seu percurso e incentivo à continuidade da prática desportiva e cultural”, disse Beto Diogo.
O primeiro Festival Infantojuvenil de Capoeira foi promovido pela Associação de Capoeira Liberdade de Expressão, através dos núcleos de Santiago e São Filipe, sob a coordenação do Graduado Beto Diogo.
O festival contou com o apoio das Aldeias Infantis SOS de Cabo Verde e teve como principal parceira a Aldeia SOS de Ribeirão Chiqueiro, instituição onde são ministradas aulas de capoeira destinadas a crianças e adolescentes acolhidos naquele centro.
O encontro reuniu praticantes de todas as escolas de capoeira da ilha de Santiago e contou ainda com a participação do professor Dido, da Associação Ginga Kriola, proveniente da ilha do Sal, proporcionando momentos de intercâmbio, aprendizagem e valorização da modalidade.
Durante o festival, Márcio e Márcia, representantes do núcleo de São Filipe, receberam uma nova graduação e certificados de distinção, reconhecimento pelo empenho, dedicação e evolução demonstrados na prática da capoeira, segundo Beto Diogo.
A realização do evento contou com a colaboração de diversos parceiros, entre os quais a Câmara Municipal de São Filipe, o Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ), a Tipografia Santos, a Multicores, a Embaixada da República Federativa do Brasil em Cabo Verde e o Atelier Beto Diogo.
A Semana com Inforpress
A Aldeia Cultural, na cidade do Porto Novo, em Santo Antão, reabre hoje as portas depois de obras de remodelação, com um desfile de vozes locais, contra-dança e tradições orais, informou a edilidade porto-novense.
Esta sala de espectáculos, cuja reabertura acontece no âmbito das festas de São João, recebe ao longo desta semana vários eventos culturais, destacando a actuação do cantor Arymar, desfile de vozes, dança tradicional e a edição 2026 da “morna fest”.
O programa das festas do santo padroeiro tem uma forte vertente cultural, em que a música constitui um dos pratos fortes.
Nos próximos dias, artistas e grupos musicais de dimensão nacional e internacional vão passar pelos palcos de São João, destacando os Calema, Lura, Gil Semedo, Dudu Araújo, Djodje, Josslyn, Beto Dias, Grace Évora e Cabo Verde Show, entre outros.
Nesta altura das festividades de São João, há quem diga que Porto Novo se transforma na capital cabo-verdiana da cultura pela quantidade dos eventos programados abarcando as diversas áreas (música, literatura, dança).
O dia de hoje, além do desfile de vozes locais e da contra-dança pelo grupo Nova Geração Sul, vai ser marcado ainda pelo lançamento do livro “A Toponímia das Ilhas de Santo Antão e São Vicente”, do professor universitário António Teixeira.
A Semana com Inforpress
A jovem Ivanilda de Pina, de 17 anos, foi a grande vencedora da primeira edição do concurso de vozes “Toda a Brava Canta”, realizado na noite de domingo em Nova Sintra, Brava, visando valorizar os talentos musicais locais. O pódio do certame, promovido pelo grupo Txom de Morgado, ficou completo com Ana Silva, em segundo lugar, e Sthe Gomes, na terceira posição. Emocionada, a grande vencedora confessou aos jornalistas que o nervosismo inicial deu lugar à autoconfiança e deixou uma mensagem de incentivo aos colegas para que não desistam dos seus sonhos. “Espero que os meus colegas que não venceram também se considerem vencedores, porque todos os que participaram neste evento são vencedores. Que não desistam dos seus sonhos e continuem a trabalhar para alcançar os seus objectivos”, declarou. O porta-voz da organização, Nelson Miranda, fez um balanço positivo da adesão do público e do brilho dos candidatos, confirmando desde já a realização da segunda edição no próximo ano. “Tudo decorreu na normalidade. Os candidatos estiveram brilhantes, o público correspondeu e o evento foi bem organizado. Por isso, estamos todos de parabéns por esta primeira edição desta actividade”, sublinhou. No que se refere aos prémios, a vencedora recebeu 20 mil escudos e uma viagem à ilha do Fogo. O segundo classificado foi distinguido com um prémio monetário de 12 mil escudos, enquanto o terceiro lugar recebeu 8 mil escudos. No que toca às distinções, Ivanilda de Pina arrecadou um prémio de 20 mil escudos e uma viagem à ilha do Fogo. A segunda classificada recebeu 12 mil escudos e a terceira posição foi agraciada com oito mil escudos. O concurso reuniu diversos jovens intérpretes da ilha, proporcionando momentos de entretenimento e valorização da música cabo-verdiana, num ambiente marcado pelo convívio e pela celebração do talento local. A Semana com Inforpress
O grogue certificado da ilha de Santo Antão, através da marca Quinta Mansa, voltou a marcar presença no Fórum Mundial do Rhum, que decorreu entre 09 e 11 de Junho, em Paris, França, soube hoje a Inforpress. Alírio Rocha, proprietário da Quinta Mansa, na Ribeira Grande de Santo Antão, confirmou que esta marca da aguardente esteve presente, pelo terceiro ano consecutivo, no fórum mundial do rhum, conjuntamente com outras marcas, mais concretamente Cabral & Martins e o JBey, de Santiago e Brava, respectivamente. O grogue “made in” Santo Antão, representada pela marca Quinta Mansa, tem estado, desde 2024, em destaque nesta mostra internacional de rhum, que tem permitido “uma excelente visibilidade” ao grogue de Cabo Verde, segundo Alírio Rocha. A edição 2026 do fórum mundial do rhum debateu o impacto das mudanças climáticas no cultivo da cana sacarina e reflectiu ainda sobre a economia, a exportação e a competitividade do rhum nos mercados mundiais. A Semana com Inforpress
Alguns idosos do bairro de Achada de Santo António, na Praia, enalteceram hoje o trabalho desenvolvido pela Associação Movidoso, destacando o impacto positivo das actividades promovidas na melhoria da saúde física, mental e do convívio social dos participantes. Maria Rosa Brandão, residente em Achada Santo António, afirmou que integra a associação há quase dois anos e que a sua participação tem contribuído significativamente para o seu bem-estar. “Antes sentia-me triste e sozinha. Fui convidada a integrar o grupo e hoje sinto-me muito melhor, mais activa e com vontade de acordar todos os dias para participar nas actividades, sobretudo físicas, promovidas pela associação”, disse. Também Braz Tavares, de 67 anos e morador da mesma zona, considerou que a associação desempenha um “papel fundamental” na ocupação dos tempos livres dos idosos e na promoção da saúde física e mental. “Quando estamos em casa ficamos tristes. Aqui convivemos uns com os outros, participamos em actividades físicas, passeios, palestras e outras iniciativas que nos ajudam a sentir úteis, activos e saudáveis”, afirmou. Segundo o idoso, antes de integrar o grupo sofria frequentemente de dores no peito, situação que, segundo relatou, melhorou após a participação regular nas actividades da associação. Braz Tavares enalteceu a criação da Associação Movidoso e apelou aos idosos, que ainda não participam em iniciativas semelhantes, para aderirem aos grupos existentes. Sugeriu, igualmente, o reforço das actividades culturais, com a participação de artistas, agradecendo à associação pelo trabalho desenvolvido. Por sua vez, o vice-presidente da Associação Movidoso, Joaquim Hernandez, informou que a organização acompanha actualmente mais de 400 idosos de forma regular e sistemática, distribuídos por vários bairros da capital, nomeadamente, Achada Santo António, Terra Branca, Tira Chapéu, Ponta d’Água, Safende e Cruz Vermelha, além de um grupo na ilha da Boa Vista. De acordo com o responsável, a Achada Santo António concentra o maior número de participantes, divididos em dois grupos, seguindo-se Terra Branca, sendo que a maioria dos participantes em todos os grupos na capital é do sexo feminino. Joaquim Hernandez revelou que a associação pretende alargar as suas actividades à zona de Achada São Filipe, no município da Praia, bem como ao concelho de Santa Cruz e aos outros municípios da ilha de Santiago e do país. O vice-presidente destacou os benefícios alcançados pelos participantes, não apenas ao nível físico, mas também social e cognitivo, através da realização de actividades físicas, passeios, visitas culturais e iniciativas de lazer. “Antes, muitos destes idosos encontravam-se isolados em casa. Hoje estão activos, convivem, viajam para locais como Cidade Velha e Tarrafal e participam em diversas actividades. Isso representa um ganho enorme para a sua saúde física e mental”, sublinhou. Segundo explicou, a associação realiza avaliações periódicas da condição física dos participantes, permitindo acompanhar a evolução de cada um. “Muitos relatam que hoje conseguem realizar tarefas do quotidiano que anteriormente estavam limitados a fazer, como carregar um balde ou desempenhar algumas actividades domésticas”, disse. Joaquim Hernandez referiu que o principal objectivo da Associação é dar resposta à população considerada vulnerável e frequentemente excluída, proporcionando momentos de lazer, actividade física e estimulação mental que contribuam para uma vida mais saudável. A Semana com Inforpress
A coordenadora do Centro Multiuso da Terceira Idade e Cuidados Integrados alertou esta segunda-feira, na Praia, para a persistência da violência psicológica contra os idosos no país e consciencialização da sociedade para a protecção dos direitos desta classe. Nilda Borges, que falava à Inforpress por ocasião do Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, indicou que muitos actos considerados normais no quotidiano podem constituir formas de violência, sobretudo quando limitam a autonomia e a capacidade de decisão das pessoas idosas. “A maioria das vezes as pessoas nem se apercebem que estão a praticar violência contra os idosos”, reforçou, pois, continuou, muitas situações acontecem de forma inconsciente, principalmente quando se limita a autonomia dos idosos ou se decide por eles. Segundo a coordenadora, apesar dos avanços registados nos últimos anos, com a criação de legislação e instrumentos de protecção dos direitos dos idosos, ainda existe “um longo caminho a percorrer” para garantir o respeito efectivo por esses direitos. Borges defendeu mais acções de sensibilização dirigidas às crianças, adolescentes e adultos, por considerar que a prevenção passa pela educação e pelo fortalecimento de uma cultura de respeito pela pessoa idosa. A responsável apontou a violência psicológica como uma das formas de abuso mais frequentes e observou que comentários depreciativos, limitações injustificadas ou atitudes que afectam a autoestima dos idosos podem ter consequências significativas para o seu bem-estar. Chamou igualmente a atenção para a necessidade de recolha de dados mais consistentes sobre a realidade dos idosos no país, de forma a apoiar a definição de políticas públicas mais ajustadas às suas necessidades. O Centro Multiuso da Terceira Idade e Cuidados Integrados, na Fazenda, é frequentado actualmente por 25 idosos, além de 12 beneficiários acompanhados ao domicílio de vários bairros da cidade da Praia. As actividades desenvolvidas incluem pequeno-almoço, exercícios físicos, momentos recreativos e espaços de convívio, com o objectivo de promover o envelhecimento activo e combater o isolamento social. A coordenadora admitiu, contudo, que a instituição enfrenta limitações de recursos humanos e financeiros, situação que condiciona a realização de actividades fora das instalações e a aquisição de materiais necessários para diversificar as acções dirigidas aos utentes. Entre as necessidades identificadas constam uma animadora social, um fisioterapeuta e um terapeuta ocupacional, profissionais considerados importantes para dinamizar o quotidiano dos idosos e reforçar o acompanhamento prestado pelo centro. As actividades alusivas à efeméride decorreram na passada sexta-feira, numa iniciativa promovida em parceria com a Câmara Municipal da Praia, o Ministério da Saúde e a Coordenação Nacional do Programa de Saúde do Idoso. Entre os frequentadores do centro, José Augusto Mendonça, utente há mais de dez anos, manifestou satisfação com as actividades promovidas e com o ambiente de convivência proporcionado pela instituição. Por seu lado, Isabel dos Anjos destacou a companhia e a atenção que encontra no centro, sublinhando que a convivência com os idosos contribui para o seu bem-estar. “Ali é um bom lugar. Sinto-me acompanhada e gosto de estar com outras pessoas”, contou. Durante a conversa com a Inforpress, a utente defendeu ainda mais respeito pelas pessoas idosas e observou que muitos enfrentam situações difíceis no dia-a-dia e necessitam de maior compreensão por parte da sociedade. O Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa foi oficialmente reconhecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2011, após uma solicitação da Rede Internacional de Prevenção ao Abuso de Idosos (INPEA). A Semana com Inforpress
O Ministério da Educação vai realizar, na quinta-feira, 18, uma segunda prova nacional de Matemática, de caráter facultativo, para os alunos do 12.º ano, mas os estudantes afirmam querer uma compensação na avaliação final do primeiro teste. A medida surge em resposta ao descontentamento generalizado dos estudantes, que relatam “discrepâncias graves” entre os conteúdos lecionados nas salas de aula e a matéria efetivamente avaliada no exame nacional de 04 de Junho. Face a esta problemática, os alunos do 12.º ano contestam os critérios e exigem a descida da taxa de reprovação. Há, no seio da comunidade estudantil, um apelo para que a tutela reveja os resultados e compense os estudantes afetados negativamente com 30% na avaliação. Os estudantes argumentam, igualmente, que o exame final deveria refletir de forma justa o trabalho de todo o percurso escolar, realçando que a matéria desconhecida no teste nunca foi abordada nas aulas. “O teste final foi demasiado longo para o tempo disponível e incluía algumas assimetrias regionais entre escolas da Praia e do Sal, que lecionaram programas com ordem e conteúdos totalmente diferentes”, disse Ariana da Silva, estudante do 12.º ano. da Escola Técnica Cesaltina Ramos, na Achada Santo António. Os estudantes esclarecem ainda que as falhas na cobertura do programa não se deveram a uma falha dos docentes, mas sim à falta de tempo lectivo, que impediu o cumprimento do programa. “O tempo lectivo estipulado revelou-se insuficiente para que os professores conseguissem transmitir toda a matéria prevista na totalidade”, disse Tiago Rosa, estudante da Escola Secundária Pedro Gomes, para quem houve uma falha de comunicação entre os professores e a tutela. Em representação desta vaga de contestação, a estudante Ariana da Silva apontou “uma rutura grave de diálogo” entre a tutela e o corpo docente. “Não houve comunicação entre os professores e o Ministério da Educação para a realização da prova final a nível nacional. O Ministério apenas faculta aos professores os conteúdos e somos nós, os alunos, que vamos pagar pelo que não foi possível dar nas aulas”, lamentou a estudante. Neste sentido, os estudantes que falaram com a Inforpress apelaram à reformulação urgente dos conteúdos curriculares, pelo menos no último ciclo do secundário. Face ao cenário atual, os jovens apelam diretamente ao Ministério da Educação para que repense a organização do ano letivo, exigindo que o foco assente na reformulação e redução dos conteúdos programáticos, adaptando-os à realidade temporal das salas de aula para garantir a equidade na avaliação final. A Semana com Inforpress
O Irão aceitou não produzir nem adquirir armas nucleares ao abrigo de um projeto de memorando de entendimento entre os seus líderes e os Estados Unidos, revelou à agência Reuters um alto responsável iraniano. Segundo a CNN Portugal, o mesmo responsável acrescentou que os detalhes sobre o destino do urânio enriquecido já existente no Irão serão discutidos nos próximos 60 dias, após um acordo inicial, sendo que Teerão defende tratar internamente o processo de diluição do material nuclear. Segundo a mesma fonte, os Estados Unidos aceitaram suspender temporariamente as sanções sobre o petróleo iraniano, permitindo ao país vender crude e manter as respetivas receitas. Tal como tem sido referido nos últimos dias, um ponto central do acordo será também a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irão, bem como o fim do bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos. A Reuters refere ainda que o projeto de acordo inclui a libertação, por parte dos Estados Unidos, de cerca de 25 mil milhões de dólares em ativos iranianos congelados.
A artista cabo-verdiana Sandra Horta decidiu disponibilizar às rádios de Cabo Verde e da diáspora o tema inédito “Dja nu ben”, do seu próximo álbum, Jangada, como forma de homenagear os Tubarões Azuis e o povo cabo-verdiano. De acordo com um comunicado de imprensa, a canção será difundida exclusivamente através das rádios durante o mês de Junho, sem lançamento nas plataformas digitais, videoclipe ou campanha promocional. O álbum Jangada tem lançamento previsto para este ano, mas a cantora entendeu que “Dja nu ben”, pela sua mensagem de perseverança e conquista, poderia assumir um significado especial perante a emoção colectiva vivida pelos cabo-verdianos. No refrão, Sandra Horta canta “Nu ben di lonji, nu ben kansadu, ma dja nu ben”, uma mensagem que, segundo a artista, traduz a ideia de chegar ao destino após uma longa caminhada marcada por desafios e sacrifícios. “Esta canção fala sobre caminho, resiliência e chegada. Todos nós, em algum momento, atravessamos algo difícil e sentimos orgulho por ter conseguido chegar ao outro lado. Cabo Verde especialmente. Um país de emigração, de lutas e de vitórias. Neste momento, sinto que ‘Dja nu ben’ pertence também à nossa selecção e ao nosso país. Não quero lançá-la como campanha. Quero apenas oferecê-la, pela rádio, a Cabo Verde”, afirmou. De acordo com a mesma fonte, a iniciativa pretende ser um gesto artístico de união e orgulho nacional, associando a mensagem da música ao percurso da selecção cabo-verdiana e à história de superação do povo cabo-verdiano. Com raízes cabo-verdianas e uma proposta musical que combina elementos tradicionais e contemporâneos, Sandra Horta tem desenvolvido um percurso artístico assente na valorização da identidade cultural cabo-verdiana e na ligação entre Cabo Verde e o mundo. O tema “Dja nu ben” será disponibilizado para emissão radiofónica em Cabo Verde, na diáspora e em rádios de ligação africana e lusófona ao longo do mês de Junho. A Semana com Inforpress
A presidente da Associação Regional de Taekwondo de Santo Antão Sul, Vanina Fonseca, destacou, domingo, a “boa evolução” desta modalidade nesta região desportiva, destacando a forte adesão de crianças e jovens à volta deste desporto. O taekwondo chegou a Santo Antão Sul há seis anos, através da missionária brasileira Katia Duarte e, desde essa altura, conheceu muitos avanços, com “muita adesão” das crianças e jovens em torno desta modalidade, explicou Vanina Fonseca. A presidente da associação regional disse que, apesar das dificuldades em termos de espaço para a prática do taekwondo, este desporto está a ganhar destaque no panorama desportivo regional, com “grande procura das crianças e jovens, querendo praticá-lo”. Além de alguns “opens”, a Associação Regional do Taekwondo de Santo Antão Sul realizou já dois campeonatos regionais, sendo o mais recente realizado este fim de semana, com a presença de cerca de três dezenas de atletas nas diferentes categorias. Vanina Fonseca fez um balanço positivo do campeonato regional, destacando o envolvimento da Câmara Municipal do Porto Novo na realização desta competição, que permitiu encontrar os representantes desta região no campeonato nacional. Na categoria infantil, Marley Pires ficou em primeiro no pódio, enquanto Cauã Lima e Elvin Mota ocuparam o segundo e terceiro lugares, respectivamente. Nos menos de 45 quilos feminino, ganhou a Eveline Delgado, tendo ficando na segunda e terceira posições as atletas Yasmin Spencer e Jeny Fortes, respectivamente. Nos menos de 50 quilos masculinos, o vencedor foi Eon Rocha, com Amilcar Dias e Mateus Henrique a ocuparem o segundo e o terceiro lugares do pódio. Em cadetes femininos, Jennifer Brito venceu, ficando na segunda posição a Isabel Rocha. Nos menos de 65 quilos masculinos, o primeiro lugar do pódio foi para Richer Costa, tendo ficado em segundo o Vítor Miguel, enquanto que Facundo Oddol e Elber Lima ficaram na terceira posição. Em júnior feminino, Tais Reis ocupou o primeiro do pódio, enquanto que Joice Graça e Joelma Gomes ficaram em segundo e terceiro lugares. Nos menos de 68 quilos masculino, Tailson Lopes foi o vencedor, tendo o Kevin Lima e Aridani Delgado ocupado a segunda e a terceira posições. Em sénior masculinos, o primeiro do pódio foi para Samuel Costa, com o Hélio Pires a ocupar a segunda posição. Depois do campeonato regional, os atletas vão agora preparar-se para o campeonato nacional, estando agendado, neste âmbito, para esta semana a realização de um open, segundo a líder da associação. O vereador do Desporto da Câmara Municipal do Porto Novo, Juari Nobre, que presenciou a prova, garantiu todo o suporte da edilidade para que os atletas tenham um bom desempenho no campeonato nacional. A Semana com Inforpress
A maioria das vítimas do acidente de viação ocorrido no domingo na localidade de Bimbirim, no concelho do Tarrafal, já recebeu alta hospitalar, permanecendo apenas três pacientes sob cuidados médicos, dois em Assomada e um na Praia. A informação foi avançada hoje à Inforpress pela directora clínica do Hospital Regional Santa Rita Vieira (HRSRV), Janaína Vicente, ao actualizar o estado de saúde dos feridos transportados para aquela unidade hospitalar após o acidente que provocou dois mortos e vários feridos. Segundo a responsável, 11 vítimas deram entrada no HRSRV na sequência do sinistro. Destas, uma foi transferida para o Hospital Universitário Agostinho Neto, na Praia, para avaliação especializada em neurocirurgia e realização de exames complementares. Dos restantes pacientes assistidos em Assomada, quatro apresentavam traumas ligeiros e receberam alta ainda na noite de domingo, outros seis permaneceram sob observação médica até à manhã desta segunda-feira, tendo quatro já recebido alta neste momento, com orientações clínicas e medicação adequadas à continuidade da recuperação em casa. Neste momento, conforme avançou, apenas dois pacientes continuam internados no Hospital Regional Santa Rita Vieira, encontrando-se estáveis e sob observação médica. O acidente ocorreu na tarde de domingo, na localidade de Bimbirim, quando uma viatura Hiace que transportava 19 pessoas despistou-se, conforme confirmou o comandante dos Bombeiros Municipais do Tarrafal, Alexandro Carvalho. De acordo com informações recolhidas pelos bombeiros, os ocupantes eram jovens provenientes de Assomada, no município de Santa Catarina, e de Achada Tenda, no Tarrafal, que regressavam das celebrações da crisma. As primeiras averiguações apontam o excesso de velocidade e a lotação acima da capacidade da viatura como as causas mais prováveis do acidente. Após perder o controlo, o veículo saiu da estrada, embateu em várias árvores e acabou por se imobilizar fora da faixa de rodagem. O acidente provocou forte consternação em várias comunidades da ilha de Santiago. A Diocese de Santiago manifestou “profundo pesar” pela morte da jovem Nayara Fortes, de 18 anos, que tinha recebido o Sacramento da Confirmação nessa mesma manhã, e do condutor da viatura, conhecido localmente por “Tu”. A Escola Secundária Olegário Tavares, em Achada Monte, município de São Miguel, também lamentou a morte da estudante do 10.º ano. Nas redes sociais multiplicam-se as mensagens de solidariedade dirigidas às famílias das vítimas e os votos de rápida recuperação aos feridos. A Semana com Inforpress
O professor da Universidade Técnica do Atlântico (UTA) Estanislau Lima pretende implementar um projecto de agricultura inteligente em Cabo Verde, que consiste na utilização de ferramentas de tecnologias informáticas para tornar a agricultura mais produtiva e eficiente. A informação foi avançada à imprensa por Estanislau Lima, a propósito da apresentação, no Mindelo, do projecto denominado Ap-Byte, desenvolvido em parceria com universidades das Canárias, arquipélago que já possui experiência na área da agricultura inteligente. Segundo o investigador, Cabo Verde enfrenta grandes desafios, sobretudo ao nível da escassez de água, da falta de chuva, da limitação de terrenos agrícolas, das pragas e também da tomada de decisões relativamente aos tipos de cultivo mais adequados. Por isso, explicou, o projecto tem como objectivo trazer uma solução que combina a utilização da inteligência artificial com ferramentas de teledetecção. Isto é, clarificou, consiste em utilizar a inteligência artificial para fazer previsões e avaliar a qualidade dos terrenos, bem como identificar os tipos de cultivo mais apropriados de acordo com as condições climáticas. “Com esta plataforma, pensamos que podemos superar uma barreira muito grande, que é a dificuldade em saber, por vezes, como está o terreno, como está o cultivo, qual a disponibilidade de água, quando se deve regar, quando se deve cultivar, quando se deve mudar a plantação e que tipos de fertilização devem ser utilizados”, explicou Estanislau Lima. Segundo a mesma fonte, o projecto de agricultura inteligente está dividido em várias fases e está a ser implementado em parceria com instituições como as universidades de Las Palmas e de La Laguna, além de outros parceiros internacionais. Conforme Estanislau Lima, a realização do workshop junto dos alunos da UTA tem como objectivo mostrar a aplicabilidade das soluções que já estão a ser desenvolvidas, a forma como estão a ser utilizadas e como podem ser aplicadas na agricultura. “A ideia é que, num futuro próximo, quando o projecto estiver finalizado, possamos ter esta ferramenta à disposição dos nossos agricultores e dos ministérios, de forma a utilizarem estas informações, uma vez que são vários os dados que devem ser recolhidos para que se possa praticar uma agricultura de qualidade”, afirmou. As Canárias, que partilham semelhanças geográficas e climáticas com Cabo Verde, servem de modelo tecnológico para o projecto. Segundo a representante da Universidade de Las Palmas, Âmbar Pérez García, as tecnologias de agricultura de precisão são "perfeitamente adaptáveis" à realidade cabo-verdiana. “O uso de câmaras e drones é perfeitamente aplicável em ambos os locais. Quando falamos de agricultura nas ilhas, os ‘drones’ assumem grande relevância", sublinhou a investigadora espanhola, indicando que os alunos já começaram a receber formação prática com imagens aéreas. A Semana com Inforpress
A directora da regulação da Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS) destacou hoje os ganhos a nível da supervisão, fiscalização e licenciamento dos estabelecimentos de saúde em 2025, mas vincou a necessidade de melhorias no sector. Sónia Santos falava durante a apresentação do relatório “Balanço regulatório do sector da saúde 2025-2026 – ganhos e oportunidades”, no quadro do encontro sob o tema “ERIS em diálogo: escutar para melhor regular”. Segundo a responsável, em 2025, a ERIS recebeu 108 reclamações e queixas de utentes, das quais 84 foram remetidas através dos livros de reclamações dos estabelecimentos de saúde. Foram igualmente registados 145 novos profissionais de saúde e processadas 329 renovações e alterações de registo. Na área da fiscalização, a entidade realizou 191 inspecções, sendo 91 por cento (%) em estabelecimentos privados e 9% em unidades públicas. A taxa de cobertura nacional atingiu 71%, embora tenha ficado abaixo da meta inicialmente prevista devido ao cancelamento de missões de terreno após a passagem da tempestade Erin. A directora salientou que os principais motivos de reclamação dos utentes estiveram relacionados com “procedimentos administrativos, como marcação de consultas e exames, questões ligadas à humanização dos cuidados e à informação prestada aos pacientes, e ainda aspectos relacionados com a qualidade e segurança dos serviços de saúde”. Apesar destes desafios, Sónia Santos destacou “a diminuição das não-conformidades” detectadas durante as inspecções, cuja incidência passou de 90 para 79%, e redução dos casos de reincidência. “Estamos a encontrar menos não-conformidades e os prestadores de cuidados de saúde estão mais conscientes da necessidade de corrigir os problemas detectados”, afirmou. Quanto ao licenciamento, a ERIS tramitou 272 processos de licenciamento e averbamento, representando um aumento 2% em relação ao ano anterior. Destes processos, 88% corresponderam a averbamentos e 12% ao licenciamento de novos estabelecimentos. Sublinhou que mais de 90% dos processos foram respondidos dentro do prazo legal, enquanto todas as vistorias realizadas cumpriram os prazos previstos na legislação. O relatório revela igualmente um crescimento dos estabelecimentos privados de saúde em 2025 em 14%, em relação aos anos anteriores. A maior incidência foi na cidade da Praia, que concentrou 53% dos novos estabelecimentos, seguida do Mindelo e da Assomada. Entre os novos serviços licenciados destacam-se consultórios médicos, postos de colheita e consultórios de fisioterapia. Quanto às oportunidades de melhoria, Sónia Santos apontou o tempo de emissão das licenças, a burocracia dos processos e a necessidade de maior celeridade na tramitação electrónica como “os aspectos menos bem avaliados” pelos prestadores de cuidados de saúde. Neste sentido, anunciou a implementação de um sistema de informação que permitirá aos operadores acompanhar os seus processos e conhecer, em tempo real, o estado dos pedidos submetidos à ERIS. Quanto às perspectivas para 2026, destacou a entrada em vigor do novo regime jurídico dos estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde que introduz um modelo mais moderno de regulação, alarga o âmbito de aplicação ao sector público, privado lucrativo e não lucrativo, entre outros. A Semana com Inforpress
O artista plástico Edson Garcia está a desenvolver murais, na Praia, inspirados nos “Tubarões Azuis”, num trabalho independente marcado por desafios, mas movido pela paixão pela arte e pela inspiração no quotidiano.
Uma colecção de 16 obras inaugurou hoje a nova galeria de arte em São Vicente, num projecto que pretende trazer o trabalho do artista Joaquim Semedo para a ilha e projectar o espaço a nível internacional.
O músico cabo-verdiano João Cirilo Monteiro, “Po d’Terra”, defendeu a importância da “gaita” na preservação do funaná e da identidade cultural, apelando à fidelidade às raízes tradicionais e à interpretação com autenticidade.
Uma missão da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANAS), chefiada pela sua presidente, Marise Gominho, esteve nos últimos dias em Santo Antão em visita de acompanhamento das obras de água e saneamento, informou hoje esta agência.
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