terça-feira, 29 setembro 2026

Eleição na Assembleia Nacional aproxima país da paridade, mas ICIEG alerta para o equilíbrio de género

A eleição histórica de Janira Hopffer Almada para presidente da Assembleia Nacional representa “um marco na promoção da igualdade de género”, mas também traz alertas sobre o equilíbrio de representação política, declarou a presidente do ICIEG. Em declarações à Inforpress, a presidente do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), Marisa Carvalho, que congratulou o parlamento pelo “sinal robusto de progresso”, apelou a “uma maior vigilância para evitar novos desequilíbrios”, reforçando a necessidade contínua da Lei da Paridade. “O instituto vê esta eleição como uma confirmação dos avanços na promoção da igualdade de género no país”, disse, destacando o percurso individual da nova presidente da Assembleia Nacional, Janira Hopffer Almada, na advocacia e na política. Na questão da liderança, referiu-se ainda ao seu pioneirismo como primeira mulher a liderar um partido político em Cabo Verde, assim como Filomena Martins, que havia ocupado a presidência do MpD, embora por um período muito curto. “Este passo aproxima o Parlamento da paridade efetiva de 50-50. É, de todo, um sinal robusto de que a equidade e a promoção da igualdade de género vieram para ficar”, destacou, alertando, entretanto, contra novos desequilíbrios que possam aparecer. Quanto à Mesa da Assembleia Nacional, a presidente do ICIEG deixou um aviso relevante sobre a nova composição, agora constituída por três mulheres e apenas um homem. Por o ICIEG se tratar de “uma instituição de género e não apenas das mulheres”, Marisa Carvalho relembrou que não se pode equilibrar a balança desequilibrando-a.  “Há que realmente primar pelo equilíbrio, porque esta é uma questão muito sensível, particularmente na política”, advertiu. Na sua declaração, refutou veementemente as opiniões de que a Lei da Paridade já não é necessária, argumentando que o avanço atual reflete um contexto específico, o parlamentar.  Lembrou, ainda, que existe muito caminho a ser trilhado a nível autárquico e em algumas áreas da sociedade. Neste particular, recordou que, a nível local, a presidência das câmaras municipais ainda está muito aquém do desejado, pelo que considerou que, sem a Lei da Paridade, o ritmo normal do parlamento ditaria que a paridade só seria alcançada em 2060. Questionada sobre a alegada falta de equidade no novo elenco governamental, que contaria com apenas três mulheres, a responsável recusou comentar listas avançadas por órgãos não oficiais, remetendo declarações para depois da tomada de posse oficial. Sobre a sua continuidade na liderança do instituto, esclareceu que o seu contrato vigora até Novembro de 2027, afirmando que, na democracia, “nada é vitalício” e que o seu trabalho em prol do género continuará, seja nesta ou noutra função.   A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás 22 horas atrás

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jcf
24 dias atrás 15 horas atrás

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joão do rosário
26 dias atrás 21 horas atrás

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