Em Cabo Verde, os partidos da oposição e a presidente da Rede das Mulheres Parlamentares criticam a fraca representação feminina no novo governo. A Rede de Mulheres Parlamentares Cabo-verdianas mostra que, enquanto na Assembleia Nacional, há avanços com o parlamento composto por 47 %, próxima de paridade 50 – 50 e presidido por uma mulher, no novo executivo há apenas três mulheres. A deputada, Lúcia Passos em declarações à televisão pública cabo-verdiana, mostrou-se defraudada com a fraca presença de mulheres no governo. "É claro que nós estamos de defraudados e nós gostaríamos tanto que o novo governo tivesse mais mulheres e que respeitasse o princípio da paridade", disse a deputada. Todos os partidos da oposição acusaram o novo primeiro-ministro, Francisco Carvalho, de manter jovens e mulheres afastados dos centros de decisão e o presidente da UCID, João Santos Luís, disse que o presidente do PAICV não cumpriu o compromisso assumido com os cabo-verdianos "De enxuto, o governo não tem absolutamente nada porque na verdade tinha sido prometido um governo enxuto, de 11 a 12 elementos, máximo 13 elementos, o que não se efectivou. Nós estamos perante um governo de 18 membros", disse o líder da UCID, lembrando que o PAICV criticou o anterior governo de 22 elementos, apelidando o executivo de Ulisses Correia e Silva de “governo gordo”. Em resposta às críticas o secretário geral do PAICV, Vladmir Silves Ferreira, salientou, em comunidade "a diversidade e a qualidade técnica, científica e humana dos membros escolhidos para integrar o governo", sublinhando "que se trata de personalidades de reconhecido mérito e com experiência em diversas áreas da vida pública, capazes de contribuir para uma governação orientada para o desenvolvimento nacional". A Semana com RFI
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Os candidatos à presidência da Associação Académica da Universidade de Cabo Verde (ACAD-UniCV) para o mandato 2026-2028 defenderam esta quarta-feira medidas para reforçar a representatividade estudantil, melhorar os serviços universitários e dinamizar a vida académica. As propostas foram apresentadas durante a campanha para as eleições dos novos órgãos sociais nacionais da maior universidade pública do país. Em declarações à Inforpress, o candidato Flávio Furtado, estudante do segundo ano de Direito, afirmou que a sua lista pretende servir de “ponte entre os estudantes e a Reitoria”, defendendo uma representação mais próxima e permanente. Como prioridades, apontou o prolongamento do horário do autocarro universitário, a criação de uma loja na residência estudantil, a realização de um fórum académico e o reforço da cooperação entre os polos através de intercâmbios e actividades desportivas. O candidato propõe ainda a criação de núcleos em cada faculdade, com o objectivo de facilitar o contacto directo com os estudantes e assegurar que as suas preocupações cheguem à direcção da associação académica. Por sua vez, o candidato Derickson Gomes, estudante do quarto ano de Estudos Cabo-verdianos e Portugueses e actual coordenador do Gabinete de Desporto da associação, defendeu uma “maior dinamização da vida académica” através de actividades culturais e desportivas e da concretização de projectos que, segundo disse, ficaram por executar no actual mandato. Entre as suas principais medidas, destacou a criação de um quiosque na residência estudantil, cujos lucros reverteriam a favor de estudantes com dificuldades no pagamento de propinas, além da implementação do cartão de estudante, digitalização dos serviços e melhorias no funcionamento e horários da cantina universitária. Já o candidato Alexssandro Rocha, estudante do quarto ano de Filosofia Política e Relações Internacionais, centrou a sua plataforma eleitoral na revitalização da comunidade e na defesa dos interesses dos discentes. Manifestou particular preocupação com a reduzida participação dos alunos nas actividades universitárias e associativas, advogando por uma estrutura mais inclusiva, descentralizada em núcleos e participativa, que coloque o estudante no centro de todas as decisões. A votação decorre ao longo do dia de hoje através da plataforma de voto eletrónico da Uni-CV, facilitando a participação dos estudantes distribuídos pelos diferentes polos da instituição de ensino superior. O processo eleitoral encerra-se às 17:00, hora prevista para o fecho das urnas electrónicas e início do apuramento dos resultados. A Semana com Inforpress
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O presidente da Câmara de São Filipe, Nuías Silva, defendeu hoje a criação de um Centro Regional de Proteção Civil e Bombeiros para a Região Fogo/Brava para fortalecer a capacidade de resposta a emergências e desafios humanitários. A proposta foi apresentada durante um encontro sobre “Protecção Civil e resposta humanitária em pequenos territórios insulares – a experiência do município de São Filipe”, realizado no âmbito da Escola Internacional de Verão, promovida pela Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) e pela Universidade de Santiago (US) e que reúne estudantes e especialistas de várias nacionalidades. Na sua intervenção, Nuías Silva destacou que São Filipe enfrenta desafios específicos decorrentes da presença de um vulcão activo, das extensas áreas florestais, das zonas montanhosas de difícil acesso e da crescente vulnerabilidade às alterações climáticas, factores que tornam a gestão do risco uma necessidade permanente e não apenas uma resposta ocasional às emergências. O edil sublinhou que a visão para o futuro passa pela criação de um Centro Regional de Comando de Protecção Civil e Bombeiros “devidamente capacitado”. Passa também, continuou, pela elaboração de um plano municipal e regional de emergência, pela aquisição de equipamentos adequados aos riscos vulcânicos e florestais e pela implementação de sistemas modernos e eficazes de alerta e comunicação. Outro eixo prioritário apontado pelo edil é o reforço da resiliência das comunidades através da capacitação dos cidadãos, considerando que as populações são os primeiros agentes de resposta em situações de crise. Ao partilhar a experiência do município, Nuías Silva destacou várias lições aprendidas ao longo dos anos. Entre elas, salientou que a prevenção deve constituir uma prioridade permanente, que a preparação salva vidas, que as comunidades desempenham um papel fundamental na resposta inicial e que a cooperação entre instituições é indispensável para enfrentar os desafios humanitários. “O que a nossa experiência demonstra é que a resiliência se construi antes da crise”, afirmou, acrescentando que mesmo municípios com recursos limitados podem reforçar significativamente a sua capacidade de resposta através da preparação, da formação e da cooperação. O presidente da câmara de São Filipe reconheceu, contudo, que persistem desafios importantes, nomeadamente a escassez de recursos financeiros, insuficiência de equipamentos especializados, necessidade de formação contínua dos agentes de protecção civil, elevados custos associados à insularidade e limitações logísticas em situações de emergência. Neste contexto, defendeu o reforço das parcerias nacionais e internacionais para garantir formação especializada em gestão de emergências, busca e salvamento, capacitação técnica das corporações e aquisição de equipamentos adequados. Para Nuías Silva, nenhum município vulnerável consegue enfrentar sozinho os desafios humanitários do futuro, por isso considerou que a construção da resiliência deve ser encarada como um compromisso colectivo que envolve governos central e local, parceiros nacionais e internacionais, instituições académicas e as próprias comunidades. A Semana com Inforpress
O Simpósio Internacional “Museu da Resistência do Campo de Concentração do Tarrafal” marca o culminar da candidatura a Património Mundial da Unesco e um momento de reflexão sobre o valor universal excepcional do Tarrafal, afirmou a presidente do IPC. Em declarações à imprensa, Ana Samira Baessa, explicou que o encontro insere-se na fase final de consolidação técnica e científica do dossiê, no âmbito da candidatura do sítio a Património Mundial da Unesco, retomada a 1 de Maio de 2024. “Desde então temos estado a fazer um trabalho técnico-científico muito profundo, para além da reabilitação do espaço, incluindo a recolha de memórias no sentido de concretizar esta grande ambição do reconhecimento do Campo de Concentração do Tarrafal”, afirmou. Ana Samira Beassa recordou que o processo esteve condicionado por restrições da Unesco à inscrição de novos sítios de memória ligados a conflitos recentes, o que levou a uma reorganização metodológica da candidatura. Segundo aquela responsável, o dossiê, avançou entretanto para uma avaliação preliminar da Unesco, realizada em Outubro de 2025, cujo relatório “validou a metodologia e as estratégias” adoptadas, mas deixou recomendações importantes. “Recomenda maior envolvimento da comunidade e aprofundamento das pesquisas científicas e arqueológicas”, disse, acrescentando que já foram realizadas escavações para identificação de vestígios ligados ao antigo campo. A presidente do IPC sublinhou ainda que foi feita a delimitação do bem a classificar, que integra não apenas o antigo complexo prisional, mas também outros elementos históricos como a granja, o colonato e a pedreira. “O objectivo é explicar de forma transversal e abrangente o que o Campo de Concentração do Tarrafal representa não só para Cabo Verde, mas para a história da humanidade”, destacou. O simpósio reúne investigadores e especialistas de Angola, Guiné-Bissau, Portugal, Moçambique, Brasil, Burkina Faso e Açores, além de académicos e testemunhos de antigos presos políticos. Durante dois dias, serão debatidos temas como história, memória e direitos humanos, patrimonialização e musealização de sítios de resistência, interpretação e sustentabilidade do património. O programa inclui ainda um encontro restrito de especialistas no dia 26, dedicado à definição do valor universal excepcional do sítio, etapa decisiva para a submissão do dossiê à Unesco prevista para 15 de Setembro. A Semana com Inforpress
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O Centro Cultural do Mindelo recebe, no próximo dia 01 de Julho, a apresentação da obra “Saudade – Cartografia de um sentimento”, do jornalista sueco Henrik Jönsson, que explora as origens deste sentimento na lusofonia. A informação consta de uma nota da organização enviada à Inforpress, que explica que a primeira vez que o autor ouviu a palavra "saudade" foi na voz da cantora cabo-verdiana Cesária Évora. Apaixonado pela língua portuguesa e pela sua história, Henrik Jönsson empreendeu uma viagem por diferentes comunidades lusófonas espalhadas pelo mundo, procurando compreender a génese de um sentimento frequentemente associado à identidade cultural destes povos. Segundo a sinopse da obra, a palavra “saudade”, durante muito tempo considerada exclusiva da língua portuguesa e intraduzível, descreve um estado de espírito ambíguo em que a dor e a alegria coexistem num presente marcado pelas recordações do passado. Com o aumento dos fluxos migratórios, a fonte refere que a saudade deixou de ser apenas uma característica das comunidades lusófonas para se afirmar como um sentimento universal, cada vez mais presente num mundo globalizado. Ao longo da investigação que deu origem ao livro, o autor percorreu os arquipélagos atlânticos de Cabo Verde, dos Açores e da Madeira, bem como várias regiões das Américas. Nesses locais, recolheu testemunhos de pessoas que emigraram em busca de melhores condições de vida, fugindo à pobreza, aos desastres naturais ou à falta de perspectivas, mas que mantiveram uma forte ligação às suas terras de origem. A narrativa acompanha duas viagens paralelas, sendo uma geográfica, que atravessa o Atlântico em diferentes direcções para encontrar histórias marcadas pela saudade. Na outra, mais íntima e introspectiva, o autor revisita memórias e afectos para compreender o que significa sonhar em português longe de casa e enfrentar a distância daqueles que ficaram. A apresentação da obra na cidade do Mindelo contará com a presença do autor e da embaixadora da Suécia em Cabo Verde, Elisabeth Eklund. A Semana com Inforpress
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A presidente da Associação Cabo-verdiana de Luta Contra a Violência Baseada no Género (ACLCVBG), Vicenta Fernandes, defendeu hoje, na cidade da Praia, o reforço da prevenção e da mobilização social para combater a Violência Baseada no Género (VBG). A responsável falava na abertura da VIII Semana de Reflexão sobre a VBG, evento que decorre sob o lema “Igualdade é Responsabilidade de Todos”. Segundo a dirigente, este ano a associação decidiu centrar os debates na violência em contextos institucionais, nomeadamente na política, no desporto, nos locais de trabalho e nos serviços de saúde, por considerar que estas formas de violência permanecem pouco denunciadas e insuficientemente discutidas no país. “Precisamos de falar e combater esta situação. Muitas vezes as pessoas não sabem que estão perante um caso de violência, não denunciam, não pedem ajuda e acabam por ficar sem resposta”, avançou a dirigente. Vicenta Fernandes sustentou que a VBG não se limita às agressões físicas, incluindo igualmente formas psicológicas, económicas, institucionais e digitais, com impactos profundos na vida das vítimas e das suas respectivas famílias. Na sua intervenção, a presidente da associação assinalou que, apesar dos avanços alcançados por Cabo Verde, esta problemática continua a representar um dos maiores desafios para os direitos humanos, a justiça social e o desenvolvimento humano. Vicenta Fernandes renovou ainda o compromisso da organização com a promoção da igualdade de género e apelou à participação activa de toda a sociedade na prevenção da violência. Diante deste cenário, a presidente da ACLCVBG renovou o compromisso da organização com a promoção da igualdade de género e apelou à participação activa de toda a sociedade na prevenção da violência. “Também é possível erradicar a violência baseada no género. Precisamos unir as nossas vozes e transformar a indignação em compromisso e acções concretas”, vincou. A responsável defendeu igualmente uma resposta articulada entre o Governo, municípios, sistema judicial, forças de segurança, sectores da saúde e da educação, comunicação social, organizações comunitárias e parceiros internacionais. Na ocasião, destacou o apoio de várias entidades nacionais e internacionais à iniciativa, entre as quais o Governo do Canadá, as Nações Unidas, a União Europeia e diversas representações diplomáticas, lançando ainda um apelo para um maior envolvimento dos homens e rapazes na promoção de relações assentes na igualdade, respeito e corresponsabilidade. A Semana com Inforpress
O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, Nilton Monteiro, manifestou o desejo de que o novo governo de Cabo Verde seja um executivo “amigo das câmaras” e dê “especial atenção” à melhoria da conectividade de São Nicolau. Em declarações à Inforpress, a propósito da tomada de posse do novo Governo da República, o autarca mostrou-se confiante de que a nova equipa governamental poderá revelar uma maior sensibilidade às preocupações das câmaras municipais, tendo em conta a experiência autárquica do primeiro-ministro. “Espero que seja um Governo amigo das câmaras, até porque o primeiro-ministro vem também da presidência de uma câmara, onde ele mesmo declarou ter sentido alguma pressão da parte do Governo. Portanto, nunca se espera nada menos do que um primeiro-ministro próximo das câmaras municipais”, afirmou. Segundo Nilton Monteiro, São Nicolau e, em particular, o município da Ribeira Brava, aguardam avanços em diversos sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento da ilha, com destaque para os transportes, saúde, infra-estruturas e políticas sociais. O edil sublinhou, contudo, que a principal preocupação continua a ser a questão da conectividade, apontando as limitações nos transportes marítimos e aéreos como um dos maiores constrangimentos ao desenvolvimento económico e social da ilha. “Quando vivemos numa ilha, temos um grande problema com a conectividade. Se há uma exigência que continuaremos a fazer ao Governo é a melhoria das ligações de São Nicolau com as restantes ilhas e também com a diáspora”, reforçou. Relativamente à nomeação do novo ministro responsável pelo sector dos transportes, João do Carmo, Nilton Monteiro mostrou-se confiante de que haverá uma atenção particular aos desafios enfrentados pelas ilhas periféricas. “O desenvolvimento económico e social de Ribeira Brava e de São Nicolau depende muito da melhoria dos transportes. Acreditamos que o novo ministro tem conhecimento dessa realidade e sensibilidade para encontrar soluções”, sustentou. O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava assegurou ainda que as reivindicações da autarquia em matéria de conectividade e desenvolvimento permanecerão as mesmas, independentemente da mudança governativa. “O nosso compromisso é com o bem-estar da população de São Nicolau e, de forma mais particular, da Ribeira Brava. Por isso, continuaremos a defender aquilo que a ilha precisa para crescer”, concluiu. A Semana com Inforpress
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A selecção cabo-verdiana de voleibol terminou em terceiro lugar na qualificação da Zona II CAVB, disputada na Gâmbia, e falhou o apuramento para o Campeonato Africano das Nações, previsto para este ano, em Kinshasa (RD Congo). No jogo de estreia do campeonato, que decorreu de 18 a 22 de Junho, Cabo Verde perdeu por 0-3 frente ao Senegal. Apesar do equilíbrio registado no primeiro set, decidido apenas aos 26-24, a equipa nacional não conseguiu manter o mesmo nível nos parciais seguintes, que terminaram com os resultados de 25-17 e 25-16 para os senegaleses. De acordo com a estatística do jogo, a segunda jornada, diante da anfitriã Gâmbia, a partida ficou marcada por sucessivas interrupções relacionadas com o uso de equipamentos sonoros nas bancadas. A selecção cabo-verdiana venceu o primeiro set por 25-21 e o segundo decorria com vantagem gambiana de 14-11 quando o encontro voltou a ser interrompido. Após várias tentativas de mediação, a equipa nacional abandonou a quadra e a vitória foi atribuída à Gâmbia, ao abrigo dos regulamentos da competição. Cabo Verde encerrou a participação com uma vitória por 3-1 frente à Guiné-Bissau, com os parciais de 25-22, 25-21, 23-25 e 25-22, conquistando o seu único triunfo no torneio. Com uma vitória e duas derrotas, a formação cabo-verdiana terminou na terceira posição da prova, atrás da Gâmbia e do Senegal, selecções que asseguraram a qualificação para o Campeonato Africano das Nações. A competição foi conquistada pela Gâmbia, que derrotou o Senegal por 3-2 na final disputada em Banjul. A Semana com Inforpress
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O docente e investigador da Universidade de Santiago, Luís Rodrigues, defendeu hoje a adopção de modelos pedagógicos que promovam o uso crítico da inteligência artificial no ensino superior, alertando para a crescente dependência cognitiva dos estudantes destas ferramentas tecnológicas. Em declarações à imprensa, no âmbito do prémio Brazão Mazula 2026, atribuído pela Rede Internacional Académica da Lusofonia (RIAL), o investigador considerou que a crescente utilização da inteligência artificial nos processos de aprendizagem tem vindo a produzir impactos não apenas nas universidades, mas em todo o sistema educativo e mesmo no mercado de trabalho, tornando necessária uma reflexão sobre novas formas de ensinar, aprender e avaliar. Segundo explicou, muitas pessoas recorrem actualmente à inteligência artificial para obter respostas imediatas, sem activar mecanismos de pensamento aprofundado e de análise crítica, limitando assim o desenvolvimento das suas competências cognitivas. “Nós pedimos à máquina que nos dê uma resposta, lemos de forma acrítica e tomamos essa resposta como final”, afirmou, acrescentando que este comportamento pode comprometer aquilo que designa de “aprendizagem profunda”. Para responder a estes desafios, Luís Rodrigues desenvolveu o “Modelo CCA-IA – Cooperação Cognitiva Ampliada com Inteligência Artificial”, uma proposta teórica e pedagógica que prevê diferentes níveis de integração da inteligência artificial nos processos de ensino, aprendizagem e produção do conhecimento. O modelo, explicou, contempla três etapas diferenciadas de colaboração, envolvendo não apenas a utilização da inteligência artificial, mas também a participação de colegas, docentes e orientadores, com o objectivo de fortalecer o sentido de autoria, reduzir a dependência das ferramentas tecnológicas e estimular o pensamento crítico. O docente defendeu que, mais do que regulamentar a utilização da inteligência artificial através da definição de percentagens ou limites de intervenção das plataformas digitais nos trabalhos académicos, importa criar mecanismos que permitam a sua utilização de forma consciente e produtiva. “É extremamente difícil definir as fronteiras entre aquilo que foi feito pela inteligência artificial e aquilo que foi produzido pelo ser humano. O que propomos é aceitar que a inteligência artificial existe, que é utilizada, mas que pode servir também para ampliar o nosso processo de trabalho, o nosso processo cognitivo e a nossa capacidade de produzir conhecimento”, sustentou. Neste sentido, considerou igualmente necessária uma revisão dos métodos de avaliação adoptados pelas instituições de ensino superior, defendendo que estes devem valorizar não apenas o produto final apresentado pelos estudantes, mas todo o percurso de construção do conhecimento. “Se o estudante apenas copia uma resposta da inteligência artificial, não podemos considerar que houve aprendizagem. Mas se utiliza essa resposta para aprofundar conhecimentos, questionar, dialogar e desenvolver o seu espírito crítico, então podemos considerar que houve um verdadeiro processo de aprendizagem”, enfatizou. Luís Rodrigues mostrou-se convicto de que a sociedade está perante uma profunda transformação na forma de trabalhar, ensinar e aprender, defendendo que o sistema educativo deve adaptar-se a esta nova realidade, incorporando a inteligência artificial como uma ferramenta de apoio ao desenvolvimento humano e não como um substituto do pensamento crítico. O estudo que sustenta o modelo foi recentemente distinguido com o prémio Brazão Mazula 2026, atribuído pela Rede Internacional Académica da Lusofonia (RIAL) ao melhor artigo científico apresentado no Simpósio Internacional de Economia e Gestão, tendo sido seleccionado entre 112 trabalhos submetidos por investigadores do espaço lusófono. A Semana com Inforpress
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A Cabo Verde Airports esclareceu hoje que a ausência de climatização no Aeroporto da Praia resulta de uma avaria técnica irreversível, garantindo que a substituição integral do sistema estará concluída no decorrer do mês de Julho. O esclarecimento surge na sequência de denúncias feitas na terça-feira, 23, por funcionários e passageiros do Aeroporto Internacional Nelson Mandela que, em declarações à Inforpress, apelaram à reposição urgente do sistema, alegando temperaturas insuportáveis há vários meses. Em comunicado enviado à Inforpress, a empresa informou que está a realizar um investimento estratégico para substituir a climatização da infraestrutura, visando restabelecer de forma definitiva as condições de conforto para os utentes e colaboradores. A Cabo Verde Airports explicou que o sistema existente, herdado no momento da concessão, sofreu uma avaria irreversível e que, após várias tentativas de reparação envolvendo equipas especializadas nacionais e internacionais, esgotaram-se as possibilidades de manutenção correctiva. Perante este cenário, a Cabo Verde Airports avançou para a aquisição de um novo sistema de refrigeração destinado ao terminal de passageiros. “Esta intervenção tem como objectivo restabelecer, com a maior brevidade possível, os níveis adequados de conforto e bem-estar para passageiros, utentes e colaboradores do Aeroporto da Praia”, refere a empresa. Para acelerar o processo, a concessionária assegurou uma logística de caráter urgente, prevendo que a chegada e a montagem integral dos novos equipamentos fiquem concluídas ao longo do próximo mês. A Cabo Verde Airports agradeceu a compreensão dos passageiros e utentes durante este período transitório, lamentando os constrangimentos causados e reiterando o compromisso de concluir os trabalhos com a máxima celeridade e qualidade. A Semana com Inforpress
A selecção cabo-verdiana de futebol realiza hoje de manhã mais um treino em Tampa, na Flórida (EUA), visando preparar o jogo de sexta-feira, 26, ante a Arábia Saudita em Houston, para a terceira jornada do Campeonato do Mundo. De acordo com a programação anunciada pelo vice-presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) Paulo Santos, o colectivo crioulo vai estar focado toda esta manhã nos treinos, para logo na quinta-feira deslocar-se a Houston, onde ficará alojada para ultimar os ensaios para o próximo embate. A partida assume um carácter decisivo para os Tubarões Azuis, nome pela qual é conhecida a selecção de Cabo Verde, uma vez que está em jogo a qualificação à segunda fase do Campeonato do Mundo de 2026, numa poule onde todas as quatro equipas mantêm chances matemáticas de seguir em frente. O confronto entre Cabo Verde e a Arábia Saudita está marcado para as 20:00 locais de sexta-feira (23:00 de Cabo Verde) em Houston, decorrendo em simultâneo com o outro jogo do grupo, que coloca frente a frente as selecções da Espanha e do Uruguai. À entrada para esta última jornada da fase de grupos, a Espanha lidera o Grupo H com quatro pontos, seguida pelo Uruguai e por Cabo Verde, ambos com dois pontos, enquanto a Arábia Saudita ocupa o quarto posto com um ponto. À luz do regulamento da FIFA, qualificam-se para os 16 avos-de-final os dois primeiros classificados de cada um dos 12 grupos, aos quais se juntam os oito melhores terceiros classificados da competição. A Semana com Inforpress
A artista cabo-verdiana Neyna encantou, na noite de terça-feira, o público que marcou presença no segundo e último dia do baile popular de São João 2026, realizado na cidade de Nova Sintra, na Brava. A actuação ficou marcada pela emoção da artista que subiu, pela primeira vez, ao palco da ilha Brava, terra natal dos seus progenitores. Em declarações à Inforpress, a cantora ressaltou o significado especial do momento, sublinhando que a Brava sempre ocupou um lugar importante na sua vida. “Já faz muito tempo que eu queria estar aqui nesta ilha. Hoje cheguei, fui muito bem recebida e estou a conhecer as raízes do meu pai e da minha mãe”, afirmou. Segundo Neyna, a experiência está a ser vivida com grande emoção, acrescentando que a visita à Brava permitiu lhe concretizar o objectivo de conhecer todas as ilhas de Cabo Verde. “Está a ser uma experiência de muita emoção e também acabei por concluir o objectivo de conhecer todas as ilhas de Cabo Verde”, disse. Quem também subiu ao palco foi o artista PCC, que manifestou satisfação por regressar à Brava pela terceira vez e destacou a forte interacção com o público. “Estou muito feliz por actuar novamente nesta ilha. Senti o ‘vibe’ dos meninos e dos adultos. A minha música atinge todas as faixas etárias”, afirmou o cantor. O evento contou ainda com a participação de artistas locais e com a actuação do artista CESF, contribuindo para a animação das festividades que assinalam o São João na ilha Brava. No final, vários participantes atribuíram nota positiva às festividades, elogiando a organização das actividades culturais e a qualidade das actuações musicais que marcaram os dois dias de celebração. As festividades de São João 2026 na Brava ficaram marcadas por uma forte adesão popular, reafirmando a importância desta manifestação cultural e religiosa para a preservação das tradições locais e para a promoção da convivência entre residentes e visitantes. A Semana com Inforpress
O artista Djodje foi o grande destaque da última noite de bailes de São João no antigo estádio Amílcar Cabral, no município do Porto Novo, em Santo Antão, que esteve repleto de pessoas a vibrarem com as suas músicas. Este cantor cabo-verdiano, que regressou ao palco de São João oito anos depois, pôs a multidão a dançar com as suas músicas, naquela que foi uma das actuações mais aplaudidas ao longo dos três dias de baile de São João no antigo campo de futebol. A terceira e última noite de bailes começou com Juceila Cardoso e Rui Lima, que encantaram as pessoas que se deslocaram a este recinto desportivo, que tem sido placo, nos últimos anos, dos emblemáticos bailes de São João, muito aguardados pelos porto-novenses e visitantes. Grace Évora, que esteve no ano passado nas festas de São João, regressou ao palco no antigo estádio municipal com um repertório que agradou muito às pessoas, tendo aproveitado para prestar uma homenagem aos músicos nacionais e ao jornalista José Leite, falecido esta terça-feira. Um outro destaque desta última noite de bailes foi o grupo Supa Squad, que actou pela primeira vez no palco de São João, fazendo vibrar os jovens amantes das suas músicas. O Txoba, com o seu saxofone, se encarregou de fechar os espectáculos, que levaram milhares de pessoas ao antigo estúdio de futebol Amílcar Cabral, na cidade do Porto Novo. Por este palco passaram, durante 20, 21 e 23 de Junho, nomes como os Calema, Djodje, Gil Semedo, Beto Dias, Cabo Verde Show, Josslyn, Yasmine, Grace Évora, Rui Lima, Supa Squad, entre outros. Hoje, o programa das festas prossegue com a celebração da missa solene e procissão, além da final da corrida de cavalos e do evento musical “Rozer color party”. A Semana com Inforpress
A Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV) vai lançar este mês um concurso nacional de ideias de negócio para mulheres empreendedoras, com prémios até 500 mil escudos, anunciou hoje a presidente da organização. A iniciativa foi anunciada pela presidente da OMCV, Eloisa Gonçalves, durante a entrega de kits de apoio ao empreendedorismo feminino a 11 beneficiárias do projecto “Incentivar o Empoderamento Económico das Mulheres”, realizada no concelho da Ribeira Grande de Santiago. Segundo a responsável, o concurso integra um conjunto de actividades de promoção do empoderamento económico das mulheres e antecede a realização da Cimeira de Mulheres Empreendedoras, prevista para a primeira semana de Agosto. O concurso terá âmbito nacional e permitirá seleccionar dez finalistas, representando as ilhas habitadas do arquipélago, incluindo uma participante de Santiago Norte e outra de Santiago Sul. As três melhores propostas serão distinguidas com prémios de capital semente destinados ao reforço dos respectivos negócios, no valor de 500 mil escudos para o primeiro lugar, 300 mil para o segundo e 150 mil para o terceiro. Eloisa Gonçalves afirmou que a OMCV está também a mobilizar parceiros para assegurar apoios complementares às finalistas, incluindo elaboração de planos de negócio, mentoria e assistência técnica. Antes da fase final, as candidatas terão acesso a acções de formação para desenvolver competências de apresentação e defesa das suas ideias perante o júri da cimeira. De acordo com a presidente da organização, o encontro deverá abordar temas ligados ao financiamento do empreendedorismo feminino, linhas de crédito, microfinanças e experiências de empresárias com trajectórias consolidadas. Os critérios de participação estão em fase de conclusão, mas os projectos deverão cumprir requisitos relacionados com a formalização da actividade e critérios de sustentabilidade ambiental. Paralelamente, a OMCV entregou hoje kits de apoio a mulheres beneficiárias de um projecto de empoderamento económico implementado nos municípios da Ribeira Grande de Santiago, São Lourenço dos Órgãos, Santa Cruz e São Miguel. Os kits foram adaptados às actividades desenvolvidas por cada beneficiária e incluem apoios para áreas como comércio de verduras, pescado, mercearia, produtos de higiene e criação de animais. Segundo a responsável, o investimento médio por beneficiária ronda os 60 mil escudos, podendo variar em função das necessidades específicas de cada negócio. A Semana com Inforpress
Cerca de 40 barracas foram montadas na Praia da Gamboa, para receber a 32.ª edição do Festival da Gamboa que, este ano, acontece sob o lema "ambicionar e concretizar: o futuro é nosso”. Numa ronda feita ao espaço para a realização do maior evento da capital do país, a Inforpress constatou uma movimentação de pessoas a trabalharem na montagem das barracas, destinadas à venda de alimentos e bebidas. São cerca de 40 postos de venda, patrocinados pela câmara municipal em parceria com a Sociedade Cabo-verdiana de Cerveja e Refrigerantes (Cavibel/Ceris) que vai movimentar a economia à volta do festival e trazer algum rendimento aos comerciantes. Além disso, foi constatada a finalização da montagem do palco e a colocação das luzes que vão iluminar os dois dias de música. Este ano o Festival da Gamboa homenageia o músico Romeu de Lurdes, falecido no dia 09 de Outubro de 2025. No palco da 32.ª edição deste evento são aguardados mais de 30 artistas, residentes no país e na diáspora, com nomes consagrados e talentos emergentes, de igual modo, performances de dança e animação de DJ. A Semana com Inforpress
A Câmara Municipal de São Miguel inaugurou hoje, na cidade da Calheta, as ruas Vozinha e Tubarão Azul, homenageando o guarda-redes da selecção nacional e o futebol cabo-verdiano, num investimento de nove mil contos. A cerimónia decorreu em Ponta Verde e integrou o programa das festividades de São João Baptista, padroeiro da localidade, assinalado a 24 de Junho. Segundo o presidente da Câmara Municipal de São Miguel, Herménio Fernandes, a Rua Vozinha constitui uma homenagem ao guarda-redes da selecção nacional de Cabo Verde, considerando tratar-se da primeira distinção deste género atribuída ao atleta no país. O autarca afirmou que o internacional cabo-verdiano se tornou uma referência do desporto nacional, contribuindo para a projecção de Cabo Verde através do seu percurso, profissionalismo e desempenho ao serviço da selecção. Herménio Fernandes destacou, em particular, a actuação do guarda-redes no jogo frente à Espanha, durante a participação cabo-verdiana no Campeonato do Mundo de futebol, considerando que as suas intervenções foram determinantes para a obtenção de um resultado que marcou o percurso da equipa na competição. A Rua Tubarão Azul visa, por sua vez, homenagear os jogadores da selecção nacional, a equipa técnica, os dirigentes federativos e outras personalidades ligadas ao futebol cabo-verdiano, em reconhecimento pelo contributo prestado à qualificação e participação de Cabo Verde no Mundial. De acordo com o edil, a presença do país na principal competição mundial de futebol demonstrou a capacidade nacional na formação e valorização de talentos, constituindo um motivo de orgulho para os cabo-verdianos. A homenagem pretende igualmente valorizar os protagonistas do desporto nacional e reconhecer o papel do futebol na promoção da imagem de Cabo Verde além-fronteiras. A inauguração das duas artérias integra um conjunto de investimentos municipais destinados à requalificação urbana e ambiental da cidade da Calheta e à melhoria das condições de mobilidade dos moradores. A Semana com Inforpress
O conhecido jornalista da Rádio de Cabo Verde (RCV) José Leite morreu hoje em Portugal, onde se encontrava em tratamento médico, confirmou à Inforpress o colega de profissão Orlando Lima.
José Leite foi jornalista na RCV, estação na qual desempenhou vários cargos e apresentou programas como “Noite Ilustrada”, “Serra da Estrela” e “Top às 10 Mais”, entre outros, além de ter exercido funções na direcção.
Segundo o jornalista Orlando Lima, Cabo Verde e a comunicação social perderam um “profissional competente, cuja entrega, rigor, ética e profissionalismo” eram algumas das suas principais características.
“Ele foi um dos melhores jornalistas de Cabo Verde, um profissional com uma entrega enorme e muito rigoroso. Queria sempre o melhor para o jornalismo em Cabo Verde”, disse a mesma fonte, que espera que a jovem geração saiba valorizar todo o trabalho que José Leite realizou em prol do jornalismo.
Além de jornalista, José Leite foi professor universitário e mentor de vários profissionais que actualmente ocupam órgãos de comunicação social no país.
“Ele foi meu professor, meu mentor na entrada para a antiga Rádio Nacional de Cabo Verde (RNCV). Viveu o jornalismo e ajudou na criação de uma nova geração de jornalistas que temos em Cabo Verde”, informou.
Para o vice-reitor da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), João Almeida, que também é jornalista, José Leite foi um “homem íntegro, com alto espírito altruísta, rigoroso e frontal, com forte compreensão do outro”.
Destacou que ele ensinou a todos a fazer um jornalismo com ética, equilíbrio e foi um dos defensores acérrimos da democracia cabo-verdiana.
“Ele começou desde muito novo na rádio, nos anos 80, depois saiu para se formar na Universidade do Porto (Portugal) e regressou à rádio onde fez toda a sua carreira e formou outros jovens consigo”, declarou.
João Almeida lembrou que José Leite foi quem criou o primeiro grande programa de auditório e debate na rádio do período democrático em Cabo Verde, denominado “Noite Ilustrada”, que era transmitido à noite.
“As pessoas paravam para ouvir a ‘Noite Ilustrada’, porque era um debate que promovia encontros de diferentes perspectivas, o que chamamos de polifonia, mas também pontos convergentes que nos permitem viver em sociedade. Esse era o Zé Leite”, afirmou, acrescentando que o programa simbolizava aquilo que o jornalista representava.
Segundo João Almeida, entre as grandes lembranças que guarda de José Leite está o facto de este ser um professor que ensinava ética profissional, na sua dimensão humana e também deontológica, enquanto conjunto de normas de conduta de uma profissão.
Conhecido entre os colegas da profissão como Zé Leite ou simplesmente Zé, ele era visto como um profissional que pautava pela defesa da ética e da independência do jornalismo cabo-verdiano.
Tanto assim é que por causa do seu programa ‘Noite Ilustrada’ foi alvos de processos instaurados na Radiotelevisão Cabo-Verdiana (RCT).
Esse processo culminou no cancelamento do programa e o caso foi levado ao Supremo Tribunal de Justiça, órgão que 12 anos mais tarde lhe viria a dar razão.
José Leite foi também a voz que apresentou o Festival da Baía das Gatas por mais de 19 edições.
O delegado da RTC em São Vicente, Gabriel Delgado, destacou que José Leite “deu um grande contributo para a comunicação social em Cabo Verde” e que “a sua partida deixa toda a classe consternada”.
A família ainda não informou sobre a realização das cerimónias fúnebres.
A Semana com Inforpress
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Silvana Gonçalves
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A Escola de Música Pentagrama forma por ano cerca de cem alunos visando a promoção de talentos “mirins”, disse hoje o director, José Augusto Tavares, conhecido por Tó Tavares. Em entrevista à Inforpress, referindo-se ao recital do “pianista mirim” Helber Passos, agendado para quinta-feira, 25, no Centro Cultural Português, Tó Tavares disse que este tipo de iniciativa centra-se na promoção de talentos e na educação artística. “Vai-se identificando os estudantes que têm a capacidade e habilidade no meio musical”, referiu o professor musical. Além de estar integrado no projecto da escola, denominado de “notas de infância, acordes e palcos de futuro”, que visa a divulgação e formação de novas gerações. “Dentro da sala de aula focamos na parte didáctica e pedagógica musical, e quando é para formar artistas é necessário levá-los para grandes palcos", frisou o responsável destacando a importância deste projecto no meio musical. Disse que o recital de piano de Helber Passos, uma criança de 11 anos, representa o potencial que existe, quando as crianças encontram oportunidades para desenvolverem os seus talentos e expressarem a criatividade. Segundo Tó Tavares o recital é o resultado de um percurso construído com empenho e aprendizagem, destacando a importância da educação artística, tendo já realizado dois espectáculos do género com alunas da escola. “Para nós é, sobretudo, partilhar os valores que existem na sociedade e temos sido nós o canal para essa descoberta e além disso partilhar a responsabilidade, isto é, para além de expor o talento, as autoridades devem olhar e fazer mais alguma coisa, por exemplo um conservatório de música”, comentou esta mesma fonte. Mencionou ainda que se trata de um programa que envolve custos, tanto financeiros como de organização de palco e outras logísticas envolvidas, chegando num trabalho profissional. Helber Passos destacou-se neste meio musical e falou das suas expectativas para esse espectáculo. “Estou muito feliz, mas também nervoso para participar deste recital. É algo que gosto muito”, expressou o pianista mirim. Além deste aluno, o professor musical mencionou que mais 13 alunos estão a aguardar para se apresentarem ao público. A Escola de Música Pentagrama é uma das mais antigas instituições de ensino musical de Cabo Verde, com sede na cidade da Praia, fundada em 1991 pelo professor, guitarrista e compositor Tó Tavares (Zé Augusto Tavares). A Semana com Inforpress
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