domingo, 04 outubro 2026

Ilha do Sal: Professores continuam “irredutíveis” depois de ultimato para lançamento das notas até sexta-feira

Este posicionamento foi defendido pela porta-voz dos professores, Alessia Brígida, numa conferência de imprensa em frente ao liceu Olavo Moniz em Espargos, convocada para denunciar aquilo que chamam de “intimidação por parte do Ministério da Educação”.

Segundo a mesma fonte, hoje foi a data limite “imposta” para a introdução das notas no sistema, mas pelo facto do Ministério da Educação continuar a “ignorar e ameaçar” os professores, vão continuar firmes com a decisão de não lançar as notas.

“Hoje foi a data limite para a introdução das notas do segundo trimestre no sistema, mas os professores continuam sendo ignorados pela tutela, mesmo depois do nosso único pedido que o ministério reunisse com os três sindicatos que representam os professores e o núcleo de professores nacional para juntos escolherem o melhor caminho”, explicou.

“Entretanto ao contrário disto, os professores estão sendo ameaçados com processos disciplinares, com assédio moral, mas continuamos firmes e valentes que até então não vamos lançar as notas na plataforma, mas continuamos a dizer que todos os alunos têm conhecimento das suas notas, apenas não estão lançadas no sistema”, continuou a porta-voz.

Aléssia Brígida lembra que são cerca de 72 professores em toda a ilha que estão a ser “intimidados” de diversas formas, uma delas é o não pagamento do seguro dos professores.

“Já reparamos que os professores estão sem o seguro, mas que, no entanto, todos os meses são retirados os valores para este fim do nosso salário”.

A mesma fonte vai mais longe e diz que todos os professores receberam uma convocatória para comparecer na escola hoje para lançar as notas, sob pena de ser instaurado a cada um processo disciplinar, ao qual desconhecem o teor dos mesmos.

As reivindicações vão continuar, nas palavras de Aléssia Brígida, até que o ministério “reconsidere”, os pedidos de toda a classe.

“Temos professores que já terminaram a sua licenciatura e que foram transferidos para leccionarem no liceu, mas que continuam sem uma justa reclassificação e ainda é instaurado um processo disciplinar sob coisas vagas e o direito do professor mais uma vez está sendo sonegado”, sustentou.

Até que se ultrapasse todos os trâmites pelos quais um processo disciplinar tem que passar, os professores dizem que “vão aguardar com calma enquanto o ministério dignar em sentar com todos os sindicatos e falarem abertamente sobre esta situação”.

A porta-voz concluiu lembrando que “numa ilha como a do Sal, onde o custo de vida é elevadíssimo, há professores que já contaram sete meses sem receber os respectivos salários”, concluiu.

 

A Semaa com Inforpress

Colunistas

Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
27 dias atrás 17 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
29 dias atrás 10 horas atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport