sexta-feira, 02 outubro 2026

UCID preocupada com situação de deterioração da segurança e bem-estar da população de São Vicente

A eleita parlamentar, pelo círculo eleitoral de São Vicente nas listas da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID - oposição) manifestou essas inquietações em declaração política durante os trabalhos do parlamento que vêm ocorrendo há dois dias, devendo terminar hoje.

Segundo Dora Pires, os desafios que a ilha enfrenta são de vária ordem, desde a falta de segurança e o bem-estar dos mindelenses, acesso aos bens e serviços, nomeadamente à água e saneamento, habitações condignas, ao emprego, maior dinamização da economia e respectiva criação de riqueza, entre outros desassossegos.

Com base nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativamente ao sexto recenseamento empresarial de 2022, a mesma fonte notou que Mindelo movimentou, neste ano, aproximadamente 120 milhões de contos, só ultrapassado pela ilha de Santiago com o montante de 138 mil contos, num universo de, segundo o mesmo estudo, 3.049 empresas em São Vicente, contrastando com os 9.439 em Santiago.

Ao fazer esta comparação, a parlamentar entende que essas indicações devem servir de catalisador no sentido de criação de mais empresas na ilha do Monte Cara e Porto Grande, e consequentemente aumentar o número de negócios e riqueza na cidade, analisando, todavia, que o crescimento económico da cidade, da ilha, não é garantia de uma vida de qualidade, serena e tranquila dos sanvicentinos.

“É preciso que seja garantida a segurança a todo o momento, e que o sentimento de insegurança, fortemente evidenciado pelos mindelenses, acima de tudo nestes últimos dias, fruto das diversas ocorrências criminais, seja travado, e que se restitua à cidade e à ilha, a paz, a serenidade e a tradicional morabeza”, expressou, defendendo meios necessários para que as autoridades possam agir na prevenção.

Por outro lado, a UCID considera também “uma afronta para a tão propalada descentralização” a tentativa do Governo em transferir a sede de determinadas empresas estatais, para a Cidade da Praia, referindo-se concretamente à Electra, o que, no seu entendimento, tem várias implicações sociais, financeiras e económicas para a ilha.

“Reafirmamos aqui a nossa total discordância e esperamos que o senhor primeiro-ministro corrija esse erro grosseiro a bem dos interesses da cidade do Mindelo e da sua gente”, exteriorizou.

Reagindo à declaração política da UCID que versou sobre a cidade do Mindelo, a deputada do Movimento para a Democracia (MpD - poder), Maria Santos Trigueiro, evocando os 145 anos de fundação da metrópole, completados no passado dia 14 de Abril, disse que a ilha que actualmente comporta cerca de 90 mil habitantes fez história e continua o seu percurso.

“Estamos aqui também na vanguarda da defesa dos interesses da população de São Vicente, para melhores dias e conquistas do seu povo. A cidade não cresce por acaso”, manifestou, realçando que o Governo do MpD, de 2016 a esta parte, tem feito “fortes investimentos” nos vários domínios, na ilha, a nível da saúde, educação, economia azul, habitação, agricultura, infra-estruturas, entre outros.

Também, em função da declaração política da UCID, o deputado do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição), João do Carmo tecendo críticas à governação municipal, disse que São Vicente precisa de uma nova liderança.

“A cidade do Mindelo, neste momento, não vive os melhores dias, tem sérios problemas sociais, é a cidade em Cabo Verde com mais casas de lata, que mais famílias precisam de condições de habitação, com mais desemprego na camada jovem e forçados a abandonar o país”, retratou, declarando que São Vicente precisa de uma nova liderança, um rosto novo, para juntos “reerguerem o orgulho” dos sanvicentinos.

 

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
25 dias atrás 23 horas atrás

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jcf
27 dias atrás 16 horas atrás

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joão do rosário
29 dias atrás 22 horas atrás

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