sexta-feira, 02 outubro 2026

Direcção Nacional do Ambiente nega abandono ambiental da ilha da Boa Vista

Ethel Rodrigues falava em conferência de imprensa, na cidade da Praia, na sequência das afirmações da Comissão Política do PAICV, na Boa Vista, de que o Governo não tem dado a devida importância ao tema na ilha, preferindo preocupar-se apenas com as receitas do turismo.

“É intencionalmente errada, irresponsável, bairrista e perigosa a ideia de que se vai à Boa Vista buscar dinheiro proveniente do turismo. Para já, o Ministério do Ambiente não gere os recursos da taxa turística, todos sabem que se trata de uma receita consignada do Estado, para a qual o país inteiro contribui”, explicou.

Acrescentou que o Fundo do Turismo é aplicado privilegiadamente nas ilhas turísticas com critérios transparentes, sustentando que só por "desconhecimento e atitude negacionista" se pode propalar a ideia de abandono da ilha no domínio do ambiente.

A responsável negou qualquer ideia de negligência ou abandono da Boa Vista e apresentou uma lista de acções e investimentos realizados pelo Governo no âmbito do meio ambiente.

De entre eles, Ethel Rodrigues indicou o plano de gestão de resíduos sólidos urbanos, com financiamento para a construção de um aterro controlado, as campanhas de limpeza financiadas pelos serviços centrais, assim como a formação de jovens e famílias relacionadas a áreas protegidas.

Água e saneamento no bairro de Boa Esperança, que inclui a construção da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) provisória, a recuperação das tamareiras, reabilitação do forte, trilhos, equipamentos de depósito de lixo no Ilhéu, campanhas de conservação de tartarugas marinhas, aves e outras espécies, constituem outras acções do Governo, segundo sublinhou.

A directora nacional do Ambiente lembrou que está ainda em curso um conjunto de outros investimentos, de destacar, a construção de dessalinizadora para servir as localidades do norte da ilha, estando em fase de negociação uma nova ETAR.

“Esses investimentos e intervenções representam mais de 1,5 milhões de contos de investimentos. Portanto, não é aceitável o fomento da ideia de rivalidade entre a autarquia e o Governo no domínio do ambiente”, frisou.

Ao invés disso, afirmou que é preciso defender o sentido da complementaridade e da colaboração institucional entre a administração central e local e, acima de tudo, o bom uso dos recursos colocados à disposição da câmara municipal através do Fundo do Ambiente. 

 

A Semana com Inforpress

Colunistas

Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
26 dias atrás 8 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
28 dias atrás 1 horas atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
30 dias atrás 7 horas atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport