O professor e activista social Loisito Tavares, 40 anos, concorre às presidenciais de 15 de Novembro com uma candidatura independente, e defende uma Presidência da República afastada das influências partidárias e mais próxima dos cidadãos.
Na sua perspectiva, a função presidencial não deve ser entendida como um cargo sem poder, uma vez que inclui competências como o veto e a nomeação, além da representação do país. Considera, por isso, que a independência do chefe de Estado é essencial para colocar essas atribuições ao serviço do interesse nacional.
Natural e residente no município do Tarrafal de Santiago, Loisito Tavares tem formação superior em História e uma experiência profissional de quase 20 anos no ensino secundário.
O candidato apresenta o seu percurso pessoal, marcado por desafios familiares, a participação cívica e o activismo social, como parte da motivação para disputar a chefia do Estado.
Ao longo dos anos, afirma ter participado na organização de manifestações e iniciativas em defesa dos direitos das crianças e da melhoria das condições de vida dos cabo-verdianos, além de desenvolver actividades ligadas ao desporto e à cultura.
Em 2020, foi um dos fundadores do Movimento Independente Tarrafal (MIT), uma experiência que considera ter contribuído para a mobilização cívica e para a mudança da consciência política no município.
Sem filiação partidária, Loisito Tavares defende que Cabo Verde precisa de um Presidente da República fora do arco do poder, capaz de exercer as competências constitucionais com independência e equidistância em relação aos partidos e aos interesses particulares.
Na sua perspectiva, a função presidencial não deve ser entendida como um cargo sem poder, uma vez que inclui competências como o veto e a nomeação, além da representação do país. Considera, por isso, que a independência do chefe de Estado é essencial para colocar essas atribuições ao serviço do interesse nacional.
A candidatura propõe também uma nova forma de fazer política, com maior participação popular, valorização dos jovens e reforço da consciência cívica, sobretudo em relação à importância do voto e ao papel dos cidadãos na transformação da sociedade.
Durante a campanha, o candidato avançou que vai apostar em contactos porta-a-porta, entrevistas e utilização das redes sociais e da Internet, procurando contornar as limitações financeiras e logísticas da candidatura.
Concorrem ao cargo de Presidente da República, para além de José Maria Neves, que busca a renovação do mandato, Antero Tavares, Casimiro de Pina, Gilson Alves, Joana Rosa e Loisito Tavares.
Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições marcadas para 15 de Novembro, um momento de exercício da democracia e de escolha do chefe de Estado para os próximos cinco anos.
A Semana com Inforpress

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