domingo, 18 outubro 2026

Família de Domingos Simões Pereira pede “garantias de protecção” à CEDEAO e à comunidade internacional

No documento transmitido à RFI, a família de Domingos Simões Pereira diz que o líder do PAIGC está em “confinamento forçado” e que a sua transferência para uma residência “não representa uma restituição efectiva da sua liberdade” porque ele continua sob “vigilância armada permanente e com restrições de circulação para toda a família”.

Por isso, são rejeitados “os termos libertação, detenção e prisão domiciliária” porque não houve qualquer procedimento legal para os justificar. O comunicado denuncia que “Domingos Simões Pereira está privado de liberdade há 66 dias, sem acusação formal e sem acesso à justiça” e fala em “sequestro” realizado a 26 de Novembro de 2025, dia da tomada de poder pelos militares na Guiné-Bissau.

No texto, pode ler-se, ainda que “os mesmos responsáveis do seu sequestro são agora apresentados como seus protectores, o que levanta preocupações quanto à garantia da sua integridade física e psicológica”.

Além disso, o documento lembra que “a resolução da CEDEAO de 14 de Dezembro de 2025” determinou “a protecção dos líderes políticos e das instituições nacionais da Guiné-Bissau e exigiu a libertação imediata e incondicional das pessoas detidas arbitrariamente”.

Recorde-se que a 26 de Novembro de 2025, os militares tomaram o poder na Guiné-Bissau e o processo eleitoral foi interrompido sem a divulgação dos resultados das eleições gerais. Fernando Dias da Costa, candidato presidencial apoiado pelo PAIGC, reclamou vitória na primeira volta das presidenciais de 23 de Novembro, depois de Domingos Simões Pereira e o histórico partido PAIGC terem sido afastados das eleições gerais por decisão judicial.

A 26 de Novembro, além de Domingos Simões Pereira, foram detidos vários opositores políticos do regime de Umaro Sissoco Embaló, o ex-Presidente que foi destituído e saiu do país. Nos dois meses no poder, os militares alteraram a Constituição, atribuindo mais poderes ao Presidente da República, e marcaram novas eleições gerais para 6 de Dezembro.

 

A Semana com RFI

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
14 dias atrás

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