sexta-feira, 16 outubro 2026

Trump diz que está a negociar com líderes de Cuba após embargo petrolífero

"Cuba é uma nação em declínio. Já está assim há muito tempo, mas agora já não tem a Venezuela para a sustentar. Por isso, estamos a falar com o povo de Cuba, com os principais líderes cubanos, para ver o que se passa", disse Trump aos jornalistas na residência privada do republicano, Mar-a-Lago, na Florida, no domingo.

Após a captura do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Trump colocou sob controlo norte-americano o setor petrolífero venezuelano, que, desde os anos 2000, tem sido o principal fornecedor de petróleo a Cuba, um dos seus aliados mais próximos.

Embora não tenha oferecido mais detalhes, o Presidente dos Estados Unidos manifestou confiança de que chegará a "um acordo com Cuba".

No sábado, Trump assinou um decreto que prevê que os Estados Unidos poderão aplicar direitos aduaneiros, de montante não especificado, aos países que vendam petróleo a Havana.

Na ordem executiva, Trump classificou Cuba como uma "ameaça invulgar e extraordinária" para a segurança nacional e para a política externa dos Estados Unidos.

Em resposta, o Governo cubano negou no domingo acolher "bases militares ou de inteligência estrangeiras".

A declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros nega que Cuba seja "uma ameaça à segurança dos Estados Unidos", que tenha apoiado "atividades hostis" contra aquele país ou que tenha apoiado e financiado organizações terroristas ou extremistas.

Cuba, sujeita a um embargo dos Estados Unidos desde 1962, enfrenta há três anos fortes carências de combustível, com impacto direto na produção de eletricidade.

No domingo, a Presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou que planeia enviar ajuda humanitária para Cuba esta semana, enquanto tenta negociar com os Estados Unidos o envio de petróleo "por razões humanitárias" para a ilha.

"Esta semana, estamos a planear ajuda humanitária a Cuba. A Marinha mexicana fornecerá alimentos e outros mantimentos, enquanto resolvemos diplomaticamente tudo o que está relacionado com os carregamentos de petróleo por razões humanitárias", anunciou Sheinbaum.

A chefe de Estado esclareceu que não discutiu o fornecimento de petróleo com o Presidente norte-americano, apesar de Donald Trump ter afirmado que transmitiu a Sheinbaum a oposição ao envio de petróleo para Cuba.

"A questão foi abordada", observou a Presidente mexicana, "durante a conversa entre o ministro dos Negócios Estrangeiros, Juan Ramón de la Fuente, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio".

"Estamos a explorar todas as vias diplomáticas para enviar combustível ao povo cubano, porque esta não é uma questão para os governos, mas sim uma questão de fornecer apoio para evitar uma crise humanitária em Cuba", acrescentou Sheinbaum.

 

A Semana com Notícias ao Minuto/Lusa

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Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

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jcf
11 dias atrás

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joão do rosário
13 dias atrás

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