domingo, 18 outubro 2026

Candidata de direita Laura Fernández vence presidenciais na Costa Rica à primeira volta

Com apenas 39 anos e formação em ciências políticas, Fernández ultrapassou facilmente o limiar de 40% necessário para evitar uma segunda volta. O seu principal concorrente, Álvaro Ramos, do Partido da Libertação Nacional (PLN), de cariz social-democrata, obteve 32,12% dos votos. Nenhum dos outros 18 candidatos registados obteve mais de 5% dos votos.

A nível legislativo, o PPS obteve 30 dos 57 assentos no Congresso, o que lhe dá uma maioria simples, embora não seja suficiente para aprovar reformas de grande alcance que requerem o apoio de dois terços do Parlamento, razão pela qual terá de negociar acordos com outras forças políticas.

Participação eleitoral de 69,5%

Após a confirmação da vitória, Fernández dirigiu-se aos seus apoiantes a partir de um palco montado à porta de um hotel em San José, onde falou de uma "mudança profunda e irreversível" e da construção daquilo a que chamou a "terceira República".

No seu discurso, garantiu que o seu governo seria um governo de "diálogo e conciliação" e estendeu a mão à oposição. "Cabe-nos a nós construir a terceira República. O mandato que me foi conferido pelo povo soberano é claro: a mudança será profunda e irreversível", afirmou.

Na Costa Rica, o período que se seguiu à guerra civil de 1948, marcado por transformações como a abolição do exército e a promulgação de uma nova constituição, é conhecido como a "segunda República".

Embora Fernández não tenha especificado o âmbito da "terceira República", durante a campanha propôs reformas no sistema judicial e noutras instituições do Estado. Os dirigentes do seu partido também apontaram como objetivo uma eventual reforma constitucional que permita a reeleição consecutiva.

Fernández assumirá a presidência a 8 de maio

Por seu lado, Álvaro Ramos reconheceu a sua derrota e anunciou que irá exercer uma "oposição construtiva". "Desejo a Laura Fernández que Deus lhe dê muita sabedoria para governar. Apoiá-la-emos quando as suas decisões forem para o bem do país e não o faremos quando não estivermos de acordo", afirmou. Acrescentou ainda que o seu partido defenderá valores como a liberdade, a igualdade de oportunidades e uma vida digna, apelando ao mesmo tempo a uma sociedade civil ativa e participativa.

 

A Semana com Euronews

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
14 dias atrás

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