No documento transmitido à RFI, a família de Domingos Simões Pereira diz que o líder do PAIGC está em “confinamento forçado” e que a sua transferência para uma residência “não representa uma restituição efectiva da sua liberdade” porque ele continua sob “vigilância armada permanente e com restrições de circulação para toda a família”.
Por isso, são rejeitados “os termos libertação, detenção e prisão domiciliária” porque não houve qualquer procedimento legal para os justificar. O comunicado denuncia que “Domingos Simões Pereira está privado de liberdade há 66 dias, sem acusação formal e sem acesso à justiça” e fala em “sequestro” realizado a 26 de Novembro de 2025, dia da tomada de poder pelos militares na Guiné-Bissau.
No texto, pode ler-se, ainda que “os mesmos responsáveis do seu sequestro são agora apresentados como seus protectores, o que levanta preocupações quanto à garantia da sua integridade física e psicológica”.
Além disso, o documento lembra que “a resolução da CEDEAO de 14 de Dezembro de 2025” determinou “a protecção dos líderes políticos e das instituições nacionais da Guiné-Bissau e exigiu a libertação imediata e incondicional das pessoas detidas arbitrariamente”.
A 26 de Novembro, além de Domingos Simões Pereira, foram detidos vários opositores políticos do regime de Umaro Sissoco Embaló, o ex-Presidente que foi destituído e saiu do país. Nos dois meses no poder, os militares alteraram a Constituição, atribuindo mais poderes ao Presidente da República, e marcaram novas eleições gerais para 6 de Dezembro.
A Semana com RFI

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