Há muitos prazeres no mundo. Eles se me adentram pelos meus sentidos. Não há prazer sem visão, audição, paladar, tato ou olfato. São meus sensores: captam a realidade e a conduzem ao meu cérebro. Já o meu cérebro faz mais do que perceber o mundo: ele o interpreta.
Se a liberdade se vincula na sociedade em que cada um se insere, e não está sob ameaça, então percebe-se que os valores morais estão preservados sobre constantes medidas de vigilância, mantendo assim os valores padrão de coesão. Com isso, estamos cientes e seguros de que os valores transmissíveis em transformação inspiradora, como o espírito de cidadania ativa e participativa de absoluta consciência de valores, tais como a solidariedade, a igualdade e a justiça entre todos, recorrendo como pilar basilar o ensino de qualificação ao mais alto nível, e primar pela literacia como bem e valor imprescindíveis comuns.
Embaixador José Luís Rocha,permita-me esclarecer algo que aparentemente escapou à sua elevada compreensão: a crítica não é um ataque pessoal, mas sim um exercício vital em qualquer sociedade democrática. Seja tão amável a ponto de não confundir um debate robusto com uma "gonorreia de insultos".
Pelo vínculo de ancestralidade, de sanguinidade, de afetividade numa relação de intimidade sadia, de partilha de espaço habitacional periodal, o descendente se admite à adoção continuada no caso de cônjuges, em suma, personalidade cuja identidade detém os mesmos valores históricos no determinado espaço geográfico. Eis a família nacional cabo-verdiana de outrora, em toda a plenitude de valores culturais, morais e sociais, e assim acontece à semelhança em caprichos e preconceitos pelo mundo generalizado, sobre uma visão do declínio.
Cabo Verde: anúncio, abrenúncio, arrenegado, esconjurado, o filhado e perfilhado, em partido político cuja chefia, pelo mau agoiro de uns tantos idiotas serviçais e outros tantos buçais, na disputa do poder local, encontra-se em desigualdade com a sociedade civil, grupos de cidadãos organizados na concelhia de pertença no arquipélago em que o homem sonha, mas a obra é abortada pela submissão ao povo. Ao impor de forma terrível, cruel e humilhante, a necessidade e a escassez de subsistência propositada, delineada e planeada, e, por consequência, a fome. Daí a consciência e a dignidade do cabo-verdiano se transacionam por menos de um conto de reis.
Esta frase corre as redes sociais e se estabeleceu como referência sobre o fruir do presente: “Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver” (Dalai Lama).
Há os costumes. Muita gente se desconfortará se der um passo fora deles. Até pouco tempo, toda cidade que se prezasse abrigava uma chefatura de polícia especializada: Delegacia de Costumes. A margem de manobra era menor, e o delegado, homem, era um vigilante moral ativo.
Conhecer-se a si próprio: antiga pretensão humana. Lembro-me de uma conversa de bar. Conhecido meu contava que foi à Espanha trilhar o desgastado caminho de Santiago de Compostela, tornado moda. Vendido como místico, é destino turístico. Lá, a tarefa, mais do que caminhar, seria refletir. Pelo menos assim intentou meu conhecido, desejante de se encontrar.
15 dias atrás
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