quarta-feira, 28 outubro 2026

ONU acusa Rússia de crimes contra a humanidade com deportação de crianças

 

No relatório, os investigadores concluíram que as autoridades russas "deportaram e transferiram ilegalmente crianças" e que "atrasaram indevidamente o seu repatriamento".Além disso, as medidas adotadas em relação às crianças deportadas ou transferidas "violaram o direito internacional humanitário e o direito internacional dos direitos humanos" e não foram orientadas pelo interesse superior da criança, sublinha a comissão.

 

Os elementos de prova recolhidos levam a comissão a concluir que as autoridades russas cometeram crimes contra a humanidade, nomeadamente deportação e transferência forçada, bem como o desaparecimento forçado de crianças", anunciou a Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre a Ucrânia, num comunicado que acompanha a publicação de um relatório em Genebra.

A comissão foi criada em 2022 pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU para investigar alegadas violações dos direitos humanos, violações do direito internacional humanitário e crimes associados cometidos no contexto da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

No relatório, os investigadores concluíram que as autoridades russas "deportaram e transferiram ilegalmente crianças" e que "atrasaram indevidamente o seu repatriamento".

Além disso, as medidas adotadas em relação às crianças deportadas ou transferidas "violaram o direito internacional humanitário e o direito internacional dos direitos humanos" e não foram orientadas pelo interesse superior da criança, sublinha a comissão.

A comissão confirmou até agora a expulsão ou transferência de 1.205 crianças, mas indica que as autoridades russas "deportaram ou transferiram milhares de crianças das zonas que ocupavam na Ucrânia".

A questão é extremamente sensível na Ucrânia e mantém-se no centro das negociações de um eventual acordo de paz entre Kiev e Moscovo.

Segundo Kiev, cerca de 20.000 crianças ucranianas foram levadas à força para a Rússia ou para territórios ocupados pela Rússia desde o início da invasão, em 2022.

A Rússia assegurou ter deslocado algumas crianças ucranianas das suas casas ou orfanatos para as proteger da ameaça das hostilidades.

Contudo, sublinha a comissão, o direito internacional humanitário exige que as retiradas sejam "temporárias e motivadas por razões imperiosas de saúde, cuidados médicos ou segurança".

Segundo os investigadores, 80% das crianças expulsas ou transferidas nos casos analisados pela comissão não regressaram a casa, uma vez que as autoridades russas não criaram um sistema que facilite o seu regresso.

A Semana com NM

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Comentários

joão do rosário
20 dias atrás

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jcf
22 dias atrás

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joão do rosário
24 dias atrás

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