quarta-feira, 28 outubro 2026

Von der Leyen anuncia 200 milhões de euros para UE investir no nuclear e evitar vulnerabilidades

Observando que os “preços da eletricidade na Europa são estruturalmente demasiado elevados”, Ursula von der Leyen defendeu que “a eletricidade acessível não é apenas importante para o custo de vida dos cidadãos, como também decisiva para a competitividade da indústria”.A alternativa, a seu ver, passa pela energia nuclear, que “é fiável, fornecendo eletricidade durante todo o ano, 24 horas por dia”.

“Precisamos de mobilizar investimento e hoje posso anunciar que criaremos uma garantia de 200 milhões de euros para apoiar o investimento privado em tecnologias nucleares inovadoras. Os recursos virão do Sistema de Comércio de Emissões [para] não só reduzirmos o risco dos investimentos nestas tecnologias de baixo carbono, como também queremos enviar um sinal claro para que outros investidores se juntem”, declarou Ursula von der Leyen.

Intervindo na Cimeira sobre Energia Nuclear, em Paris, a responsável lembrou que “a Europa não é produtora de petróleo nem de gás”.

“Para combustíveis fósseis, dependemos completamente de importações caras e voláteis, o que nos coloca numa desvantagem estrutural em relação a outras regiões. A atual crise no Médio Oriente lembra-nos de forma clara as vulnerabilidades que isso cria”, acrescentou.

A alternativa, a seu ver, passa pela energia nuclear, que “é fiável, fornecendo eletricidade durante todo o ano, 24 horas por dia”.

“O sistema mais eficiente combina energia nuclear e energias renováveis, apoiado por armazenamento, flexibilidade e redes elétricas”, acrescentou.

O executivo comunitário entende que a combinação entre energia nuclear e energias renováveis poderá reforçar a independência energética do bloco comunitário.

Este anúncio de Ursula von der Leyen inclui uma nova estratégia europeia para pequenos reatores modulares, uma tecnologia nuclear de nova geração que Bruxelas pretende ver operacional na Europa no início da década de 2030.

Segundo a presidente da Comissão Europeia, o objetivo é reforçar a competitividade industrial europeia e garantir energia acessível para o futuro.

A estratégia prevê ainda simplificar regras regulatórias, criar espaços de teste para tecnologias inovadoras e reforçar a cooperação entre Estados-membros para acelerar licenciamentos e desenvolver competências no setor.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o aiatola Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região.

O estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é atravessado por cerca de 20% do petróleo e por uma parte significativa do gás natural liquefeito comercializados por via marítima, segundo dados da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos e das Nações Unidas.

Teme-se na Europa que se volte à situação de crise energética de 2022, após a invasão russa da Ucrânia, já que o espaço comunitário depende fortemente das importações provenientes de mercados globais, muitos dos quais estão direta ou indiretamente ligados ao Médio Oriente.

Qualquer escalada militar que afete a produção ou o transporte de energia — especialmente no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial — tende a gerar choques nos mercados energéticos internacionais e a elevar os preços.

A Semana com Observador/Lusa

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Comentários

joão do rosário
20 dias atrás

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jcf
22 dias atrás

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joão do rosário
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