O Instituto Nacional de Estatística (INE) iniciou hoje, segunda-feira, 15, o Inquérito de Conjuntura no Consumidor. O propósito é complementar os Inquéritos de Conjuntura que o INE vem realizando desde 2002.
Ao contrário dos outros Inquéritos de Conjunturas, que são dirigidos às empresas, este tem com público-alvo os agregados familiares. O inquérito terá a periodicidade trimestral e será realizado nos concelhos da Praia, Santa Catarina, Sal e São Vicente.
O Inquérito de Conjuntura no Consumidor tem por objectivo específico obter a opinião das famílias sobre a situação económica do país, medir a intenção de poupança e o consumo das famílias e produzir informação qualitativa baseada na opinião das famílias. Com esses dados, o INE espera poder avaliar a confiança das famílias cabo-verdianas.
Serão inquiridas, trimestralmente, cerca de 1400 famílias e estarão no terreno quatro inquiridores e dois supervisores.
Arranca esta segunda-feira, 15, uma formação avançada e prática em Obrigações, dirigida aos quadros dos bancos Centrais, Ministérios das Finanças e do Sistema financeiro dos Países Africanos da Língua oficial Portuguesa (PALOP) e Timor Leste. O curso é promovido pela Bolsa de Valores de Cabo Verde.
O curso visa habilitar os participantes na utilização das modernas ferramentas das bolsas de valores. Assim, os participantes passarão a estar familiarizados com tecnologias de ponta na hora de tratarem processos de obrigações, para seguir os regulamentos, fazer a avaliação, conhecer as diversas modalidades, os mecanismos de flexibilidade nas operações de financiamento com dívida bem como os tipos de risco associados às obrigações.
A Bolsa de Valores quer partilhar com outros PALOP e com o Timor Leste a experiência cabo-verdiana na estruturação da bolsa e na dinamização do mercado obrigacionista.
Esta formação, de duas semanas, tem o patrocínio da Bolsa de Valores de Cabo verde, Banco de Portugal, Unidades de Coordenação do Projecto Crescimento e Competitividade, Banco Comercial do Atlântico (BCA) e Banco Africano de Investimento – Cabo Verde, BAI.
A cerimónia de abertura deste curso está marcada para a manhã desta segunda-feira, 15, nas instalações da Bolsa de Valores e será presidida pelo presidente da República, Pedro Verona Pires. O encerramento acontece no dia 27 de Junho.
O operador português Soltrópico aumentou as suas vendas para Cabo Verde em quase 67%, nos primeiros quatro meses de 2009. Aliás foi este crescimento que fez com que a Soltrópico expandisse as suas vendas totais em 49%. Isto porque, entre Janeiro e Maio deste ano, Cabo Verde afirmou-se como o primeiro destino de férias dos portugueses.
Segundo o site Presstur, os dados do Aeroporto de Lisboa indicam que neste período 10.334 passageiros embarcaram e desembarcaram de voos charter para as ilhas da Boavista (5.486) e do Sal (4.848), colocando Cabo Verde à frente das origens/destinos em voos regulares na capital portuguesa.
Esta posição foi atingida com a introdução pela Soltrópico, a 1 de Novembro de 2008, de voos charters todas as semanas para a ilha da Boavista, com reforços nas épocas altas do fim do ano e Páscoa. O Sal não contribuiu para este aumento, pelo contrário: regista-se uma queda no número de passageiros, na ordem dos 15,1%.
Para a Soltrópico, conforme afirma o seu director-geral, Armando Ferreira, a evolução da operação para Cabo Verde traduziu-se num crescimento das vendas, que quase triplicaram ao passar de 2,44 milhões de euros nos primeiros cinco meses deste ano, para 6,11 milhões. Mais, há um reforço do peso do destino no conjunto da actividade. Cabo Verde representou 73,7% das vendas totais desta tour operator.
Armando Ferreira avançou ainda que a Soltrópico, que também comercializa pacotes Cabo Verde com voos regulares da TAP e dos TACV, teve um total de 8.404 passageiros nos seus programas Cabo Verde, um aumento de 51,7% face ao ano passado.
A Agência de Regulação Económica vai acolher, nos dias 7 e 8 de Julho, na Praia, a IIª Conferência sobre a Regulação de Energia nos Países de Língua Oficial Portuguesa. A conferência é promovida pela Associação de Reguladores de Energia dos Países de Língua Oficial Portuguesa - RELOP, cuja presidência está a cargo da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos de Portugal (ERSE).
Durante a IIª conferência da RELOP, será formalizada a adesão de novos associados e assinado um acordo de parceria entre os membros da RELOP e a ARCTEL-CPLP. Do programa deste encontro constam temas como os Modelos de Governação das Entidades Reguladoras da RELOP”, Estratégias empresariais "investimentos em infra-estruturas", a dinâmica e as características do modelo do Sector Eléctrico Brasileiro.
A RELOP é uma Associação internacional, de duração ilimitada, sem fins lucrativos, que visa promover o desenvolvimento e a troca de experiências de regulação no sector de energia; partilhar o conhecimento sobre a regulação e propiciar formação e a comunicação entre especialistas das Entidades associadas que a integram.
Esta Associação foi constituída por ocasião da Conferência sobre a Regulação de Energia nos países de Língua Oficial Portuguesa e, actualmente é constituída por cinco Agências de regulação: a ANELL - Agência Nacional de Energia Eléctrica - Brasil; ANP - Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - Brasil; ARE - Agência de Regulação Económica de Cabo Verde; a ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos - Portugal e a IRSE - Instituto Regulador do Sector Eléctrico - Angola.
A ARE é membro fundador da RELOP, associação criada a 28 de Maio de 2008.
CVTelecom promove nesta sexta-feira, 12, uma conferência sobre o tema "Líder Cidadão: Qual é a sua responsabilidade para com o desenvolvimento sustentável de Cabo Verde". O evento acontecerá num dos hotéis da Praia, das 16h00 às 18h30.
A conferência faz parte de um conjunto de iniciativas promovidas pela empresa para discutir temas relacionados com sustentabilidade e responsabilidade social.
Isso porque, diz a CVTelecom, a sua adesão ao Pacto Mundial significa, também, a convicção de que a partilha de práticas empresariais baseadas em princípios universais, que muito contribuem para a emergência de um mercado mais estável, equitativo e aberto, no qual se fomentam sociedades prósperas e dinâmicas.
O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) efectua até ao próximo dia 19 de Junho, o Inquérito ao Ambiente de negócios em Cabo Verde. A amostra é constituída por 390 empresas e unidades informais, distribuídas pelos concelhos da Praia, São Vicente e Sal.
O propósito deste inquérito do Banco Mundial é obter indicadores que permitam conhecer, claramente, o ambiente de negócios em Cabo Verde.
Este inquérito feito em 110 países, já havia sido realizado em Cabo verde no ano de 2006 e está agora a ser repetido, numa parceria entre o Banco Mundial e o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
No inquérito estão a ser utilizados três tipos de questionários, tendo em conta a própria especificidade das actividades abrangidas: indústria transformadora, serviços e actividade do sector informal. O inquérito apresenta dados sobre as actividades da empresa, corrupção, relacionamento com a administração pública e o sector financeiro.
A directora das Contas Nacionais do INE, Silvina Santos, explica que após a recolha das informações, o BM produzirá dados comparativos em relação aos outros países. Santos afirmou ainda que a participação do INE neste inquérito permite ganhar experiência para que a instituição possa, no futuro, produzir este tipo de informação estatística.
O novo representante regional da TACV em Fortaleza, Sá Nogueira, afirmou que a companhia aérea quer servir de ligação entre o nordeste brasileiro e a África do Sul durante o Mundial de Futebol 2010.
Actualmente, a TACV tem uma ligação semanal entre a Praia e Fortaleza, no Estado de Ceará. Contudo, avançou Sá Nogueira ao jornal brasileiro “O Povo”, a empresa quer realizar mais voos no Verão de 2010, a pensar nos turistas e adeptos brasileiros que vão visitar a África do Sul durante o Campeonato Mundial de Futebol.
Esta notícia não foi confirmada pela TACV. Contactada por “Asemanaonline”, a transportadora aérea afirmou apenas que o programa de voos para o Verão de 2010 ainda não está definido.
Já Sá Nogueira afirmou ao “O Povo” que existe a possibilidade da TACV realizar voos charter entre Fortaleza e Joanesburgo, quer directos quer com escala no Sal ou em Dakar. Por outro lado, acrescentou o responsável, podem ser criados ligações charter entre Fortaleza e Sal, de onde já partem voos da Delta Arlines para a África do Sul.
No que toca à rota entre Fortaleza e Praia, a TACV prevê a realização de dois voos por semana, durante o Mundial 2010, revelou Sá Nogueira.
Câmara do Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento (CCISS), promove nesta quarta-feira, 10, em São Filipe, um encontro para apresentar o Fundo de Crescimento e Competitividade (FCC) aos empresários, operadores e consultores económicos da ilha do Fogo.
O objectivo deste encontro visa dinamizar o acesso das empresas ao Fundo de Crescimento e Competitividade, que disponibiliza verbas para investidores apostarem em novas tecnologias, técnicas nos domínios do conhecimento, gestão e produção, sistemas de qualidade e na prospecção de novos mercados.
FCC é gerido pelas Câmaras de Comércio de Cabo Verde desde Setembro de 2003, tendo já financiado cerca de 80.000.000$00 ECV entre 160 empresas de todo o país. O Fundo é concebido especificamente para compensar os problemas colocados ao empresariado cabo-verdiano pela estrutura do mercado em que operam.
Após a suspensão do FCC em 2006, devido à rápida afectação dos recursos disponibilizados, o Banco Mundial decidiu reforçar o fundo, suportando assim o micro, pequeno e médias empresas em Cabo Verde.
O operador português Soltrópico inaugura esta semana uma nova ligação directa entre a cidade do Porto (Portugal) e a ilha da Boa Vista, naquela que é a terceira ligação semanal que o operador promove para o nosso país.
Em comuncado, a Soltrópico explica que a nova ligação terá partidas semanais até 21 de Setembro, às segundas-feiras. “Este voo vem somar-se às duas ligações semanais já asseguradas pela Soltrópico: o voo directo entre Lisboa e a Boa Vista lançado em Novembro de 2008 e voo operado desde 2004 para o Sal, com partida de Lisboa”.
Todas as ligações da Soltrópico para Cabo Verde são operadas por Airbus 320, com capacidade para 165 passageiros.
Segundo a Soltrópico, “os pacotes de férias para a Boavista têm sido alvo de uma procura muito elevada no mercado português desde a inauguração na ilha do Aeroporto Internacional e de uma unidade hoteleira de 5 estrelas”. Isso tem se traduzido num aumento de passageiros transportados, que atinge já os 52%.
Como consequência, conclui a Soltrópico, também a facturação em reservas para o arquipélago tem registado um forte crescimento, tendo subido para os 66,9%.
O Instituto Superior de Ciências Económicas e Empresariais (ISCEE) promove entre 18 e 21 de Junho, nas ilhas de São Vicente, Santo Antão, Santiago, Sal e Fogo um seminário sob o lema “Introdução ao Mini-MBA – Os Desafios e Rumos na Gestão do Século 21”. O objectivo é, diz o ISCEE, valorizar a aquisição de competências no contexto actual dos negócios.
Este instituto de ensino informa que o mini-MBA é uma oportunidade para descobrir como reforçar o posicionamento das empresas face aos desafios contemporâneos e às exigências de qualidade e de serviço do ambiente de negócio e para adquirir uma visão sobre a gestão moderna e a importância da formação de executivos.
O orador da conferência é Eduardo Correia, profissional com experiência reconhecida na direcção de programas de formação para Executivos e na Consultoria de empresas e os destinatários executivos, gestores, quadros de chefia, consultores, docentes, entre outros.
O Grupo SAT (South Atlantic), constituído pelos Estados-membros do ICAO responsáveis pela comunicação nas FIRs que compõem o corredor aéreo entre a Europa e a América do Sul e ainda algumas organizações internacionais, reúne-se na ilha do Sal de 8 a 12. Trata-se de um encontro puramente técnico, que integra o programa comemorativo do XXV aniversário da ASA, cujo principal propósito é introduzir melhorias no funcionamento das FIRs Oceânicas no corredor Atlântico Sul.
Esta reunião, de acordo com o administrador da ASA, José Rodrigues, é o palco anual onde se analisa o trabalho feito nesse corredor aéreo para se introduzir as melhorias no funcionamento das FIRs e discutir problemas de comunicação, gestão de tráfego, entre outros. “O Grupo SAT foi criado para focar nas questões que perturbam o normal funcionamento das FIRs que compõem este corredor aéreo. Os países que integram o grupo dedicam-se exclusivamente a melhorar o serviço no Atlântico Norte e Sul”.
Instado a precisar se nesse encontro será analisado o trágico acidente com o avião A330 da Air France, que vitimou 228 pessoas, Rodrigues é categórico: “Ainda não sabemos o que aconteceu, se o aparelho estava na FIR do Brasil e/ou do Senegal e não vamos especular”. “Vamos procurar introduzir melhorias no funcionamento das FIRs e disponibilizar planos de voos para o Atlântico Sul. É um procedimento normal. Os planos de voo são monitorizados e preparados tendo como base os dados estatísticos. Temos uma rede de comunicação que filtra as mensagens neste corredor”.
Sobre o Grupo SAT, este administrador diz que foi criado pela conclusão 3/15 da reunião Regional de Navegação Aérea da Região AFI, que aconteceu no Togo, em 1988, e tem como objectivo a melhoria da prestação dos Serviço ATS no Atlântico Sul. Inicialmente, o Grupo SAT compreendia os Estados-membros do ICAO responsáveis pela prestação de Serviços ATS nas FIRs que compõem o corredor entre a Europa e a América do Sul (EUR/SAM): Portugal, Marrocos, Espanha, Cabo Verde, Senegal e Brasil.
Integram ainda o Grupo, os estados das FIRs adjacentes e organizações como a IATA (Associação dos Transportes Aéreos Internacionais), ASECNA (Agência para a Segurança da Navegação Aérea em África e Madagáscar), IFALPA (Federação Internacional dos Pilotos das Linhas Aéreas) e a IFATCA (Federação Internacional dos Controladores de Trafico Aéreo). Entretanto, devido à necessidade de harmonizar e coordenar a implementação dos sistemas de Comunicações, Navegação Vigilância/Gestão de Tráfego Aéreo (CNS/ATM), o grupo estendeu-se a outros estados no corredor EUR/SAM, como Argentina, Uruguai, África do Sul e Angola.
Refira-se que a coordenação das reuniões está a cargo do Bureau Regional da ICAO para a África do Oeste e Central enquanto a organização está sob responsabilidade da ASA.
O Standard Bank (SB), de capitais sul-africanos, vai investir 400 milhões de dólares norte-americanos no sector do comércio da África subsaariana, com o objectivo de aliviar o forte impacto que a crise financeira global já está a ter no continente africano.
O banco, de capitais sul-africanos, explica que o dinheiro será aplicado na expansão de empréstimos no comércio de consumíveis, produtos diversos e maquinaria, através de um crédito da Corporação Financeira Internacional (IFC), um organismo financeiro do Banco Mundial.
A IFC assinou um memorando com o Standard Bank, a primeira instituição financeira a juntar-se ao Programa Global de Liquidez e Comércio (GTLP), uma iniciativa anunciada na semana passada em Londres pelo presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.
O novo programa de financiamento do Banco Mundial começa a funcionar ainda este mês de Maio e tem um fundo de cinco biliões de dólares (3,7 biliões de euros), destinados a reverter a queda do comércio devido à crise financeira internacional.
O dinheiro será mobilizado e desembolsado através do GTLP para os bancos regionais, que o usarão para impulsionar o comércio, em particular as importações e exportações dos países em desenvolvimento. A expectativa é de que o programa gere cerca de 50 biliões de dólares em trocas comerciais entre os países em desenvolvimento.
O Standard Bank é considerado o maior grupo bancário de África e está presente em 17 países.
Dezenas de produtores de aguardente de São Nicolau e serviços desconcentrados do Estado sedeados na ilha de Chiquinho participam num seminário sobre a melhoria da qualidade na produção do grogue promovido pela Inspecção-geral das Actividades Económicas. O Seminário acontece nesta sexta-feira, 05, na Vila da Ribeira Brava.
"Melhoria da Qualidade na Produção Tradicional da Aguardente de Cana-de-Açúcar e o novo Diploma Legislativo sobre as Infracções Contra a Economia e a Saúde Pública" é o tema deste seminário promovido pela IGAE, em parceria com a Câmara de Ribeira Brava e a delegação do Ministério do Ambiente. Estão ainda previstas acções de inspecção aos operadores economicos e a distribuição documentos.
No próximo dia 06, o referido seminário será reposto no concelho de Santa Catarina, interior de Santiago, em parceria com o Centro de Emprego e Formação Profissional. A expectativa é de que as produtoras de aguardente marquem presença no encontro, que decorrerá no Auditório do Centro, em Achada Riba.
Oo seminário versará questões relacionadas com a fraude sobre a genuinidade do produto, infracção punida de uma forma agravada pelo novo “Decreto-Legislativo sobre as Infracções Contra a Economia e a Saúde Pública”, que entrará brevemente em vigor. “A falta de controlo de qualidade na produção da aguardente de cana-de-açúcar, evidenciada pelas dezenas de amostras de aguardente de cana-de-açúcar já analisadas, a necessidade de uma higiene mais adequada e de um conhecimento técnico mais aprofundado justificam a 4ª edição deste seminário, que tem por objectivo informar e formar os produtores de aguardente de cana-de-açúcar”, informa o IGAE.
Oportunidades de negócios em Cabo Verde e Moçambique é o mote para uma conferências, que a AERLIS - Associação Empresarial da Região de Lisboa, em parceria com a Câmara do Comércio e Indústria Turismo Portugal Cabo Verde (CCITPCV) pretende efectuar no dia 4 de Junho em Oeiras, Portugal. O objectivo do evento é apresentar o potencial dos mercados e revelar oportunidades para as empresas portuguesas, além de destacar os apoios para reduzir o risco de investimentos.
A conferência vai abordar o crescimento económico desses países e a presença portuguesa, fiscalidade e aspectos jurídicos, negociações comerciais, seguros de crédito e parcerias entre empresas. Segundo o site Mundo Lusíada Online, Portugal foi o país da UE que mais alterou a sua estrutura de exportações entre 2003 e 2008. Dados da AICEP dizem que as exportações para fora da UE cresceram 15% em 2008.
Este indicador aponta, de acordo com a AICEP, que as empresas portuguesas estão especialmente bem situadas para se expandirem nestes dois países graças à sua proximidade geográfica e a um conjunto de factores culturais e de conhecimento que é vantagem competitiva face a grupos concorrentes. Além de ser interesse do Governo português intensificar a cooperação económica com a África.
A AICEP vai ainda mais longe e garante que “A África tornou-se numa terra de acolhimento dos investimentos estrangeiros pois abriu as suas fronteiras, melhorou a sua governação e criou um clima muito mais propício”.
Antes deste encontro desta quinta-feira, 4, a AICEP apresentou na passada terça-feira ao empresariado português o "ABC mercado Cabo Verde", em Lisboa.
A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, no quadro do programa AICEP-Portugal Global promove na terça-feira, 2, um evento intitulado ABC Mercado Cabo Verde, no seu Auditório em Lisboa. O propósito é proporcionar informação e conhecimentos às empresas em fase inicial de internacionalização no mercado de Cabo Verde ou ainda às que pretendem abordar, pela primeira vez, as ilhas do Atlântico.
A AICEP pretende ajudar os portugueses a conhecer melhor o mercado cabo-verdiano. Para isso, a entidade lembra que Cabo Verde possui cerca de 500 habitantes e caracteriza-se pela estabilidade politica e social, que se conjuga com um bom ambiente de negócios. “Nos últimos 5 anos, com uma taxa de crescimento entre os 6-9%, Cabo Verde passou a integrar o Grupo de Países de Desenvolvimento Médio, segundo o Banco Mundial”, indica.
Em Cabo Verde, prossegue, o PIB por habitante de mais de 2.500 euros representa já o dobro da média do Continente Africano. Em termos comparativos com outros PALOP’s, Cabo Verde lidera com o maior PIB/habitante e só Angola se aproxima. “Apesar da ausência de recursos naturais relevantes, estes dados atestam as opções das autoridades, aplicadas segundo critérios de boa governação, reconhecidos internacionalmente”, alicia.
A AICEP lembra ainda que, não obstante a pequena dimensão da sua economia, Cabo Verde é um parceiro comercial importante de Portugal, sendo o segundo maior mercado PALOP em 2008, logo a seguir a Angola, com 259 milhões de euros de exportações de bens diversificados: máquinas/equipamentos, material de transporte, de construção, bens de consumo, agro-alimentares e 83 milhões de euros de exportação de serviços.
E mais, as exportações para Cabo Verde cresceram a dois dígitos nos últimos anos e, apesar da forte concorrência de outros países, nomeadamente da Espanha, Portugal continua a ser o mais importante fornecedor, com uma quota que tem variado entre 45 e 50% do mercado. Quanto ao investimento, diz, os 250 milhões de euros investidos por Portugal no país colocam Cabo Verde num lugar cimeiro como destino do nosso IDPE.
O país perfila-se, acrecenta, como um mercado em que sectores como o turismo, energias, ambiente e água, constituem factores de sustentabilidade para o seu desenvolvimento, potenciando novas oportunidades e mesmo parcerias. Para além desses, projectos de infra-estruturas e equipamentos colectivos, transportes e pescas são outras oportunidades com financiamentos internacionais e sujeitos, em geral, a concursos públicos.
Relevante ainda é o programa de privatizações que inclui nomeadamente a Cabnave (estaleiros navais), a Emprofac (importação/distribuição de produtos farmacêuticos), os TACV (transportes aéreos) e a Enapor (gestão dos portos), conclui o AICEP.
O operador português Soltrópico já tem esgotados três charter que fazem a ligação à Boa Vista e ao Sal nos feriados da segunda semana de Junho.
A programação do operador prevê dois voos por semana para Cabo Verde, um deles para o Sal, às sextas-feiras, e o outro para a Boavista, aos sábados, ambos de Lisboa e em avião Airbus A320 da SATA, que transporta 165 passageiros.
A estes voos junta-se, a partir de 8 de Junho, o início da operação do Porto para a Boavista, também no A320 da SATA. Segundo o site Presstur, estes três voos, com 495 lugares, já estão esgotados “há muito tempo”, o que levou a colocar um quarto voo, a 6 de Junho, de Lisboa para a Boavista, desta vez em Airbus A310 da SATA, que transporta 222 passageiros, passando a contar com 717 lugares para pacotes de feriados de Junho em Cabo Verde.
O operador diz que ainda dispõe de “alguns lugares”, mas que a operação também está próxima de esgotar.
A transportadora aérea portuguesa, TAP, anunciou que vai oferecer três voos semanais para a ilha de São Vicente. As operações devem começar a partir de Agosto deste ano.
O delegado da TAP, Luís Garcia, informou à Lusa que já enviou os pedidos de permissão para as autoridades de aviação civil de Cabo Verde.
O representante da transportadora aérea explica que os voos devem começar a partir de Agosto, pois a empresa ainda aguarda a abertura do aeroporto de São Pedro a voos internacionais. "Nós podíamos começar já a voar, mas o impedimento que existe tem a ver com a homologação do aeroporto", comentou.
A companhia tomou a decisão após analisar mercado do turismo no país e constatar que o projecto torna-se viável já que a cidade “abre portas” para duas outras ilhas (Santo Antão e São Nicolau). "Na actual conjuntura, o que interessa são nichos de tráfego que não se confinam a uma ilha. Os turistas pretendem visitar, em média, três ilhas".
O Inquérito à Satisfação e Gasto dos Turistas decorre até segunda-feira, 1 de Junho, para “conhecer os gastos que os turistas fazem” em Cabo Verde e apurar “a percepção dos turistas quanto à qualidade dos serviços que recebem nestas ilhas”.
O Inquérito, promovido pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), acontece nos aeroportos da Praia e do Sal.
Os dados recolhidos vão servir para “a montagem de um sistema de cálculo da conta satélite do turismo”. Além de quanto gastam os turistas que passam pelo país, o inquérito vai procurar saber a estrutura desses gastos, os serviços procurados pelos visitantes, e o que pensam da qualidade desses serviços em relação ao preço.
Os questionários são preenchidos por passageiros não residentes em Cabo Verde, provenientes de voos internacionais, e seleccionados de forma aleatória.
Esta é ainda a primeira fase da recolha de dados, durante um período baixo do turismo no arquipélago. O INE vai depois seleccionar um período para a segunda fase, na época alta, entre Agosto e Setembro.
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SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...