quarta-feira, 17 abril 2024
CEMFA,António Duarte Monteiro

São Vicente: Exercício “Granite Falco” entra na segunda semana e termina na terça-feira

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São Vicente: Exercício “Granite Falco” entra na segunda semana e termina na terça-feira

 
 

O exercício “Granite Falco”, que envolve militares de Cabo Verde e dos EUA, decorre desde o dia 19, em São Vicente, uma “oportunidade de aprendizagem e troca de experiência”, é concluído na terça-feira, 05 de Abril.

O mesmo, segundo o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, contra-almirante António Duarte Monteiro, é fruto de um programa de parceria estadual do Gabinete da Guarda Nacional do Departamento de Defesa dos EUA, que liga as guardas nacionais dos seus 50 estados a países estrangeiros, para facilitar os intercâmbios militares, governamentais e civis.

No caso de Cabo Verde, a parceria foi rubricada em 04 de Fevereiro de 2022 entre o Ministério da Defesa Nacional e a Guarda Nacional do Estado de New Hampshire (EUA).

Assim, desde o dia 19, a ilha de São Vicente tem sido palco das actividades, cujos principais cenários, apontou a mesma fonte, consistem em práticas de procedimentos padronizados de busca e salvamento e de transferências médicas, com ênfase na logística das transferências de doentes/sinistrados.

Por isso, o exercício versa sobre respostas emergenciais em situações de desastres naturais, crises humanitárias, busca e salvamento e outras acções das quais podem resultar a necessidade de transferência de doentes/sinistrados.

“Tem proporcionado, entre outros, momentos importantes de aprendizado e está a decorrer a um bom ritmo, cumprindo com os objectivos preconizados”, aludiu a mesma fonte sobre o exercício conjunto e combinado.

Particularmente sobre o transporte de doentes, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas indicou que foi colocada tónica em demonstrações de procedimentos a ter com doentes, designadamente com epilepsia, e os cuidados a ter na prestação de socorro.

Foram ainda demonstrados, assinalou, os procedimentos de abordagem e análise de feridos, técnicas de suporte básico de vida e preparação da vítima para uma transferência médica por helicóptero.

A primeira fase foi concluída com um exercício prático de análise do ferido e simulação de chamada para pedido de helicóptero, entre outros.

Nesta segunda fase do exercício, que fica concluída na terça-feira, 05, após aulas ministradas a diversos grupos militares e observadores oriundos de instituições parceiras, é dada primazia a voos de treino a bordo dos helicópteros Black Hawk, da Guarda Nacional do Estado de New Hampshire, oportunidade para se colocar em prática o que foi ministrado e aprendido.

Contra-almirante Duarte Monteiro ligou a relevância do exercício à descontinuidade territorial do país e à “extensa região” de busca e salvamento sob sua responsabilidade, já que as missões de busca e salvamento são obrigações dos Estados costeiros, que derivam dos instrumentos internacionais ratificados por estes.

Da mesma forma, destacou a “primordial importância” do exercício para a preparação e o adestramento de todo o pessoal que estará envolvido em missões de busca e salvamento e transferências médicas, numa altura em que à Esquadrilha Aérea da Guarda Costeira cabo-verdiana será afectado um avião, “a breve trecho”.

São missões, esclareceu, que envolvem desde bombeiros, passando pelas tripulações, técnicos de manutenção e pessoal de apoio em terra, equipas médicas e pessoal aeronáutico, que, vincou, estarão na vanguarda de tais operações, até os hospitais onde, normalmente, se desembocará essas actividades, sempre sob coordenação do Centro Conjunto de Coordenação de Salvamento.

Na quinta-feira, 28, por ocasião da cerimónia que marcou o ponto alto do exercício Granite Falco, no Centro de Instrução Militar do Morro Branco, a ministra do Estado e da Defesa Nacional, Janine Lélis, considerou que o exercício inaugura uma “nova etapa” na “relevante e histórica” cooperação no domínio na Defesa entre Cabo Verde e os EUA.

Trata-se, segundo a ministra, de um treino de “extrema importância” que vai permitir às Forças Armadas “desenvolver e solidificar” as suas valências para o desempenho das missões que lhes são atribuídas, nomeadamente no âmbito do apoio ao Serviço Nacional da Protecção Civil e Bombeiros e às autoridades de Saúde nas operações de transferências médicas.

A Semana com Inforpress

31 de março 2024

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